The Flash
The Flash
- de 20/12/1990 a 18/05/1991.
- 1 temporada (22 episódios).
- Warner Bros. Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Jorge de Andrade
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Aparições Recorrentes








Participações


Outros
A Dublagem
The Flash estreou nos EUA em dezembro de 1990, mas foi no Brasil que ganhou outro tipo de vida — e magia — graças à sua dublagem. Quando o herói veloz correu para nossas telas, suas falas foram moldadas por talentos que garantiram identificação e emoção genuína. E é sobre esse trabalho – forte, preciso e cheio de ritmo –, que esta matéria se apoia.
O Velocista Escarlate nos Anos 90
The Flash (1990–91) foi a primeira adaptação para TV do herói da DC. Com John Wesley Shipp como Barry Allen/Flash, a série explorava a origem do personagem, vilões clássicos como o Trickster (Mark Hamill) e o Capitão Frio, e efeitos visuais que causaram impacto para a época. A produção da Warner Bros. teve apenas uma temporada de 22 episódios, mas deixou um legado duradouro.
Terça Nobre e Oportunidade para a Dublagem
A série foi exibida originalmente na televisão aberta em maio de 1991, integrando a grade da Rede Globo na Terça Nobre, o que garantiu alcance nacional. Esse horário cativo transformou Flash em um evento semanal, fazendo com que o público aguardasse ansiosamente pelo momento em que “o homem mais rápido do mundo” apareceria na TV brasileira.
A dublagem foi realizada na Herbert Richers, sob a direção de Mário Jorge de Andrade, um dos grandes nomes do setor. O Trabalho contou com vozes experientes que deram vida e personalidade aos personagens principais. Hélio Ribeiro, como Barry Allen, foi preciso ao equilibrar energia juvenil com uma firmeza emocional, capturando tanto o senso de justiça do herói quanto suas dúvidas internas — uma escolha certeira para um personagem em constante movimento.
Mônica Rossi dublou Tina McGee com delicadeza e inteligência, conferindo à cientista um tom afetuoso e confiante, que fazia par perfeito com o protagonista; Reinaldo Buzzoni, na pele do detetive Julio Mendez, trouxe uma voz estável e acolhedora, que ajudava a reforçar os momentos mais humanos da série, sempre transmitindo a ideia de parceria e lealdade. Juntos, esses dubladores formaram um núcleo vocal sólido e carismático, que contribuiu diretamente para o carisma da série entre o público brasileiro.
O time de vilões
O time de vilões também ganhou força graças às vozes nacionais, que soube captar as excentricidades e perigos de cada antagonista. Júlio Cézar Barreiros deu voz ao imprevisível James Jesse, o Trapaceiro (The Trickster), vivido por Mark Hamill, com uma performance carregada de histeria, teatralidade e humor ácido — uma dublagem que abraçou o exagero do personagem sem perder o tom; Antônio Patiño, como o gelado Capitão Frio (Leonard Snart), trouxe uma voz grave e contida, que transmitia o cinismo do vilão com naturalidade; Hamilton Ricardo dublou o Mestre dos Espelhos (Sam Scudder) com um ar calculista, conferindo ao personagem uma postura ameaçadora e quase hipnótica; Já André Filho, como Curtis Bohannan, o Perigoso Sombra, imprimiu intensidade à sua atuação vocal, reforçando a aura misteriosa e instável do personagem. Esses dubladores conseguiram dar identidade própria a cada vilão, garantindo que o desafio de Barry Allen também fosse sentido pelo espectador brasileiro.
A dublagem de The Flash (1990) é um elo entre duas culturas audiovisuais. Foi através de talento, técnica e sentimento que vozes brasileiras transformaram uma série rápida e heroica em uma experiência nacional — rápida nos efeitos, mas atemporal no coração de quem assistiu.






































