The Blue Racer
Cobrinha Azul
- de 31/12/1972 a 16/01/1974.
- 1 temporada (16 episódios).
- DePatie-Freleng Enterprises.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Telecine
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Outros


A Dublagem
The Blue Racer surgiu nos EUA em 1972 como um spin-off irreverente da DePatie–Freleng — estúdio responsável por clássicos como O Inspetor e A Pantera Cor-de-Rosa. Em apenas 16 episódios, a série combinava humor corporal com silêncios expressivos, enquanto a cobra protagonista, veloz e tagarela, tentava capturar o praticante de karatê Besouro Japonês — um duelo simples, engraçado e cheio de ritmo.
No Brasil, o desenho desembarcou no final dos anos 1970, na programação vespertina da TV Tupi, e continuou nos anos 1980, agora na TVS (atual SBT). Na década seguinte, ressurgiu no Boomerang, ecoando em nostálgicas tardes infantis com a versão dublada original.
Vozes que ganharam vida: o trabalho da Telecine
A dublagem foi realizada nos estúdios da Telecine, e acertou em cheio na escolha das vozes. A Cobrinha Azul, interpretada por Domício Costa, ganhou um sotaque ágil, inteligente e divertido — aqueles tiradas rápidas típicas dos protagonistas mais carismáticos da época. Costa, com legado de rádio e cultura pop, imprimiu ao personagem um tom brincalhão e espontâneo, que se encaixava perfeitamente no estilo visual limpo e expressivo da animação.
Já o antagonista Besouro Japonês, com fala caricata e entonações engraçadas, foi dublado por Carlos Marques, outro veterano da dublagem que sabia como transformar frases curtas em momentos inesquecíveis. O dublador marcou com seu estilo nipônico entoando expressões como: “tolí-tolí-tolááá, a cobla ficou lá”.
A leitura dos títulos pelos mais velhos, como Carlos Leão, adicionou o clima clássico e acolhedor típico da era.
O charme da fluidez vocal
Embora A Cobrinha Azul não seja um desenho de grandes diálogos, a dublagem foi detalhista no timing: as pausas eram pontuadas, os efeitos sonoros bem sincronizados, e a emoção vinha com economia e personalidade. Foi mais do que “apenas traduzir falas” — o estúdio capturou a essência do humor físico e visual, transmitindo o tom exato para as crianças que acompanhavam.
Vale do veneno e voo da nostalgia
Com episódios curtos e humor ágil, A Cobrinha Azul conquistou corações nas décadas passadas. A dublagem da Telecine fez com que esse desenho se tornasse parte da infância de quem assistiu — e trouxe de volta pelo Boomerang nos anos 90, preservando seu encanto.
Talentos como Costa adicionaram harmonia à animação, mostrando que até em produções claras e simples, uma dublagem bem escolhida faz toda diferença. E a voz da Cobrinha? Essa, ágil e irreverente, continua ecoando nas lembranças.








