Dino and Cavemouse
Dino e o Rato das Cavernas
- de 22/11/1980 a 24/10/1981
- 2 temporadas (18 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Araken Saldanha
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
BKS
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal






Outros


A Dublagem
Dentro do bloco Flintstones & Cia, a Hanna-Barbera encontrou espaço para pequenos grandes experimentos. Um deles foi Dino e o Rato das Cavernas (Dino and Cavemouse), segmento que transformou o fiel dinossauro de estimação dos Flintstones no protagonista de sua própria história. E por mais que a fórmula fosse simples — uma perseguição em tom de desenho mudo —, a produção ganhou nova vida graças à criatividade da dublagem brasileira, que soube dar voz (literalmente e metaforicamente) ao embate eterno entre predador e presa.
A série continha seis segmentos: As Aventuras da Família Flintstone, Polícia de Bedrock, Pedrita, Dino e Bam-Bam, Capitão Caverna, Dino e o Rato das Cavernas e Os Frankenstones.
Um jogo de gato e rato… com dinossauro
O segmento girava em torno da vida doméstica de Dino, o famoso mascote da família Flintstone, que se vê às voltas com a invasão de um esperto e irritante rato das cavernas. Inspirado na dinâmica clássica de Tom e Jerry, mas com uma roupagem pré-histórica, o desenho se apoiava na comédia física, nos ruídos exagerados e nas situações absurdas que se desenrolavam dentro da casa de Fred.
O Rato das Cavernas, pequeno mas destemido, era o verdadeiro causador do caos, enquanto Dino — grandalhão, emotivo e por vezes atrapalhado — fazia de tudo para capturá-lo, sem nunca ter sucesso. Fred Flintstone também fazia aparições recorrentes, geralmente como vítima colateral dos estragos e único personagem dublado da série.
Apesar da ausência de diálogos nos protagonistas centrais, o segmento tinha um timing cômico afiadíssimo e foi um dos mais lembrados do pacote The Flintstone Comedy Show, exibido originalmente de 1980 a 1981.
A chegada ao Brasil pelo Flintstones & Cia
No Brasil, Dino e o Rato das Cavernas chegou como parte do bloco Flintstones & Cia, nome dado à versão nacional do The Flintstone Comedy Show. A exibição original brasileira ficou a cargo da TV aberta no início dos anos 1980 e, posteriormente, passou por vários pacotes de reprises e exibições em canais fechados como o Cartoon Network e o Boomerang.
O charme do segmento foi mantido graças ao formato atemporal e à familiaridade do público com os personagens dos Flintstones. Mesmo com um enredo visual e simples, a comédia pastelão se mostrava acessível para crianças de todas as idades — uma característica que ajudou o bloco a se destacar entre outros desenhos animados da época.
A dublagem BKS: talento também nos silêncios
A dublagem brasileira de Dino e o Rato das Cavernas foi realizada pela BKS, sob a direção de Araken Saldanha, que também assinava a leitura de títulos. Embora Dino e o Rato tivessem seus efeitos vocais originais preservados — uma decisão acertada que respeitava o ritmo visual da comédia —, foi o trabalho de ambientação sonora e interpretação de Marthus Mathias, como Fred Flintstone, que trouxe vida local à produção.
Fred, embora com poucas falas, ganhava nos momentos certos aquele tom resmungão típico da voz brasileira que já era familiar do público, garantindo o equilíbrio entre o nonsense visual e a contextualização humorística. A equipe de mixagem da BKS também foi eficiente ao inserir efeitos e pontuações cômicas em português com precisão e leveza, sem descaracterizar a proposta original.
Um clássico silencioso que deixou pegadas profundas
Embora não seja o segmento mais lembrado à primeira menção, Dino e o Rato das Cavernas conquistou um lugar especial no coração dos fãs da era Hanna-Barbera. Sua estrutura simples e divertida o torna atemporal, e seu formato — mais físico e visual do que verbal — permitiu uma identificação imediata com públicos internacionais, inclusive o brasileiro.
No fim das contas, Dino provou que mesmo sem grandes falas pode arrancar boas risadas, e a dublagem nacional, mesmo lidando com personagens essencialmente mudos, soube usar a inteligência cênica para valorizar cada cena. Um episódio silencioso, mas que falou alto ao longo dos anos.







