Dino Boy in the Lost Valley
Dino Boy
- de 10/09/1966 a 07/09/1968.
- 2 temporadas (18 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
AIC - São Paulo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal







Outros




“Saltando de paraquedas de um avião em chamas, um jovem cai numa misteriosa selva cheia de perigos. Quando um tigre-dentes-de-sabre o ataca, ele é salvo por um homem das cavernas. E assim, iniciam-se a amizade e as aventuras de Dino Boy e Ugh, o homem das cavernas no Vale Perdido!”
A Dublagem
Produzido pela Hanna-Barbera e exibido entre 1966 e 1968 como parte do programa Space Ghost and Dino Boy, o desenho Dino Boy no Vale Perdido apresentava uma trama simples e cheia de ação: um jovem sobrevive a um acidente de avião e cai de paraquedas em uma misteriosa selva povoada por dinossauros, tribos primitivas, monstros e perigos naturais. Lá, ele é salvo de um tigre-dentes-de-sabre pelo corajoso homem das cavernas Ugh, e os dois formam uma inseparável dupla.
Apesar de contar com apenas 18 episódios, o desenho ficou marcado por seu clima de aventura contínua, o estilo pulp de ficção fantástica e o traço característico da Hanna-Barbera nos anos 60, com trilhas sonoras dramáticas e ritmo acelerado.
Selvagem, Simples e Fascinante
No Brasil, Dino Boy foi exibido pela primeira vez no fim da década de 1960, através da TV Excelsior e, posteriormente, em emissoras como Record, Globo e Bandeirantes. Muitas vezes, sua exibição vinha emparelhada com os episódios do Space Ghost, como era na versão original americana.
A curta duração dos episódios — cerca de 7 minutos cada — fazia com que fossem encaixados com facilidade na programação das manhãs ou em blocos variados. Ainda que o personagem não tenha alcançado a fama de outros heróis da Hanna-Barbera, Dino Boy conquistou uma legião fiel de fãs nostálgicos.
A Selva de Vozes da AIC
A dublagem brasileira de Dino Boy foi realizada pela lendária AIC (Arte Industrial Cinematográfica) de São Paulo, um dos estúdios mais importantes da história da dublagem nacional.
A voz do garoto protagonista ficou a cargo inicialmente de Magali Sanches, especialista em personagens infantis — a mesma que dublou Will Robinson em Perdidos no Espaço e Bob Conroy em Frankenstein Jr.. A partir do quarto episódio, Maria Inês assumiu o personagem, mantendo a mesma linha juvenil e vibrante que dava leveza ao herói mirim.
O selvagem e carismático Ugh, o homem das cavernas, ganhou vida na voz potente e cavernosa de Gastão Renne, uma figura central da dublagem paulista nos anos 60 e 70. Sem muitas falas articuladas, o trabalho de Gastão foi marcado por grunhidos, exclamações e uma expressividade intensa — uma verdadeira aula de interpretação não-verbal.
A abertura brasileira também merece destaque: a locução impactante do radialista e apresentador Ibrahim Barchini, com sua voz solene, estabelecia de forma empolgante a atmosfera de aventura da série. Já a leitura do título “Dino Boy no Vale Perdido” era feita por Antônio Celso, outro nome marcante do rádio e da dublagem.
Um Vale Perdido, Mas Nunca Esquecido
Apesar de sua curta duração e estrutura simples, Dino Boy permanece até hoje como uma joia esquecida do catálogo da Hanna-Barbera. O traço clássico, o espírito de aventura pulp e o trabalho dedicado da dublagem brasileira garantiram ao desenho um lugar especial na memória afetiva dos telespectadores que cresceram nos anos 60, 70 e até 80, quando a série voltou a ser exibida em reprises esporádicas.
Com o talento de vozes como Magali Sanches, Maria Inês e Gastão Renne, Dino Boy é mais um exemplo de como a dublagem nacional não apenas traduziu, mas reinventou as emoções e o charme de muitos desenhos estrangeiros.






