Tenko and the Guardians of the Magic
Princesa Tenko e os Guardiães da Mágica
- de 11/09/1995 a 1996.
- 1 temporada (13 episódios).
- Saban Entertainment.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Newton da Matta
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal
















A Dublagem


A Dublagem
Em meados da década de 1990, a Saban Entertainment — que vivia o auge com Power Rangers — apostou em um novo gênero: o magical girl ocidental. Assim nasceu Tenko and the Guardians of the Magic, exibido entre 1995 e 1996 nos Estados Unidos, trazendo como protagonista a ilusionista japonesa Mariko Itakura, conhecida mundialmente como Princesa Tenko.
No Brasil, a série chegou com o título Princesa Tenko e os Guardiães da Mágica. Apesar de contar com apenas 13 episódios, a animação conseguiu deixar lembranças fortes em quem acompanhou na época.
Quando a mágica vira destino
Produzida pela Saban Entertainment entre 1995 e 1996, a animação estreou nos Estados Unidos em 17 de setembro de 1995. Seu enredo misturava fantasia, ação e um toque educativo: ao final de cada episódio, a própria Princesa Tenko surgia em liveaction ensinando truques de ilusionismo ao público jovem.
A história começa quando Mariko, uma jovem talentosa no mundo da mágica, é escolhida por Mestre Hikita para ser a nova guardiã das misteriosas Pedras Estrelares de Fogo. Essas joias, guardadas na lendária Caixa Tenko, são poderosos artefatos capazes de conceder poderes mágicos extraordinários. Mas essa escolha desperta a inveja dos gêmeos Jana e Jason, aprendizes do mestre que se rebelam e roubam parte das pedras, iniciando uma batalha épica pelo controle da magia.
Cada pedra confere habilidades únicas: desde invocar criaturas místicas, como leões dourados e golfinhos safira, até criar tempestades ou transformar animais em seres mágicos, como o cavalo da Tenko que ganha asas de pégaso. A Princesa Tenko e seus aliados — Bolt, Hawk, Steel e a aprendiz Ali — formam os Guardiães da Mágica, encarregados de recuperar as joias perdidas pelo mundo antes que Jana e Jason as usem para dominar a todos.
Os episódios misturam combates cheios de efeitos visuais, lições de amizade e responsabilidade, e a atmosfera de espetáculo própria do universo da magia de palco. Tudo isso envolto em uma estética colorida e chamativa, típica das produções da Saban nos anos 90.
Chegada e Trajetória no Brasil
No Brasil, Princesa Tenko e os Guardiães da Mágica estreou na Rede Globo em 1998 dentro do infantil Angel Mix, programa apresentado por Angélica. Exibida entre desenhos como Sailor Moon e Fly, o Pequeno Guerreiro, a série encontrou espaço em uma grade que buscava mesclar aventura e fantasia.
Apesar de não alcançar grande audiência, o título conquistou fãs que se lembram com carinho de suas transmissões matinais.
Com a compra da Saban pela Disney em 2001, os direitos da série passaram ao conglomerado, mas até hoje o desenho não integra o catálogo do Disney+, permanecendo como uma raridade nostálgica.
Vozes mágicas
A dublagem brasileira ficou sob os cuidados do lendário estúdio Herbert Richers, no Rio de Janeiro, com direção de Newton da Matta. Como sempre acontecia nos anos 90, a equipe de dublagem foi fundamental para dar carisma e emoção aos personagens, tornando-os memoráveis para o público nacional.
A Princesa Tenko recebeu a voz de Sylvia Salustti, que emprestou delicadeza e firmeza à heroína, equilibrando o tom de jovem aprendiz com a liderança de uma guardiã da magia. Duda Espinoza e Duda Ribeiro deram vida a Hawk e Steel, respectivamente, construindo personalidades fortes para os aliados de Tenko. A aprendiz Ali teve sua voz atribuída a uma atriz não identificada, mas sua presença foi marcante na transição de novata a guardiã.
Entre os vilões, a dublagem também brilhou: Sheila Dorfman interpretou com intensidade a vilã Jana, enquanto Alexandre Moreno deu a Jason um tom ameaçador e sedutor. Já o sábio Mestre Hikita ganhou ainda mais peso dramático com a inconfundível voz de Orlando Drummond, que transmitia autoridade e calor humano em cada fala.
O trabalho de dublagem brasileira não apenas traduziu, mas recriou a experiência da série. Os bordões, o impacto das falas e até o clima místico foram preservados, consolidando a versão nacional como parte essencial da memória do público que acompanhou Angel Mix.
Entre truques e memórias
Embora tenha tido vida curta, com apenas uma temporada de 13 episódios, Princesa Tenko e os Guardiães da Mágica deixou uma marca singular nos anos 90. Sua mistura de aventura mágica com ilusionismo real, somada à estética vibrante e às batalhas recheadas de poderes, garantiu-lhe um lugar na memória de fãs que viveram a era de ouro dos desenhos exibidos nas manhãs da TV aberta.
Além disso, a série representou uma tentativa ousada da Saban de unir cultura oriental, truques de palco e o estilo sentai/magical girl em uma fórmula própria. Apesar de não ter emplacado em audiência, abriu espaço para outras experimentações e se tornou uma curiosidade cult no catálogo da produtora.
Hoje, permanece como um daqueles títulos lembrados com carinho por quem cresceu assistindo Angélica no Angel Mix e que, ao ouvir o nome Princesa Tenko, ainda é capaz de evocar imagens de joias mágicas, leões dourados e batalhas cintilantes pelo poder da imaginação.









