Pinky And The Brain
Pinky e o Cérebro
- de 09/09/1995 e 14/11/1998.
- 4 temporadas (65 episódios, 96 segmentos).
- Amblin Entertainment.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Marlene Costa
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão, VHS e DVD
Elenco Principal




Aparições Recorrentes








Participações


































Outros







Letra do Tema de Abertura em Português
– Cérebro, o que você quer fazer esta noite?
– A mesma coisa que fazemos todas as noites Pinky: Tentar conquistar o mundo!
O Pinky e o Cérebro
O Pinky e o Cérebro
Um é um gênio
O outro um imbecil
Não cansam de tentar
O mundo dominar
É o Pinky, o Pinky e o Cérebro
O Cérebro e o Pinky e o Pinky e o Cérebro
No final da noite
Começa um novo plano
Eles vão pensar em tudo
Até o dia clarear
O Pinky e o Cérebro
O Cérebro e o Pinky
Eles fazem tudo na escuridão
Não é fácil de explicar
Nem de compreender
O Pinky, o Pinky e o Cérebro
O Cérebro e o Pinky e o Cérebro e o Pinky
Narf!
A Dublagem
Em 6 de maio de 1996, dois ratos de laboratório invadiram a TV brasileira dentro da TV Colosso, e nunca mais saíram da cabeça do público.
Pinky e Cérebro, criação de Tom Ruegger com produção de Steven Spielberg pela Amblin Entertainment e Warner Bros. Animation, foi muito mais do que um simples derivado de Animaniacs: tornou-se um fenômeno mundial e uma das séries animadas mais inteligentes dos anos 1990.
Os personagens já haviam estreado dois anos antes no Xuxa Park, dentro dos blocos de Animaniacs, mas ganharam série própria em 1995. E, curiosamente, foi o primeiro desenho animado da história apresentado em Dolby Surround, um feito técnico que mostrava o cuidado de Spielberg com a qualidade audiovisual.
Gênios (e bobos) de laboratório
A trama gira em torno de dois ratos geneticamente modificados que vivem em uma gaiola no laboratório da Acme Labs. Cérebro, com voz grave, vocabulário refinado e um ego do tamanho do planeta, elabora todos os dias um novo plano para conquistar o mundo. Pinky, por outro lado, é seu completo oposto: alegre, inocente e desastrado — mas dono de um coração enorme.
Cada episódio seguia a fórmula clássica: Pinky pergunta “Cérebro, o que vamos fazer esta noite?”, e o parceiro responde com a frase que virou ícone da cultura pop: “A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pinky… tentar conquistar o mundo!”
O humor da série era uma mistura de sátira política, referências à cultura pop e paródias de filmes e livros. Não à toa, Pinky e Cérebro encantava tanto as crianças quanto os adultos — uma marca registrada das produções da Warner na era Spielberg.
Ciência, sátira e loucura controlada
Grande parte dos episódios se passava no próprio laboratório, mas os criadores brincavam com a ideia de deslocar os ratos no tempo e no espaço. Assim, vimos Cérebro e Pinky nos laboratórios de Merlin, H. G. Wells, Ivan Pavlov e até Gutenberg, misturando história, ciência e comédia em doses iguais.
As falhas de Cérebro em seus planos grandiosos nunca eram gratuitas — revelavam, no fundo, sua humanidade. Apesar de seu intelecto descomunal, ele era sempre sabotado por algo pequeno: um erro de cálculo, o azar, ou a lealdade ingênua de Pinky. Em um episódio de Natal, Pinky chega a escrever uma carta ao Papai Noel pedindo que realize o desejo do amigo: dominar o mundo, “porque ele só quer o melhor para todos”.
A dublagem brasileira — um espetáculo à parte
A versão brasileira foi produzida pela Herbert Richers, sob direção de Marlene Costa, e se tornou uma das mais lembradas pelos fãs. A abertura, cantada por Sérgio Fortuna, já anunciava o tom cômico e genial do programa.
Hércules Franco deu vida (e voz) ao ambicioso Cérebro, com o apoio de Sérgio Fortuna nas canções. Já Alexandre Moreno interpretava o carismático e tresloucado Pinky, numa das dublagens mais inspiradas de sua carreira.
Além da dupla principal, o elenco de apoio incluía nomes de peso da dublagem brasileira: Orlando Drummond, Renato Rosenberg, Mauro Ramos, Marisa Leal, Clécio Souto, Waldir Fiori, Selma Lopes, Ana Lúcia Menezes, entre muitos outros — um verdadeiro “dream team” de vozes nacionais.
O resultado foi uma dublagem afiada, espirituosa e perfeitamente adaptada, que manteve o humor original e ainda acrescentou expressões e entonações tipicamente brasileiras.
No Brasil e no mundo
Depois de estrear na Globo, dentro da TV Colosso, Pinky e Cérebro passou a ser exibido no Warner Channel entre 1998 e 1999, e mais tarde chegou ao SBT, Cartoon Network onde ficou de 1999 até 2006, Boomerang, Claro Video e HBO Max, conquistando gerações de fãs.
Gênios eternos da animação
Mais do que uma comédia sobre dominação mundial, Pinky e Cérebro é uma reflexão bem-humorada sobre ambição, amizade e fracasso — e como o gênio, às vezes, precisa de um pouco de loucura para sobreviver.
Os personagens voltaram ao centro das atenções no reboot de Animaniacs em 2020, provando que o tempo só fortaleceu seu apelo. E, no Brasil, continuam sendo lembrados toda vez que alguém, em tom brincalhão, repete a frase imortal: “A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pinky… tentar conquistar o mundo!”

















