Xena: Warrior Princess
Xena: A Princesa Guerreira
- de 04/09/1995 a 18/06/2001.
- 6 temporadas (134 episódios).
- Renaissance Pictures.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Ricardo Schnetzer/ Élcio Romar
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal












Participações












































Outros


A Dublagem
Quando estreou em 1995, Xena: Warrior Princess rapidamente se tornou um fenômeno cultural. Derivada diretamente de Hercules: The Legendary Journeys, a série apresentou ao mundo uma heroína complexa, destemida e carismática, interpretada magistralmente por Lucy Lawless.
Gravada na Nova Zelândia e produzida pela Pacific Renaissance Pictures em parceria com a Universal Studios, a série conquistou o público ao combinar mitologia, ação, humor e emoção com uma protagonista feminina poderosa — algo raro para a TV dos anos 90.
Transmitida originalmente entre 4 de setembro de 1995 e 18 de junho de 2001, a produção contou com 6 temporadas e 134 episódios, consolidando-se como uma das séries mais bem-sucedidas da década. Exibida em mais de 100 países, Xena conquistou fãs devotos, criando um dos primeiros grandes “fandoms” globais da internet. O público se reunia em fóruns e convenções — as famosas Xenacons — para discutir teorias, episódios e o relacionamento entre Xena e Gabrielle, algo que, à época, já desafiava tabus de gênero e representação.
Das Sombras à Redenção
A origem de Xena na televisão foi curiosa. A personagem surgiu inicialmente como uma vilã em três episódios de Hércules: A Lendária Jornada, mas sua força e presença foram tão marcantes que o público exigiu mais. O que era para ser uma simples participação transformou-se em uma série própria — e em um ícone.
A trama acompanhava Xena, uma ex-guerreira sanguinária que busca a redenção ajudando os inocentes e enfrentando tiranos e deuses. Ao lado da sonhadora Gabrielle (interpretada por Renée O’Connor), Xena cruzava reinos e mitos, equilibrando ação e humanidade. A série transitava entre o épico e o filosófico, misturando elementos da mitologia grega, romana e oriental, e ainda dialogava com temas modernos como amizade, perdão, amor, preconceito e empoderamento.
Com o tempo, Xena: A Princesa Guerreira se tornou mais do que uma série de aventura — virou símbolo de representatividade e força feminina, inspirando uma geração de mulheres e de fãs do mundo todo.
A Série no Brasil e as Edições em Mídia Física
No Brasil, Xena ganhou uma legião de admiradores a partir do final dos anos 1990, principalmente por meio das exibições na TV aberta. Assim como Hércules, a série foi exibida inicialmente pelo SBT em 1997, e anos depois retornou em reprises pela Record.
Oficialmente, a Universal lançou apenas a primeira temporada em DVD no país, dividida em dois volumes, com a dublagem brasileira completa. Também foi lançada uma coletânea chamada “Xena & Hércules”, reunindo participações cruzadas entre as séries — mas esta veio sem dublagem.
Ainda que seja fácil encontrar versões “completas” vendidas em sites e lojas brasileiras, esses boxes não são oficiais: geralmente foram montados com arquivos obtidos da internet, sem remasterização, com falhas de áudio e problemas na dublagem. Muitos colecionadores relatam que alguns discos nem chegam a funcionar corretamente. Por isso, os fãs mais dedicados recomendam evitar essas versões de procedência duvidosa.
A Dublagem da Herbert Richers
A dublagem brasileira de Xena: A Princesa Guerreira é um capítulo à parte na história da série. Produzida pelo tradicional estúdio Herbert Richers, no Rio de Janeiro, a versão nacional teve direção de dublagem de Ricardo Schnetzer e, posteriormente, uma segunda fase sob nova coordenação. O trabalho dos dubladores foi fundamental para eternizar a força e a emoção das personagens junto ao público brasileiro.
A poderosa Lucy Lawless, intérprete de Xena, ganhou voz na atuação marcante de Sheila Dorfman, que imprimiu à guerreira um tom firme, intenso e ao mesmo tempo humano. Sua dublagem equilibrava perfeitamente a agressividade das batalhas com a vulnerabilidade da personagem em busca de redenção, tornando-se uma das interpretações femininas mais lembradas da dublagem dos anos 90.
Ao lado dela, Renée O’Connor, a doce e corajosa Gabrielle, foi dublada por Sylvia Salustti, que trouxe leveza, ingenuidade e crescimento emocional à personagem ao longo das temporadas. A química entre as duas vozes — forte e terna — acompanhava a evolução da amizade (e, para muitos fãs, do amor) entre as protagonistas, uma das relações mais celebradas da TV.
Entre os personagens coadjuvantes, o elenco de dublagem manteve o alto nível. O atrapalhado e leal Joxer, vivido por Ted Raimi, ganhou graça e espontaneidade com a voz de Alexandre Moreno. Ares, o deus da guerra, interpretado por Kevin Smith, contou com vozes potentes de Dário de Castro, Luiz Feier Motta e Samir Murad, dependendo da fase da série — todos conseguindo captar o magnetismo e a arrogância sedutora do personagem.
A mítica Afrodite, interpretada por Alexandra Tydings, foi dublada com carisma e humor por Nádia Carvalho, que também deu continuidade à personagem quando esta cruzava com Hércules. A vingativa Callisto, uma das vilãs mais amadas do público, interpretada por Hudson Leick, teve a interpretação intensa e enlouquecida de Élida L’Astorina, que marcou os fãs com sua risada inconfundível.
Outras participações igualmente importantes receberam vozes icônicas, como Miriam Ficher dando vida a Lívia/Eva, Juraciára Diácovo dublando Amarice, Hélio Ribeiro como o trapaceiro Autolycus (personagem de Bruce Campbell), e Mário Cardoso como Borias, o antigo amor e parceiro de guerra de Xena.
O trabalho de dublagem da Herbert Richers em Xena destacou-se não apenas pela fidelidade ao espírito da série, mas também por humanizar seus personagens. As vozes brasileiras criaram uma camada emocional que aproximou ainda mais o público da história — tanto que muitos fãs afirmam não conseguir imaginar Xena ou Gabrielle com outras vozes senão as originais da dublagem nacional.
Uma Princesa Imortal
Ao longo de seis temporadas, Xena: A Princesa Guerreira se consolidou como um marco da televisão mundial. A série ultrapassou o rótulo de derivada de Hércules e tornou-se uma das produções mais influentes de sua época, abrindo portas para personagens femininas complexas e empoderadas nas telas.
No Brasil, esse legado foi amplificado pela dublagem impecável da Herbert Richers, que deu voz, alma e emoção a uma das duplas mais icônicas da cultura pop. Mesmo mais de duas décadas após o fim da série, Xena e Gabrielle continuam vivas na memória dos fãs — não apenas por suas espadas e batalhas, mas pelas vozes brasileiras que ecoaram com coragem, humor e humanidade.

























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