The Dreamstone
A Pedra Dos Sonhos
- de 25/09/1990 a 28/03/1995.
- 4 temporadas (52 episódios).
- Martin Gates Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Neide Pavani
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
BKS
MÍDIAS:
Televisão, VHS e DVD
Elenco Principal














Outros




A Pedra dos Sonhos
Nil Bernardes
Eu durmo e sempre sonho que posso voar.
Tão colorido é esse meu outro lugar.
Em branco e preto eu não gosto de viver.
Eu quero um mundo colorido ver.
Viver sem sonhar, eu já não consigo imaginar,
como seria a vida para mim.
A lua lá no céu é uma ilusão muito bonita.
Vivendo essa ilusão meus sonhos não tem fim.
A lua lá no céu é uma ilusão muito bonita.
Vivendo essa ilusão meus sonhos não tem fim.
A Dublagem
No início dos anos 90, o público infantil brasileiro conheceu um dos desenhos mais encantadores que já passaram pela televisão: A Pedra dos Sonhos. A animação britânica chegou ao Brasil em 1993 pela TV Cultura, em um horário nobre das tardes educativas: 15h10.
Transmitido por uma emissora pública, sem apelos comerciais ou intervalo, o desenho surpreendeu ao conquistar o mesmo impacto de produções veiculadas em grandes redes. Depois, foi reapresentado também pela Rede TV!, alcançando novas gerações.
Colorido, poético e de estética onírica, A Pedra dos Sonhos conduzia os pequenos telespectadores a um universo mágico onde os sonhos ganhavam forma e os pesadelos também tinham seu lugar. Um desenho que respeitava a inteligência e a sensibilidade das crianças — e isso se refletia na dublagem brasileira.
A dublagem: um verdadeiro trabalho dos sonhos
Realizada pela BKS, a versão brasileira foi conduzida pela sensível direção de Denise Simonetto, com tradução delicada e eficaz de Jussara Simões. O elenco de vozes reuniu veteranos e talentos promissores, criando um trabalho coeso, mágico e cheio de personalidade. Francisco Borges, com sua voz serena e calorosa, interpretou o Senhor dos Sonhos como um verdadeiro guia do subconsciente infantil — sua performance era quase musical.
Orlando Viggiani como Rufus, e Neuza Azevedo como Ambarina, formaram uma dupla carismática, cheia de doçura e leve comicidade. Wendel Bezerra, ainda jovem, já se destacava com energia na voz de Nug, enquanto Zayra Zordan, Luiz Antônio Lobue, Carlos Silveira, Arakén Saldanha, Ézio Ramos e Élcio Sodré completaram o elenco com atuações sólidas e versáteis. A narração, a cargo de Waldyr de Oliveira, trazia um toque clássico à abertura dos episódios, enquanto a leitura de títulos por Francisco Borges reforçava o clima lúdico e acolhedor da série.
Um tema inesquecível
E como falar de A Pedra dos Sonhos sem mencionar sua trilha de abertura? Cantada por Nil Bernardes, a música se tornou um dos temas mais belos já compostos para versões brasileiras de desenhos animados. A letra poética, que falava sobre o desejo de sonhar, de ver o mundo colorido e mágico, já era uma porta para a fantasia. Sua interpretação suave e cheia de alma ajudava a fixar no imaginário infantil a identidade sonora da série.
A Saudade
Mais do que um desenho animado, A Pedra dos Sonhos é lembrada como uma obra afetiva, que tratava com respeito a fantasia, os medos e a imaginação das crianças. Sua dublagem é constantemente citada entre as melhores já feitas no Brasil, servindo como exemplo de que um trabalho bem dirigido, bem traduzido e bem interpretado pode eternizar uma obra.
Aqueles que conheceram a série na infância carregam até hoje em seus próprios sonhos um pedacinho desse mundo encantado. A dublagem brasileira da BKS, com a voz serena do Senhor dos Sonhos e a abertura mágica de Nil Bernardes, ajudou a tornar esse universo ainda mais inesquecível.


















Não sei por que vocês falam que anos depois foi exibido na Rede TV, eu mesmo não me lembro. Lembro muito bem que passou na Record em 2004 no programa da Eliana, poucos episódios e depois nunca mais.