Elenco de Dublagem - Desenhos Uncategorized

Rickety Rocket

Buggy a Jato

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:

?

ESTÚDIO DE DUBLAGEM:

Herbert Richers

MÍDIAS:

Televisão

Elenco Principal

Outros

A Dublagem

Em 1980, chegou ao Brasil uma das animações mais divertidas e curiosas dos anos 70: Buggy a Jato (Rickety Rocket), produção de 1979 da Ruby-Spears Productions, exibida originalmente como parte do show do Homem Elástico

A série misturava ficção científica, mistério e humor, conquistando fãs graças ao seu foguete falante e ao carisma de seus protagonistas. 


 

Quando a sucata ganha vida

Criado por Joe Ruby e Ken Spears, Buggy a Jato seguia quatro jovens afro-americanos — Cosmo, Venus, Moleza e Queimado — que formavam uma agência de detetives interplanetários. O grande diferencial era a nave em que viajavam: Buggy, um foguete improvisado e falante, cheio de peças soltas e rangidos, mas surpreendentemente útil. A inteligência artificial do foguete tinha personalidade própria, opinava e reclamava, quase como um quinto integrante da equipe.

Cada episódio era uma mistura de aventura, mistério e humor, com tramas envolvendo vilões mascarados, monstros espaciais e crimes interplanetários, ambientadas em cidades futuristas e planetas exóticos. 

O bordão icônico, “Bu-u-u-ggy a Jato, Decolar!”, marcava o início de cada aventura, simbolizando a mistura de trapalhadas e heroísmo que se tornaria a marca registrada da série. .


 

Do estúdio Ruby-Spears às manhãs brasileiras 

A jornada da animação no Brasil começou em 1980, quando a Rede Globo exibiu o desenho dentro da faixa Sessão Aventura. Em 1981, o programa integrou o Globo Cor Especial, dividindo a grade com Jana das Selvas.

Em 1983, o desenho migrou para a Record, sendo exibido em horários matutinas, e em 1986 chegou à Manchete dentro do programa Nave da Fantasia, apresentado na ocasião por Simony.

Nos anos 2000, Buggy a Jato ganhou uma nova vida em canais por assinatura, como o Boomerang, atingindo uma geração nostálgica que cresceu assistindo às aventuras de Cosmo, Venus e companhia. A trajetória ilustra a capacidade da série de se manter relevante mesmo décadas após sua produção original.


 

Vozes que Decolam 

A dublagem brasileira foi um dos grandes responsáveis pelo charme da série no país. Produzida pelo estúdio Herbert Richers, referência máxima em dublagem na época, o trabalho trouxe vida e personalidade aos personagens com técnicas precisas de sincronização labial e interpretação emocional.

Sílvio Navas deu voz ao próprio foguete Buggy a Jato, conferindo um tom divertido e exagerado que combinava perfeitamente com sua personalidade mecânica e irônica. Júlio Chaves interpretou Cosmo, transmitindo liderança e segurança com um falsete jovem, enquanto Fátima Mourão, como Venus, trouxe feminilidade e atitude, garantindo que a heroína se destacasse. Já João Jacy Batista deu a Moleza uma voz relaxada e cômica, e Mário Jorge de Andrade, como Queimado, transmitiu energia e impulsividade, criando um contraste divertido com os demais.

O trabalho de dublagem foi uma interpretação artística, capaz de capturar o humor, a emoção e a singularidade de cada personagem. Comparada a outras versões internacionais, a brasileira conseguiu manter o ritmo acelerado da comédia, reforçando o carisma e a química entre os personagens. Essa qualidade se tornou um dos principais motivos pelos quais o desenho permanece tão querido por fãs nostálgicos.


 

De foguetes e saudades 

Buggy a Jato deixou uma marca duradoura. Suas histórias criativas, personagens carismáticos e a dublagem brasileira de alta qualidade fizeram com que o desenho se tornasse uma referência cult entre fãs de animação retrô.

A série também se destaca historicamente por sua representatividade, mostrando jovens negros como protagonistas, e por seu humor atemporal.

O bordão “Bu-u-u-ggy a Jato, Decolar!” permanece como símbolo de aventuras lúdicas e da nostalgia que acompanha os fãs até hoje.

O legado do estúdio Herbert Richers, por sua vez, reforça a importância de dublagens de qualidade, capazes de transformar desenhos estrangeiros em experiências afetivas genuinamente brasileiras.

Nota do autor: Até a data de publicação desta matéria, não havia na internet um elenco de dublagem tão completo e correto desta produção. As informações aqui reunidas são fruto de pesquisa própria, com análise dos episódios e identificação das vozes, e não de material copiado de outras fontes.
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Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

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  1. Pingback: Homem Elástico (1979) | DB - Dublagem Brasileira

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