The Frankenstones
Os Frankenstones
- de 22/11/1980 a 24/10/1981
- 2 temporadas (18 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Araken Saldanha
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
BKS
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal






Aparições Recorrentes




Outros


A Dublagem
No universo pré-histórico dos Flintstones, tudo podia acontecer — inclusive ter uma família de monstros como vizinhos. Assim surgiu Os Frankenstones, o segmento mais bizarro, exagerado e deliciosamente esquisito de The Flintstone Comedy Show. No Brasil, os personagens não só encontraram um público receptivo, como também ganharam dublagens que elevaram ainda mais o humor nonsense da série, cortesia da experiente equipe da BKS.
A série continha seis segmentos: As Aventuras da Família Flintstone, Polícia de Bedrock, Pedrita, Dino e Bam-Bam, Capitão Caverna, Dino e o Rato das Cavernas e Os Frankenstones.
Uma família monstruosa, mas cheia de charme
Inspirados claramente no Frankenstein da cultura pop e no clima de filmes de terror dos anos 30 e 40, Os Frankenstones foram criados para ser uma espécie de “Adams pré-históricos”. A ideia era simples: uma família de monstros que, apesar da aparência sinistra, vive as mais comuns (e por isso mesmo absurdas) situações domésticas.
O patriarca da família é Frankenstone, um bruto de bom coração que tenta levar uma vida normal em Bedrock, ao lado da esposa Oblívia, da filha adolescente dramática Caveirosa e do filho pequeno e desastrado Múmio. Além deles, aparece também Mimoso, uma criatura de estimação que é uma mistura de dragão, morcego e mascote da Universal Studios.
Apesar de serem vizinhos dos Flintstones, os Frankenstones funcionam como um núcleo cômico à parte, com episódios próprios em que o grotesco se mistura ao cotidiano suburbano.
Chegada ao Brasil em clima de monstros e gargalhadas
No Brasil, Os Frankenstones estrearam dentro ao bloco Flintstones & Cia, exibido em diversos canais nos anos 80 e 90. Parte do pacote internacional The Flintstone Comedy Show, o segmento se destacou por ser ao mesmo tempo caricato e espirituoso — bem ao gosto do público brasileiro.
Ao contrário de outros segmentos da franquia que dependiam da nostalgia, Os Frankenstones apostavam em um frescor de personagens novos e situações imprevisíveis. Não demorou para o estilo pastelão dos monstros encontrar fãs por aqui, especialmente graças ao trabalho afiado da dublagem nacional.
A dublagem da BKS: monstros com sotaque brasileiro
A dublagem de Os Frankenstones foi feita pela BKS, sob a direção do versátil Araken Saldanha, que também narrava os títulos. O estúdio, que já havia deixado sua marca em diversos clássicos da Hanna-Barbera, soube extrair o máximo da comicidade dos personagens com escalas certeiras e interpretação escancarada — no melhor dos sentidos.
Mário Jorge Montini trouxe ao patriarca Frankenstone um vozeirão grave e ao mesmo tempo afetivo, equilibrando a brutalidade do personagem com sua bondade natural. Lucy Guimarães como Oblívia deu um toque debochado e quase aristocrático à esposa monstro. Telma Lúcia, com sua tradicional entrega vocal, encarnou Caveirosa com perfeição adolescente. Já o pequeno Múmio ganhou a voz de Ézio Ramos, em uma performance infantilizada que oscilava entre o birrento e o fofo.
Marthus Mathias, Márcia Gomes e Aliomar de Matos também participavam com frequência nos episódios onde os Flintstones cruzavam com os vizinhos monstruosos. Completando o time, Borges de Barros fazia o barulhento Mimoso com ruídos e interjeições cômicas preservadas do original, mas adaptadas ao gosto brasileiro.
A tradução manteve os trocadilhos, piadas de duplo sentido e até criou nomes com graça local — como “Caveirosa” e “Múmio” — sem que o humor original se perdesse. Um exemplo de adaptação que respeita a obra, mas fala diretamente com seu novo público.
Estranho e cativante
Os Frankenstones podem ter sido apenas um dos segmentos de um programa maior, mas deixaram uma impressão única entre os fãs de desenhos da Hanna-Barbera. Com visual grotesco, humor exagerado e uma dublagem brasileira que caprichou nas vozes e nos tempos cômicos, a família monstro de Bedrock entrou para o panteão dos personagens mais peculiares (e queridos) da era de ouro da animação americana.
Mesmo sem o mesmo destaque de Fred, Barney ou Capitão Caverna, os Frankenstones provaram que até mesmo os monstros têm seu charme — principalmente quando falam com sotaque brasileiro e um vocabulário cheio de personalidade.












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