The Dogfather
Poderoso Cachorrão
- de 27 /06/1974 a 30/04/1976
- 1 temporada (17 episódios).
- DePatie-Freleng Enterprises.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Telecine
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal






A Dublagem
Logo após o triunfo cinematográfico de O Poderoso Chefão (1972) de Francis Ford Coppola, o mundo da animação não resistiu à tentação de satirizar essa obra-prima. Foi assim que, em 1974, os estúdios DePatie–Freleng criaram The Dogfather — no Brasil, O Poderoso Cachorrão — uma série animada de 17 curtas que transformava o mafioso Don Corleone em um cachorro atrapalhado e carismático.
A série fez sua estreia mundial entre 1974 e 1976 e, no Brasil, foi exibida pela TV Tupi a partir de 1977.
Mafioso de quatro patas com humor de peso
Criado pelos mesmos responsáveis por A Pantera Cor-de-Rosa, O Poderoso Cachorrão emergiu como a última série de desenhos animados produzidos para cinema pela DePatie–Freleng. Em um momento de declínio, o estúdio chegou a reciclar ideias usadas na Warner Bros., refletindo-se em episódios com tom e humor familiar.
Hawley Pratt dirigiu os dois primeiros episódios antes de se aposentar, enquanto Gerry Chiniquy assumiu a direção da maioria. Os roteiros ficaram especialmente a cargo de John W. Dunn, com algumas contribuições de David Detiege.
A narrativa gira em torno de um cão-mafioso, com voz rouca e comportamento vagaroso, que tenta comandar seu império canino, mas invariavelmente falha com humor. Seus capangas — Louie, grandalhão e meio bobo, e Pug, diminuto porém ligeiramente mais esperto — são responsáveis pelas trapalhadas que viram o cerne das histórias.
Caminhos e latidos no Brasil
No Brasil, onde o desenho teve uma grande aceitação do seu público alvo, O Poderoso Cachorrão foi distribuído pela United Artists e exibido na TV Tupi, em 1977, onde semanalmente figurava às 17h40.
Sua exibição por aqui teve um bom alcance e carinho do público infantil. Apesar de ter repercutido positivamente, o tempo acabou deixando o desenho quase esquecido nas memórias mais recentes. Uma curiosidade nostálgica: o Cachorrão e Pugg retornaram brevemente na versão de 1993 de A Pantera Cor-de-Rosa.
Dublagem brasileira com tempero mafioso
No Brasil, o estúdio Telecine trabalhou na adaptação e contou com um trio de dubladores memoráveis: Ribeiro Santos emprestou um tom rouco e satírico ao Cachorrão, encarnando com humor o espírito malandro e envelhecido do personagem; Paulo Pinheiro, com sua experiência e versatilidade, trouxe personalidade em tom caricato a Louie, reforçando sua condição de grandalhão atrapalhado; enquanto Rafael de Almeida, dando vida a Pugg, conseguiu compor a mistura de esperteza e desencorpamento, completando o trio com um contraste cômico refinado.
Essas vozes não apenas traduziram os diálogos, mas recriaram a atmosfera do original de forma inventiva e engraçada, concedendo ao público brasileiro um Cachorrão tão icônico quanto sua contraparte americana.
Uma pegada canina que fez história
Embora o desenho tenha sido breve e hoje pouco lembrado, seu humor e charme persistem como parte da herança dos desenhos animados dos anos 70. Foi prova de como referências adultas — como O Poderoso Chefão — poderiam ser ressignificadas com leveza e diversão no universo infantil.







