Archie Show
Polegar e Cara de China
- de 10/09/1966 a 31/08/1969.
- 3 temporadas (26 episódios).
- Videocraft e Toei Animation

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Milton Rangel
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Dublasom Guanabara
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Outros


A Dublagem
Entre as animações peculiares que marcaram os anos 60, uma das mais curiosas foi Polegar e Cara de China (Tom of T.H.U.M.B. no original), exibida como segmento dentro do King Kong Show.
Produzida pela Videocraft (futura Rankin/Bass) em parceria com a Toei Animation, a série trouxe aventuras de espionagem com um toque cômico, estreladas por um herói minúsculo e seu companheiro inseparável. No Brasil, a produção chegou no início dos anos 70 pela Rede Globo, com uma dublagem inesquecível realizada pela Dublasom Guanabara.
Pequenos Heróis, Grandes Missões
O desenho apresentava Polegar, um agente secreto em miniatura que trabalhava para a organização T.H.U.M.B. (sigla que brincava com o tema de espionagem). Ao lado do fiel parceiro Cara de China, ele enfrentava vilões e situações absurdas, sempre com muito humor.
O contraste era parte essencial do charme: enquanto Polegar media apenas alguns centímetros, suas aventuras eram grandiosas, repletas de perseguições, invenções mirabolantes e missões arriscadas. Já o parceiro Cara de China, um estereotipado ajudante oriental, era responsável por grande parte das situações cômicas. Completava a equipe o “Chefe”, figura caricata que os enviava em missões sempre improváveis.
O Encontro com o Público Brasileiro
No Brasil, Polegar e Cara de China fez parte da programação da Rede Globo nos primeiros anos da década de 1970. Assim como aconteceu com o King Kong Show, o segmento caiu no gosto da criançada que acompanhava as manhãs recheadas de desenhos animados na emissora.
A proposta leve e divertida da série, unindo espionagem, humor e personagens carismáticos, se encaixou perfeitamente no perfil dos programas infantis da época, quando a televisão aberta era a principal janela para as animações estrangeiras.
Dublagem Brasileira: Pequenos Grandes Talentos
A versão brasileira de Polegar e Cara de China foi realizada pela Dublasom Guanabara, sob a direção de Milton Rangel, que garantiu ritmo e humor à adaptação. O trabalho de dublagem foi essencial para dar identidade aos personagens e aproximá-los do público infantil brasileiro.
Mário Monjardim emprestou sua voz ao atrapalhado protagonista Polegar, destacando o tom cômico e ligeiramente desajeitado do herói miniatura. O fiel parceiro Cara de China recebeu a interpretação de Waldir Fiori, que deu vida ao personagem com uma entonação engraçada e caricata. Já o autoritário e divertido Chefe foi dublado por Antônio Patiño, cuja voz reforçava a figura mandona e impaciente da autoridade que comandava as missões.
Com esse elenco de peso, a dublagem conseguiu manter o espírito bem-humorado do original e, ao mesmo tempo, criar uma identidade própria que marcou a memória de quem acompanhou o desenho na época.
A Saudade de Polegar e Cara de China
Apesar de não ter alcançado o mesmo status de outros desenhos da Rankin/Bass ou da Toei Animation, Polegar e Cara de China conquistou seu espaço como uma produção única dentro da televisão infantil. Sua mistura de espionagem e humor, somada ao estilo visual característico dos anos 60, tornou a série um exemplo da criatividade das animações da época.
No Brasil, permanece como lembrança nostálgica de uma geração que acompanhou o segmento junto ao King Kong Show nas manhãs da Globo. A dublagem brasileira também reforçou essa memória, dando vozes marcantes aos personagens e garantindo que até um herói do tamanho de um polegar tivesse impacto gigantesco na imaginação das crianças.










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