Oraa Guzura Dado
Binsky, O Dinoceronte
- de 02/10/1987 a 20/09/1988.
- 1 temporada (88 episódios).
- Tatsunoko Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Monjardim
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Outros
A Dublagem
O monstrinho de nariz pontudo que conquistou a garotada brasileira nos anos 80 nasceu, na verdade, duas décadas antes. Binsky, o Dinoceronte é a versão colorida e reformulada de Oraa Guzura Dado, uma comédia em mangá criada por Hiroshi Sasagawa e publicada pela primeira vez em 1967.
O sucesso foi tanto que logo virou anime, ganhando 52 episódios exibidos em preto e branco pela Fuji TV. Guzula, o nome original do protagonista, era uma mistura de Godzilla com mascote de pelúcia — uma criatura inocente e atrapalhada, mas com poderes surpreendentes.
Em 1987, a Tatsunoko Productions decidiu trazer o personagem de volta com uma nova roupagem: traços atualizados, histórias enxutas e episódios em cores vibrantes. A nova série teve 44 episódios e foi exportada para diversos países com nomes variados. No Brasil, ficou conhecido como Binsky, o Dinoceronte, e foi exibido pela Rede Globo dentro do Xou da Xuxa, rapidamente caindo no gosto do público infantil.
Dublagem Afinada
A versão brasileira de Binsky foi dublada no estúdio Herbert Richers sob direção de Mário Monjardim, e o elenco de vozes foi composto por nomes que marcaram época. Márcio Simões foi quem deu vida ao simpático Binsky, com uma entonação engraçada e cheia de inocência — exatamente o que o personagem precisava.
Ao lado dele, Manolo Rey emprestou sua voz ao animado Bontha, enquanto Marisa Leal interpretava a carismática Suzuko, grande amiga do monstrinho. O sempre versátil Garcia Júnior foi o Sr. Zuketa, o veterinário obcecado por capturar Binsky a qualquer custo, criando uma das dinâmicas mais divertidas do desenho. Jane Kelly, Francis Clay e o próprio Monjardim também participaram de diversos papéis.
A dublagem brasileira foi tão marcante que muitos fãs da época se lembram até hoje do bordão “Guzula está aqui!” — que, embora vindo da versão original japonesa, foi preservado com carisma na adaptação nacional.
A Chegada do Ovo Gigante: A História de Binsky
Tudo começa quando o Monte Bikkura entra em erupção e lança um gigantesco ovo nas redondezas. Dele nasce Guzula — ou Binsky, no Brasil —, um pequeno monstro rechonchudo, com chifre de rinoceronte, cauda de dinossauro, um pequeno chapéu, gravata borboleta e uma simpatia fora do comum. Perdido no mundo dos humanos, o monstrinho acaba sendo adotado por uma família suburbana japonesa, criando um elo afetivo especialmente com as crianças Bontha e Suzuko.
Binsky tem poderes inusitados: consegue comer qualquer tipo de metal e, após digeri-lo, produz engenhocas mecânicas. Além disso, solta fogo pela boca e pode saltar alturas incríveis usando sua cauda como propulsão. Seu comportamento atrapalhado e sua curiosidade sem limites sempre acabam em confusão — seja fugindo do veterinário maluco ou se metendo em trapalhadas no cotidiano da família.
Ao longo dos episódios, Binsky também conhece uma monstrinha chamada Charara, que passa a acompanhá-lo em novas peripécias, ampliando o lado afetuoso e caótico do desenho.
Lembrança de Um Tempo Inocente
Binsky, o Dinoceronte não teve exibição prolongada no Brasil, mas mesmo assim conquistou uma geração inteira que acompanhava os desenhos do Xou da Xuxa. O estilo de animação da Tatsunoko, com seus traços simples porém expressivos, aliado a uma dublagem calorosa e personagens cativantes, fez com que o anime ganhasse um lugar especial na memória afetiva dos anos 80.
Hoje, a série é lembrada com carinho por colecionadores e fãs de desenhos clássicos. Algumas cópias sobrevivem em registros de VHS e DVDs de fãs, com episódios em qualidade razoável, mas carregados de nostalgia. O que permanece mesmo é o encantamento por esse pequeno monstro que surgiu de um vulcão para trazer caos, risadas e, acima de tudo, ternura.




















