Críticas

Crítica: A dublagem de Falcons em Jogo.

FALCONS EM JOGO

LANÇAMENTO:
23 de setembro de 2018

DURAÇÃO:
1h 17min

DIREÇÃO:
Olivier Afonso

GÊNEROS:
Comédia, Terror


NACIONALIDADE:
França e Bélgica

DUBLAGEM

ESTÚDIO:
TV Group Digital

DIREÇÃO:
Priscilla Concepcíon

TRADUÇÃO:
Denise Simonetto

ELENCO DE DUBLAGEM

Fernanda Bullara: Manon Azem (Morgane)
Agatha Paulita: Tiphaine Daviot (Jeanne)
Samira Fernandes: Anne-Solenne Hatte (Hazuki)
Gaby Milani: Louise Blachère (M.A.)
Glauco Marques: Victor Artus Solaro (Coach)
Jussara Marques: Margot Dufrene (Tatiana)
Luiza Porto: Camille Razat (Lise)
Bruna Matta: Dany Verissimo-Petit (Dany)
Fábio Azevedo: Orelsan (Cauboi)

É possível um filme intensamente indigesto ter uma dublagem com qualidade acima do que ele merece? Sim, e Falcons em Jogo (Girls with Balls, 2018), que estreia essa semana na Netflix, é a grande prova disso.

A trama acompanha o Falcons, um time de voleibol feminino que não está muito unido na quadra. A capitã Hazuki (Anne-Solenne Hatte) tenta a todo custo manter o grupo na mesma sintonia, mas o temperamento das meninas e o treinador estressado (Victor Artus Solaro) não ajudam muito. Voltando de um jogo o time acaba tendo um problema com a van e precisam passar a noite no meio de uma estrada deserta. A coisa piora quando um grupo de caçadores psicóticos aparece por lá, disposto a matar todo mundo.

O diretor Olivier Afonso, conhecido pelo seu trabalho com os efeitos de maquiagem de filmes como Grave (2016) e Massacre no Texas (2017) tenta fazer uma mistura de comédia e terror mas não alcança o seu objetivo em nenhum dos gêneros. Então no meio do nonsense, ele apela para piadas sexuais e explora a sensualidade do elenco feminino, mas nem assim o filme emplaca.

Some a isso, situações bobalhonas interpretadas por um elenco limitadíssimo e temos um filme sofrível para digerir. Felizmente a dublagem realizada pela TV Group Digital, com a direção de Priscilla Concepcíon, consegue dá uma maquiada na falta de qualidade das atrizes.

Fernanda Bullara cumpre bem a função de melhorar a performance de Morgane (Manon Azem), a jogadora traíra que no original não passa credibilidade alguma. Agatha Paulita também resolve o problema na atuação canastrona de Tiphaine Daviot (Jeanne), principalmente nas cenas em que essa se mostra enciumada.

Anne-Solenne Hatte no papel da Hazuki é uma das poucas atuações agradáveis, mas Samira Fernandes ao dublá-la também não decepciona e com isso já temos boa parte do filme salvo pela dublagem brasileira.

Glauco Marques sim pegou uma situação complexa. Como dublar alguém que deveria ser um chato treinador ao mesmo tempo que tenta fazer o público rir, mas não consegue cumprir nenhuma das duas tarefas? Então por mais que se esforce fica difícil para o dublador entregar algo melhor ao fazer a voz de Victor Artus Solaro no papel de Coach.

O resto do elenco merece ser mencionado porque tenta fazer o melhor possível com o que tem. Luiza Porto, Gaby Milani e Bruna Matta são bons exemplos disso. Fábio Azevedo como o caubói cantarolante também consegue passar graça.

Infelizmenteo filme não oferece  texto, situações ou performances que exijam um pouco mais dos dubladores, por isso a dublagem não alcança voos mais altos, mesmo com o esforço notório do elenco de vozes.

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Izaías Correia
Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

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