Laurel and Hardy
O Gordo e o Magro
- de 10/09/1966 a 1967.
- 2 temporadas (155 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Riosom
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal
A Dublagem
No auge da década de 1960, o universo da animação televisiva ganhou uma adaptação de um dos duos mais famosos do cinema mudo: Stan Laurel e Oliver Hardy.
Transformados em personagens animados, O Gordo e o Magro levaram para a televisão toda a comédia física e a química inconfundível que consagraram o original. Com episódios curtos, rápidos e repletos de situações cômicas, o desenho capturou a essência do humor pastelão, mantendo a simplicidade e o carisma que tornaram Laurel e Hardy lendas do entretenimento.
Produzido pela Hanna-Barbera Productions, o desenho estreou em 10 de setembro de 1966 e se estendeu até 1967, totalizando 2 temporadas e 155 episódios. A animação transformou o clássico duo cinematográfico em personagens permanentes da televisão, garantindo que novas gerações pudessem rir das trapalhadas do Gordo e do Magro, mesmo décadas após a popularidade dos filmes originais.
Entre Risos e Confusões
O enredo de cada episódio era simples, mas eficaz: Oliver Hardy, o Gordo, e Stan Laurel, o Magro, se envolviam em confusões cotidianas que rapidamente se transformavam em verdadeiros desastres cômicos.
A dinâmica entre o personagem sério, um pouco autoritário e sempre confuso, e o parceiro desajeitado, ingênuo e sem noção, criou situações clássicas de humor físico, slapstick, perseguições e mal-entendidos.
A animação respeitou a essência do duo original, mantendo a mesma química e expressividade, mas adaptando o formato para os curtos episódios de televisão. Assim, a série permitia que o público se divertisse com as aventuras diárias dos personagens sem perder o ritmo acelerado que definia o humor de Laurel e Hardy.
Do Zás-Trás à Memória Coletiva
No Brasil, O Gordo e o Magro chegou no final dos anos 1960, dentro do programa Zás-Trás, exibido pela TV Paulista. O desenho rapidamente conquistou as crianças e os adultos, que já conheciam o humor do duo clássico do cinema.
A exibição no horário infantil ajudou a consolidar Laurel e Hardy como figuras icônicas, mesmo entre aqueles que nunca haviam assistido aos filmes originais.
A presença do desenho na televisão brasileira trouxe à tona um novo tipo de humor para o público infantil: físico, visual e universal, capaz de atravessar barreiras linguísticas graças à expressão e à mímica dos personagens, elementos que se mantiveram na dublagem.
A Dublagem Brasileira
A dublagem brasileira foi essencial para a transmissão do charme e da comicidade do duo. Orlando Drummond, com sua experiência incomparável, deu vida a Oliver Hardy, o Gordo, imprimindo personalidade, timbre e ritmo que capturaram perfeitamente o jeito atrapalhado e ligeiramente arrogante do personagem. Sua interpretação destacou a comicidade verbal e a musicalidade do humor, tornando cada falha e reação de Hardy ainda mais divertida.
Por outro lado, Luiz Carlos de Moraes emprestou a voz ao Magro, Stan Laurel, conseguindo traduzir a ingenuidade, a timidez e a descoordenação do personagem. A parceria vocal entre Drummond e Moraes recriou com maestria a dinâmica original do duo, mantendo a essência do humor físico e das expressões cômicas mesmo em formato animado.
A dublagem, realizada pelo estúdio Riosom, garantiu que o público brasileiro pudesse se encantar com o desenho de maneira completa, sentindo cada gesto, tropeço e reação dos personagens como se fossem reais.
Um Clássico Atemporal
Embora o desenho tenha durado apenas dois anos, O Gordo e o Magro deixou uma marca duradoura na animação brasileira. Além de apresentar Laurel e Hardy às crianças, consolidou o poder do slapstick e do humor físico na televisão.
A excelência da dublagem de Orlando Drummond e Luiz Carlos de Moraes garantiu que o charme original do duo fosse preservado, permitindo que gerações se divertissem com as trapalhadas do Gordo e do Magro.
Mais do que um desenho, a série se tornou um tributo à comédia clássica, mostrando que, mesmo adaptados para a animação, personagens com química e carisma excepcionais continuam atemporais.










