The Young Indiana Jones Chronicles
O Jovem Indiana Jones
- de 04/03/1992 a 16/06/1996.
- 2 temporadas (28 episódios).
- Lucasfilm, Paramount Television e Amblin Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Júlio Cezar Barreiros/ Waldyr Sant'anna
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
VTI
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Aparições Recorrentes





Outros





A Dublagem
Depois que Harrison Ford se tornou sinônimo de chapéu, chicote e frases rápidas, George Lucas imaginou um universo ainda maior para seu arqueólogo favorito. O resultado foi O Jovem Indiana Jones, uma série que estreou em 1992 e buscava aprofundar o passado do icônico personagem — ainda em formação — numa combinação ousada de aventura, história real e pedagogia disfarçada.
Filmada com esmero cinematográfico em mais de 35 países, a série apresentava três fases distintas da vida de Indy: sua infância (com Corey Carrier), juventude (Sean Patrick Flanery) e velhice (George Hall). A ideia era mostrar um jovem curioso, viajando com o pai por todo o mundo e cruzando com personalidades como Freud, Tolstói, Picasso e T.E. Lawrence — tudo com o selo Lucasfilm de produção ambiciosa.
Estreia no Brasil com selo de prestígio
No Brasil, a série chegou com pompa pela Rede Globo em agosto de 1992, apresentada como parte de uma sessão especial de séries de aventura, que incluía também Justiça Final. Era um produto importado da Amblin Television (de Steven Spielberg), com assinatura da Lucasfilm, e trazia o charme das produções de época, aliando ação e conhecimento histórico — um formato ousado até para os padrões da televisão aberta.
Mesmo com alto investimento e prestígio internacional, O Jovem Indiana Jones teve uma recepção modesta na TV brasileira, talvez por sua densidade histórica e ritmo mais contemplativo em certos episódios. Ainda assim, se destacou como uma produção de alto nível, e sua dublagem contribuiu bastante para isso.
Uma dublagem com três faces de um mesmo herói
A adaptação brasileira da série foi realizada pelo estúdio VTI, com direção inicialmente a cargo de Júlio Cezar Barreiros, dublador que havia dado voz ao Indiana dos cinemas em versões anteriores. Mas, aqui, a escalação para as diferentes fases da vida de Indy foi estrategicamente distribuída:
Reynaldo Buzzoni deu voz ao Indiana jovem (Sean Patrick Flanery), com sua tradicional elegância vocal e senso de aventura; Peterson Adriano assumiu o papel na infância, transmitindo bem a curiosidade e inquietação típicas de um pré-adolescente explorador; Joaquim “Luis” Motta foi o responsável pela versão envelhecida do personagem, que servia de narrador, oferecendo lições morais e memórias.
O elenco de apoio também teve nomes sólidos: Dário de Castro fez o austero e exigente Professor Henry Jones (o pai de Indy), Ilka Pinheiro e depois Nelly Amaral interpretaram a preceptora Srta. Helen Seymour, e Lina Rossana deu voz à mãe de Indy, Anna Jones. A leitura de títulos foi feita por Corrêa de Araújo, enquanto Waldyr Sant’anna emprestou seu peso vocal à leitura de placas e trechos informativos.
A dublagem não apenas contextualizava os cenários multiculturais da série como humanizava o personagem. Foi um esforço de fidelidade à proposta de Lucas, que tratava a série quase como um recurso educacional disfarçado de aventura.
Um trabalho com cheiro de história (e de cinema)
Apesar de não ter o mesmo impacto que os longas-metragens, O Jovem Indiana Jones é uma obra relevante no universo expandido da franquia. Com roteiros que flertavam com o documentário, locações reais e uma proposta de ensinar história através da ficção, a série é um exemplo raro de televisão educativa com alma cinematográfica.
No Brasil, a série tem um legado de culto discreto — lembrado por fãs mais atentos e por colecionadores que reconhecem sua importância como ponte entre o cinema clássico de aventura e a televisão cultural dos anos 90. E nesse cenário, a dublagem brasileira foi peça fundamental, tornando acessível e envolvente uma série que pedia atenção, repertório e — claro — espírito aventureiro.











