I Dream of Jeannie
Jeannie é um Gênio
- de 18/09/1965 a 26/05/1970.
- 5 temporadas (139 episódios).
- Screen Gems.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Emerson Camargo/ Flávio Galvão/ Dráuzio de Oliveira
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
AIC – São Paulo
MÍDIAS:
Televisão e DVD
Elenco Principal











Outros







“Era uma vez num lugar mítico chamado Cabo Kennedy. Um astronauta de nome Tony Nelson
foi lançado numa Missão Espacial. Um míssil subiu porém algo errado aconteceu e ele teve que retornar à Terra.
O Capitão Nelson chegou à uma Ilha onde encontrou uma garrafa que não era uma garrafa qualquer, pois dentro dela tinha um lindo gênio
que tinha o poder de realizar desejos.
Diferente, divertido, surpreendente
um programa verdadeiramente genial!
A garota desse programa é um sonho
é um espetáculo, é muito viva!
Jeannie é um Gênio!
Estrelando Barbara Eden, um provocante gênio das Mil e Uma Noites e Larry Hagman como seu Amo e Senhor.
A Dublagem
Jeannie é um Gênio (I Dream of Jeannie) é uma sitcom norte-americana criada por Sidney Sheldon, que estreou nos Estados Unidos em 18 de setembro de 1965 e ficou no ar até 26 de maio de 1970, com cinco temporadas e um total de 139 episódios.
A NBC resolveu investir numa série que combinasse ficção, humor e magia, e encomendou a Sidney Sheldon uma trama que envolvesse elementos fantásticos em meio à vida “normal” de um astronauta.
No Brasil, Jeannie é um Gênio chegou muito cedo: em 1966 pela TV Paulista. Sua estreia e exibições subsequentes deram início a uma trajetória longa e de sucesso, que inclui várias emissoras, mudanças de horário, reprises, adaptações de cor, e o destaque para a dublagem brasileira, que até hoje é lembrada com carinho.
A magia encontra a ciência
A produção de Jeannie é um Gênio envolveu nomes importantes: Sidney Sheldon idealizou a série, e Barbara Eden foi escolhida desde o início para viver Jeannie por causa de sua beleza, carisma e da sensualidade suave que o criador achava essencial. Larry Hagman interpretou o Major Anthony “Tony” Nelson.
A trama básica é simples, eficiente e cheia de potencial para confusões: o Major Nelson, astronauta, sofre um acidente e cai numa ilha do Pacífico, onde encontra uma garrafa. Ao abri-la, ele liberta Jeannie, uma gênia de aproximadamente 2.000 anos. Ela passa a servi-lo, chama-o de “Amo”, quer agradá-lo, mas suas intervenções mágicas geram uma série de situações cômicas, especialmente porque Nelson insiste em manter em segredo a existência dela, mesmo diante do crescente caos que aparece ao redor.
Os episódios variam entre confusões domésticas, problemas na base da NASA, interações com superiores, ciúmes, mal-entendidos com Jeannie e suas “ajudas” desastradas, além do alívio cômico sempre presente em Roger Healey e nos momentos em que o Major Bellows tenta entender racionalmente o que está ocorrendo.
De preto-e-branco ao calor das tardes
Quando Jeannie é um Gênio estreou pela TV Paulista em 1966, o Brasil ainda via suas transmissões majoritariamente em preto-e-branco, e parte da série original também era assim.
Em 1968, a TV Excelsior adquiriu os direitos para exibir a segunda temporada, que já vinha em cores. Larry Hagman, o Major Nelson, até veio ao Brasil para promoção, numa época em que essas visitas de atores americanos ainda eram eventos marcantes.
Ao longo dos anos, Jeannie é um Gênio pulou de canal em canal: Record, Bandeirantes, Globo, retornou em reprises em várias dessas, apareceu também em TV paga e em redes menores. Com a transição da televisão brasileira para o sistema de cores, episódios mais antigos em preto-e-branco foram retirados ou deixaram de ser exibidos em algumas emissoras.
Na década de 1990, houve retornos significativos: o Warner Channel exibiu com dublagem original, preservada. Depois, durante a inauguração da RedeTV!, a primeira temporada voltou ao ar colorida (às vezes por computador) com a dublagem clássica.
A série seguiu sendo reprisada periodicamente em canais de televisão aberta, assinatura, e também em plataformas de streaming ou públicos. Esse constante reaparecimento ajudou a manter sua memória viva entre diferentes gerações.
Vozes que deram vida à gênia e seus dilemas
A dublagem brasileira de Jeannie é um Gênio é, sem dúvida, uma das partes mais importantes de seu legado no país. Feita nos estúdios da AIC São Paulo, ela rapidamente se transformou em referência para dublagem de séries estrangeiras.
