Rickety Rocket
Buggy a Jato
- de 02/09/1979 a 05/01/1980.
- 1 temporada (16 episódios).
- Ruby-Spears.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Outros
A Dublagem
Em 1980, chegou ao Brasil uma das animações mais divertidas e curiosas dos anos 70: Buggy a Jato (Rickety Rocket), produção de 1979 da Ruby-Spears Productions, exibida originalmente como parte do show do Homem Elástico
A série misturava ficção científica, mistério e humor, conquistando fãs graças ao seu foguete falante e ao carisma de seus protagonistas.
Quando a sucata ganha vida
Criado por Joe Ruby e Ken Spears, Buggy a Jato seguia quatro jovens afro-americanos — Cosmo, Venus, Moleza e Queimado — que formavam uma agência de detetives interplanetários. O grande diferencial era a nave em que viajavam: Buggy, um foguete improvisado e falante, cheio de peças soltas e rangidos, mas surpreendentemente útil. A inteligência artificial do foguete tinha personalidade própria, opinava e reclamava, quase como um quinto integrante da equipe.
Cada episódio era uma mistura de aventura, mistério e humor, com tramas envolvendo vilões mascarados, monstros espaciais e crimes interplanetários, ambientadas em cidades futuristas e planetas exóticos.
O bordão icônico, “Bu-u-u-ggy a Jato, Decolar!”, marcava o início de cada aventura, simbolizando a mistura de trapalhadas e heroísmo que se tornaria a marca registrada da série. .
Do estúdio Ruby-Spears às manhãs brasileiras
A jornada da animação no Brasil começou em 1980, quando a Rede Globo exibiu o desenho dentro da faixa Sessão Aventura. Em 1981, o programa integrou o Globo Cor Especial, dividindo a grade com Jana das Selvas.
Em 1983, o desenho migrou para a Record, sendo exibido em horários matutinas, e em 1986 chegou à Manchete dentro do programa Nave da Fantasia, apresentado na ocasião por Simony.
Nos anos 2000, Buggy a Jato ganhou uma nova vida em canais por assinatura, como o Boomerang, atingindo uma geração nostálgica que cresceu assistindo às aventuras de Cosmo, Venus e companhia. A trajetória ilustra a capacidade da série de se manter relevante mesmo décadas após sua produção original.
Vozes que Decolam
A dublagem brasileira foi um dos grandes responsáveis pelo charme da série no país. Produzida pelo estúdio Herbert Richers, referência máxima em dublagem na época, o trabalho trouxe vida e personalidade aos personagens com técnicas precisas de sincronização labial e interpretação emocional.
Sílvio Navas deu voz ao próprio foguete Buggy a Jato, conferindo um tom divertido e exagerado que combinava perfeitamente com sua personalidade mecânica e irônica. Júlio Chaves interpretou Cosmo, transmitindo liderança e segurança com um falsete jovem, enquanto Fátima Mourão, como Venus, trouxe feminilidade e atitude, garantindo que a heroína se destacasse. Já João Jacy Batista deu a Moleza uma voz relaxada e cômica, e Mário Jorge de Andrade, como Queimado, transmitiu energia e impulsividade, criando um contraste divertido com os demais.
O trabalho de dublagem foi uma interpretação artística, capaz de capturar o humor, a emoção e a singularidade de cada personagem. Comparada a outras versões internacionais, a brasileira conseguiu manter o ritmo acelerado da comédia, reforçando o carisma e a química entre os personagens. Essa qualidade se tornou um dos principais motivos pelos quais o desenho permanece tão querido por fãs nostálgicos.
De foguetes e saudades
Buggy a Jato deixou uma marca duradoura. Suas histórias criativas, personagens carismáticos e a dublagem brasileira de alta qualidade fizeram com que o desenho se tornasse uma referência cult entre fãs de animação retrô.
A série também se destaca historicamente por sua representatividade, mostrando jovens negros como protagonistas, e por seu humor atemporal.
O bordão “Bu-u-u-ggy a Jato, Decolar!” permanece como símbolo de aventuras lúdicas e da nostalgia que acompanha os fãs até hoje.
O legado do estúdio Herbert Richers, por sua vez, reforça a importância de dublagens de qualidade, capazes de transformar desenhos estrangeiros em experiências afetivas genuinamente brasileiras.
















One Reply to “”