The Partridge Family
A Família Dó-Ré-Mi
- de 25/09/1970 a 23/03/1974.
- 4 temporadas (96 episódios).
- Screen Gems Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
AIC - São Paulo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal









Outros


A Dublagem
Quando estreou em setembro de 1970 na televisão americana, The Partridge Family logo conquistou o público ao misturar comédia leve, situações familiares e, claro, música pop.
No Brasil, a série desembarcou no início da década de 1970 sob o título carinhoso de A Família Dó-Ré-Mi, e sua chegada marcou a televisão nacional, unindo duas paixões dos brasileiros: séries e programas musicais. Mas o que realmente fez a atração fincar raízes na memória afetiva de gerações foi a dublagem brasileira, que deu personalidade e um charme todo especial aos Partridge.
Do Script à Canção
Produzida pela Screen Gems Television, a mesma companhia responsável por sucessos como Jeannie é um Gênio e A Feiticeira, a série trazia Shirley Jones como Shirley Partridge, uma mãe viúva que, junto dos cinco filhos, formava uma banda familiar. O grupo viajava pelo país em um ônibus psicodélico, enfrentando situações cômicas, romances adolescentes e os desafios de viver de música.
Além da trama leve, as canções originais eram interpretadas por David Cassidy e Shirley Jones, o que ajudou a transformar a série em fenômeno musical, com discos que chegaram às paradas de sucesso nos EUA. Esse casamento entre sitcom e música fez de The Partridge Family um produto cultural ímpar, capaz de conquistar tanto jovens quanto adultos.
Quando o Brasil Cantou com os Partridge
No Brasil, a estreia aconteceu em 1971 pela Rede Globo, onde o seriado ganhou espaço em horário próprio antes de se fixar no famoso bloco Globo Cor Especial, permanecendo até 1976. O sucesso foi tamanho que, no ano seguinte, a série migrou para a TV Bandeirantes, permanecendo no ar até 1978.
A versão brasileira recebeu o título A Família Dó-Ré-Mi, numa adaptação feliz que ressaltava o caráter musical da trama e soava acessível ao público infantil e adolescente. O nome virou sinônimo da série, a ponto de muitos sequer associarem o título original. Foi um daqueles casos em que a tradução brasileira ampliou o alcance da obra, aproximando ainda mais os personagens da realidade local.
As Vozes Que Deram o Ritmo Brasileiro
Se nos Estados Unidos a série dependia do carisma de Shirley Jones e David Cassidy, no Brasil coube ao estúdio AIC – São Paulo a missão de dar nova vida à família musical.
E foi um trabalho primoroso. Shirley Partridge, a mãe determinada e ao mesmo tempo carinhosa, encontrou em Isaura Gomes a voz perfeita para transmitir essa dualidade de força e doçura.
Já o jovem Keith, vivido por David Cassidy e transformado em ídolo adolescente mundial, recebeu de Orlando Viggiani uma interpretação que equilibrava irreverência juvenil e sensibilidade, sem nunca perder o tom musical que fazia do personagem o centro das atenções. Ao lado dele, Beatriz Facker deu vida à sensível Laurie, com uma entonação delicada que reforçava o papel da personagem como o elo racional da família.
O carismático Danny, por sua vez, ganhou ainda mais graça graças à interpretação espirituosa de Ivete Jaime, que trouxe humor ao garoto ruivo sempre pronto a bolar planos mirabolantes. Os caçulas também não ficaram para trás: Zezinho Cutolo deu leveza e espontaneidade a Chris, enquanto Cristina Camargo emprestou uma voz doce à pequena Tracy, equilibrando a bagunça da família com momentos de ternura.
O agente Reuben Kincaid, que na versão original já era uma mistura de trapalhão e manipulador, encontrou ecos perfeitos na voz de Antônio de Freitas, que acrescentou uma comicidade ainda mais brasileira ao personagem. Curiosamente, ao longo da série, outros dubladores como Marcelo Ponce e Xando Batista também assumiram o papel, garantindo continuidade sem perder a essência.
É interessante notar que a dublagem da AIC não apenas traduziu os diálogos, mas melhorou a experiência original, como apontam muitos fãs. O humor se tornou mais próximo da plateia brasileira, e os personagens, que já eram carismáticos, ficaram ainda mais cativantes ao falar a nossa língua.
Notas Que Não Se Apagam
A Família Dó-Ré-Mi pode ter encerrado sua trajetória em 1974, mas seu impacto ecoa até hoje. Foi mais do que uma sitcom musical: tornou-se símbolo de uma era em que televisão e música caminhavam lado a lado, lançando David Cassidy como ídolo internacional e consolidando Shirley Jones como uma das grandes atrizes de sua geração.
No Brasil, o trabalho de dublagem da AIC ajudou a perpetuar essa herança, transformando a série em referência nostálgica para quem viveu os anos 70 e também para novas gerações que a conheceram em reprises.
Mais do que traduzir, os dubladores brasileiros conseguiram reinterpretar os personagens, criando uma memória coletiva que até hoje ressoa quando alguém se lembra da “Família Dó-Ré-Mi”.















