Butch Cassidy & The Sundance Kids
Butch Cassidy e Os Sundance Kids
- 14/09/1968 a 30/08/1969.
- 1 temporada (17 episódios, 2 segmentos).
- Filmation Associates.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
AIC - São Paulo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Outros


A Dublagem
Seguindo a fórmula que consagrou outras animações da Filmation e da Hanna-Barbera nos anos 60 e 70, Butch Cassidy e Os Sundance Kids apresenta um grupo de adolescentes que forma uma banda de rock e, nas horas vagas, age como uma equipe de detetives a serviço do governo.
A liderança cabe a Cassidy, chamado de “Sundance 1”, que utiliza um anel com comunicador secreto para se manter em contato com o cérebro da operação: o computador Senhor Sócrates.
Ao estilo de Scooby-Doo, Josie e as Gatinhas e Os Impossíveis, o desenho mistura humor, ação e música em um ritmo ágil e colorido. A equipe também inclui Merilee, Stephanie, Wally e o cachorro Elvis — cujas pulgas provocam espirros constantes no Senhor Sócrates.
Curiosamente, o título da série parodia o filme Butch Cassidy and the Sundance Kid, estrelado por Paul Newman e Robert Redford, lançado no ano seguinte ao desenho.
Na versão original americana, o personagem Wally era dublado por Micky Dolenz, ex-integrante da banda The Monkees, o que reforça a proposta musical da série.
Uma banda afinada contra o crime
Butch Cassidy e Os Sundance Kids chegou ao público brasileiro em 1974, como parte do bloco “Hanna-Barbera 74”, exibido pela TV Globo. A série ia ao ar às 17h30, integrando a leva de animações da produtora americana que conquistaram uma geração de telespectadores nas tardes da emissora.
A versão brasileira foi realizada pela AIC de São Paulo, nos anos finais de funcionamento do estúdio. A dublagem contou com vozes experientes e queridas do público. Ézio Ramos emprestou sua voz marcante a Butch, compondo mais um de seus muitos galãs juvenis. Aliomar de Matos deu vida à simpática Merilee, enquanto Lucy Guimarães interpretou a doce Steffy.
Roberto Barreiros se destacou no papel de Wally, um personagem que exigia equilíbrio entre o caricato e o natural — desafio que também foi enfrentado por Eleu Salvador em momentos adicionais. A dupla conseguiu manter o tom descontraído do original sem exageros.
Entre os destaques cômicos, Olney Cazarré brilha mais uma vez ao dublar o cachorro Elvis, enquanto Nelson Batista empresta sobriedade à voz sintética do Senhor Sócrates, com um tom neutro e preciso.
A leitura do título ficou por conta de Francisco Borges, voz habitual em diversas chamadas e créditos da época.
