A voz de Jeannie ficou a cargo de Líria Marçal, que emprestou delicadeza, humor, e aquele charme exótico pra personagem — sendo lembrada até hoje como “a voz da gênia”.
O Major Anthony “Tony” Nelson teve mudança de voz entre temporadas: na primeira, foi dublado por Emerson Camargo; nas temporadas seguintes, por Flávio Galvão. Essa transição ocorreu possivelmente por mudanças internas de equipe ou disponibilidade, mas ambas as vozes conquistaram seus públicos.
Roger Healey também teve duas vozes: Sérgio Galvão na primeira temporada, depois Dráusio de Oliveira nas temporadas seguintes. Cada um deu uma nuance diferente ao personagem: o lado mais atrapalhado, mais cômico, a entonação de amigo cúmplice.
Amanda Bellows foi dublada por Elvira Samara nos primeiros episódios, e depois por sua irmã Helena Samara nas temporadas seguintes. Em muitos casos, Elvira e Helena alternavam para esse papel, mas depois Helena ficou sozinha com ele.
O Dr. Alfred J. Bellows teve diversas vozes: Older Cazarré e Osmano Cardoso na primeira temporada; depois Xandó Batista a partir da segunda até a quinta temporada. Essa mudança também coincidiu com a estabilização da equipe da AIC para as temporadas seguintes.
Os personagens secundários como o General Martin Peterson (vozes de Magno Marino / Roberto Mendes) e General Schaeffer (dublado por João Ângelo) também contribuíram para dar variedade e força ao universo da série.
O que torna essa dublagem especial vai além de “quem dublou quem”: é a adaptação do humor, das falas, das expressões, das pausas cômicas, e dos trejeitos. A AIC soube preservar o ritmo cômico americano, mas o “jeito brasileiro de rir”, as entonações do diálogo coloquial, os trocadilhos que funcionam bem em português, etc.
Em muitas cenas, Heróis e vilões cômicos, enganos mágicos, ou reações exageradas de Jeannie ou do Major são enfatizados pela dublagem para reforçar o riso — o que contribuiu para que a série não soasse “seca” ou pouco adaptada.
Também merece destaque que algumas temporadas tiveram suas dublagens feitas em momentos diferentes, com atores diferentes, mas esses atores conseguiram manter coerência no desenvolvimento dos personagens. Por exemplo, mesmo com a mudança de vozes, o Major Nelson continua sendo reconhecível como aquele homem um pouco sério, lutando para conter as confusões, sempre charmoso, mas muitas vezes impotente diante das loucuras de Jeannie.
Além disso, há comentários de que a equipe de dublagem (líderes, diretores de dublagem, técnicos de som) estava bastante dedicada, o que aparece na clareza das vozes, na qualidade de sincronização labial, e na preservação de efeitos de som originais ou de adaptação razoável para o português. O fato de a dublagem original ter sido preservada em várias reprises, inclusive em canais por assinatura e em VHS/DVD/home video, ajuda muito para que essa versão clássica continue sendo celebrada.
Jeannie ainda importa
Mesmo décadas depois de sua produção original, Jeannie é um Gênio segue encantando pelo influxo de ingenuidade, humor leve, fantasia e pelos choques entre o mundano e o absurdo. Em tempo de efeitos especiais sofisticados, sua simplicidade conserva um apelo nostálgico.
A série marcou época na dublagem no Brasil. O padrão de atuação que a AIC estabeleceu, e a qualidade com que atores como Líria Marçal, Flávio Galvão, Sérgio Galvão, Dráusio de Oliveira e outros trabalharam, serviu como referência para muitas outras séries estrangeiras. Muitos espectadores com quem se fala ainda citam a dublagem como parte essencial da lembrança afetiva da série.
Jeannie é um Gênio ajudou a consolidar um modelo de sitcom fantástica no Brasil, abriu espaço para reprises, colecionismo (pela divulgação em VHS, DVD, canais temáticos) e mantém presença viva: menções, comentários em redes sociais, livros que revisitam bastidores (ex: Um Amor de Gênio, pela crítica Luciana Costa) mostram que a série não ficou apenas no passado.
A série é mais do que uma curiosidade vintage: é um exemplo de como um programa simples — bem produzido, com elementos fantásticos, bom elenco, e ótima dublagem — pode atravessar gerações. No Brasil, sua trajetória ilustra bem como programas estrangeiros foram adaptados, admirados, reutilizados, redescobertos, e inseridos no imaginário popular, graças muito à versatilidade, ao talento e à dedicação dos profissionais de dublagem.



















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