Galaxy High School
Escola Espacial
- de 13/09/1986 a 06/12/1986.
- 1 temporada (13 episódios).
- Tokyo Movie Shinsha.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Monjardim
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal














Aparições Recorrentes












Outros
A Dublagem
Criada pelo renomado estúdio Tokyo Movie Shinsha (TMS), famoso por dar vida a clássicos como Lupin III e Akira, Escola Espacial estreou em 13 de setembro de 1986, com 13 episódios encantadores que misturavam comédia adolescente e ficção científica.
Ambientada no ano de 2086, a trama acompanha a jovem brilhante Aimee Brightower e seus colegas — o sagaz Doyle Cleverlobe, o nobre Milo de Vênus e a fofoqueira Gilda Fofoca — enquanto enfrentam desafios em sua escola orbital, incluindo armários falantes, professores excêntricos e criaturas alienígenas.
O visual, que claramente remete aos animes da época, combinava cores vibrantes e design futurista, dando à série um charme único dentro do universo infantil dos anos 80.
Teletransporte ao Brasil:
Escola Espacial desembarcou no Brasil em 1992, sendo exibida dentro do Show do Mallandro, na Rede Globo. O cenário colorido e o formato dinâmico do programa caíram como uma luva para a série, levando o desenho a conquistar a garotada das manhãs. Mesmo com apenas uma temporada, a animação marcou o roteiro das atrações infantis da emissora, e sua exibição naquele momento trouxe um frescor inesperado ao bloco matinal.
Vozes Estelares: A Dublagem
A dublagem brasileira, conduzida pelo talentoso estúdio Herbert Richers e dirigida por Mário Monjardim, foi fundamental para aproximar o público dos personagens e reforçar o tom leve e bem-humorado da série. Não se tratou apenas de traduzir falas: foi uma adaptação criativa, com piadas e expressões bem localizadas, tornando a experiência completamente nacional.
Miriam Ficher, no papel de Aimee Brightower, trouxe uma personalidade afetuosa e cheia de energia, incorporando bem a líder natural do grupo. Seu tom marcante fez dela a figura central do desenho, e sua voz permanece na memória de quem cresceu na época. Já Manolo Rey, como Doyle, equilibrava astúcia e insegurança de um jeito que dava vida ao protagonista juvenil. Oberdan Júnior interpretou Milo de Vênus com delicadeza e elegância, imprimindo ao personagem uma inteligência suave.
Todos os outros personagens receberam vozes que casavam perfeitamente com suas personalidades: as raposas curiosas dos armários, mestre Professor Icenstein com humor divertido.
A dublagem se destacou, não só pela qualidade técnica habitual da Herbert Richers, mas também pela empatia transmitida pelo elenco — cada fala parecia gravar emoção no espectador.
Um Legado que Ultrapassa Gravidade
Embora Escola Espacial tenha tido apenas uma temporada, sua presença nas manhãs da Globo, dentro de um programa vibrante como o Show do Mallandro, deixou uma marca indelével na memória de muitos. A dublagem, especialmente, foi crucial: com vozes cativantes, adaptações precisas e personagens carismáticos, o desenho tornou-se mais do que entretenimento — virou referência para os amantes dos clássicos dos anos 90.
Em fóruns, redes sociais e encontros de nostalgia, fãs lembram com carinho da mistura de humor, cafeteria espacial e adolescentes em gravitação zero, sempre pontuada pela interpretação brilhante de Miriam Ficher, Manolo Rey e Oberdan Júnior.
A série pode ter sido rápida na duração, mas, graças à conexão emocional proporcionada pela dublagem, tornou-se eterna no coração de quem crescera imaginando um colégio entre estrelas. E isso, você sabe bem, é o verdadeiro motor para manter um desenho vivo — mesmo depois de muito tempo.




















