The Super Globetrotters
Super Globetrotters
- de 22/09/1979 a 15/12/1979.
- 1 temporada (13 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Monjardim
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal






Outros
A Dublagem
Entre o basquete e o universo dos super-heróis, a Hanna-Barbera Productions lançou em 1979 o desenho Super Globetrotters, uma série que transformava os famosos Harlem Globetrotters em personagens animados com superpoderes.
A produção teve apenas 1 temporada, com 13 episódios, exibidos originalmente entre 22 de setembro e 15 de dezembro de 1979. Apesar da curta duração, conquistou espaço nas televisões do mundo inteiro, incluindo o Brasil, onde marcou presença na programação infantil.
Do basquete ao combate ao crime
Super Globetrotters seguia a fórmula clássica da Hanna-Barbera: aventuras leves, vilões caricatos e muito humor. Mas seu grande diferencial era transformar os lendários Harlem Globetrotters, famosos pelo talento no basquete e pelas jogadas cômicas, em super-heróis com poderes especiais.
A cada episódio, os heróis eram convocados para enfrentar ameaças absurdas – desde cientistas malucos até criminosos com planos mirabolantes de dominação mundial. E sempre que a situação exigia, bastava uma chamada urgente para que os Globetrotters largassem a quadra e se transformassem em seus alter egos superpoderosos.
Cada integrante da equipe possuía habilidades próprias que refletiam sua personalidade. O Homem Fluído, ágil e brincalhão, usava suas transformações líquidas para escapar de armadilhas. O Homem Esfera rolava como uma bola indestrutível, tornando-se uma verdadeira arma contra os vilões. O Homem Espaguete, com seus braços e pernas elásticos, garantia os momentos mais engraçados. Já o Multi-Homem multiplicava-se em várias cópias de si mesmo, virando um verdadeiro exército. E o Homem Variedade, sempre imprevisível, podia sacar qualquer objeto de dentro de sua capa mágica.
No centro da ação estava ainda o simpático robô Globo da Lei, que funcionava como mascote e alívio cômico, muitas vezes metendo-se em enrascadas maiores do que os próprios vilões.
Apesar das histórias simples, o desenho unia o espírito esportivo dos Globetrotters ao universo dos super-heróis. Era uma mistura inusitada de basquete, fantasia e comédia, que cativava as crianças tanto nas quadras quanto fora delas.
Chegada ao Brasil
No Brasil, Super Globetrotters desembarcou em 1983, sendo exibido pela TV Manchete dentro do programa Clube da Criança, apresentado por Xuxa Meneghel. O desenho rapidamente chamou a atenção do público infantil, que já se divertia com outros sucessos da Hanna-Barbera, mas agora tinha a chance de ver os astros do basquete em uma versão totalmente diferente: como super-heróis.
A escolha da Manchete de incluir o desenho em sua grade não foi por acaso. A emissora buscava consolidar o Clube da Criança como um espaço de destaque para os pequenos, e os Globetrotters animados caíram como uma luva. As histórias rápidas, os poderes exagerados e o tom de comédia leve agradavam tanto meninos quanto meninas, que viam nos heróis uma mistura de ídolos esportivos e personagens de aventura.
A dublagem brasileira, feita pela Herbert Richers, teve papel fundamental nesse sucesso. As vozes bem-humoradas e cheias de energia aproximaram os personagens do público nacional, garantindo que os Super Globetrotters fossem lembrados não apenas como ídolos do basquete, mas também como parte da infância televisiva de toda uma geração.
Vozes que realçaram o humor
Um dos pontos mais marcantes de Super Globetrotters no Brasil foi, sem dúvida, a dublagem realizada pela Herbert Richers sob a direção de Mário Monjardim. O estúdio conseguiu imprimir ao desenho uma identidade própria, explorando ao máximo o humor e a energia exagerada que a série exigia.
O Homem Fluído, dublado por João Jacy Batista, se destacou pela voz cheia de dinamismo, que dava vida às transformações líquidas do personagem. Já o Homem Esfera, com a interpretação simpática de Armando Casella, soava sempre leve e divertido, refletindo bem o herói que rolava como uma bola em situações cômicas.
No caso do Homem Espaguete, a elasticidade do personagem parecia estar presente também na voz de João Francisco Turelli, que conseguia transmitir irreverência e descontração a cada fala. O Multi-Homem, interpretado por Júlio Cézar Barreiros, recebia uma entonação multiplicada de energia, transmitindo a sensação de que suas cópias tinham vida própria. Já o Homem Variedade, vivido por Ayrton Cardoso, era marcado por uma interpretação imprevisível, que combinava com o poder de tirar qualquer objeto dos cabelos.
Mas o grande charme ficava mesmo por conta de Mário Monjardim, que além de dirigir o trabalho, dublava o carismático Globo da Lei.
Para completar a atmosfera, a narração vibrante de José Santana dava ritmo aos episódios, criando aquele clima empolgante que acompanhava cada aventura.
Graças a esse trabalho, os Super Globetrotters não foram apenas mais um desenho da Hanna-Barbera na televisão brasileira: tornaram-se parte do imaginário afetivo de toda uma geração que cresceu ouvindo essas vozes inconfundíveis.
Na Memória
Embora tenha durado apenas uma temporada nos Estados Unidos, Super Globetrotters encontrou no Brasil um espaço carinhoso na lembrança de quem cresceu nos anos 80. O desenho reunia duas paixões universais — o basquete e os super-heróis — e embalava tudo com a assinatura da Hanna-Barbera, sinônimo de infância para várias gerações.
Para muitos, a série não era apenas mais um desenho animado: era também a chance de ver os lendários Harlem Globetrotters em aventuras que iam além das quadras, lutando contra vilões malucos com poderes improváveis e muito bom humor. O Clube da Criança, na Manchete, funcionou como porta de entrada para esse universo, e a dublagem brasileira, com suas vozes tão marcantes, completou a fórmula de sucesso.
















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