Elenco de Dublagem - Desenhos Matérias

Rambo - The Force of Freedom

Rambo e A Força da Liberdade

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:

José Santana

ESTÚDIO DE DUBLAGEM:

Herbert Richers

MÍDIAS:

Televisão

Elenco Principal

Aparições Recorrentes

Participações

Outros

“Quando e onde quer que as maléficas força do General Warhawk ameacem os defensores da paz mundial, só há um homem a chamar:

Eu quero que achem Rambo!

Das cidades e arranha-céus aos desfiladeiros e montanhas inacessíveis o campeão da Liberdade é invencível Rambo!

Ajudado pelo gênio mecânico conhecido como Turbo e pela mestre em disfarces chamada Kat. O íntegro protetor dos inocentes Rambo, A Força da Liberdade!.”

A Dublagem

No auge da popularidade de Rambo no mundo, inclusive no Brasil, a série animada Rambo: The Force of Freedom chegou como uma expansão do universo cinematográfico de Sylvester Stallone. Exibida originalmente nos Estados Unidos entre abril e dezembro de 1986, a produção da Ruby-Spears contou com uma temporada única de 65 episódios, e desembarcou no Brasil em julho de 1987.

Mais do que um simples desenho de ação, a série animada tornou-se um verdadeiro fenômeno midiático, impulsionado pela Rambomania que tomava conta do país — e encontrou na Herbert Richers um estúdio à altura do desafio de dublar essa superprodução para o público brasileiro.

 

A estreia no Brasil e a Rambomania

Rambo e A Força da Liberdade estreou na TV Globo no dia 6 de julho de 1987, dentro do lendário Xou da Xuxa. O desenho foi estrategicamente escalado para o último bloco do programa — por volta das 11h da manhã —, horário em que muitas crianças estavam chegando da escola. Ao lado dele, estrearam também outras animações que marcaram época, como Snorks, Ewoks, BiskittsCenturions e Galaxy Rangers.

A estreia aconteceu em um momento em que o Brasil vivia uma verdadeira obsessão por Rambo. O lançamento iminente de Rambo III nos cinemas, a disputa entre SBT e Globo pelos direitos dos filmes anteriores, e o sucesso da música “Rambo” no disco Xegundo da Xuxa (composta por Michael Sullivan e Paulo Massadas) foram combustíveis para transformar o desenho em sucesso imediato.

No meio dessa guerra pela audiência, um nome foi fundamental: Herbert Richers. O estúdio recebeu tanto os filmes quanto o desenho animado para dublagem. E foi justamente o desenho o primeiro a ser adaptado para o público brasileiro, com um resultado técnico impressionante.

 

A dublagem da Herbert Richers

A dublagem brasileira de Rambo começou em novembro de 1986, com José Santana na direção. Coube a ele a decisão certeira de escalar André Filho como John Rambo — uma escolha natural, já que André era a voz oficial de Sylvester Stallone no Brasil, inclusive nos filmes da franquia Rocky.

O elenco reunia alguns dos maiores talentos da dublagem da época. Garcia Júnior emprestava seu carisma a Turbo, o especialista em tecnologia que acompanha Rambo nas missões. Carmen Sheila interpretava a camaleônica K.A.T., e Leonel Abrantes dava voz ao experiente Coronel Trautman, mentor de Rambo.

Entre os vilões, o time de dubladores também era estelar: Amaury Costa como o implacável General Warhawk, André Luís “Chapéu” como o brutal Sargento Havoc, Sílvio Navas como o maquiavélico Grifo, e Ionei Silva como o imprevisível Mad Dog.

A dublagem ainda contou com participações marcantes como Orlando Drummond, Marco Ribeiro, Armando Braga, Orlando Prado, Francisco José, Garcia Neto, Paulo Pinheiro, entre outros. A narração da abertura ficou a cargo de Márcio Simões iniciante na dublagem, e a leitura dos títulos dos episódios foi feita por Ricardo Mariano Dublasievicz.

 

Reprises e memória

Após o sucesso inicial no Xou da Xuxa, o desenho foi eventualmente retirado da programação. No entanto, em 2006, foi reexibido pela TV Record, reacendendo a nostalgia entre fãs mais antigos. Mesmo com apenas uma temporada, Rambo e A Força da Liberdade se consolidou como uma das adaptações animadas mais icônicas de um herói de ação.

A dublagem da Herbert Richers, como de costume, teve papel essencial nesse reconhecimento. O cuidado com a adaptação, o elenco estelar e a direção segura fizeram com que a versão brasileira fosse tão memorável quanto o original.

Nota do autor: Até a data de publicação desta matéria, não havia na internet um elenco de dublagem tão completo desta produção. As informações aqui reunidas são fruto de pesquisa própria, com análise dos episódios e identificação das vozes, e não de material copiado de outras fontes.
Agradecimentos: Garcia Júnior (indicou a direção de dublagem), Carlos Amorim (identificou Marco Ribeiro na voz do White Dragon).
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Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

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  1. Pingback: Sílvio Navas, o homem das 1000 vozes. | DB - Dublagem Brasileira

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