Heyyy, It's the King!
Trapaleão
- de 11/09/1977 a 08/01/1972
- 1 temporada (13 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Alberto Perez
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal










Outros
A Dublagem
Nos anos 70, a Hanna-Barbera decidiu que seu zoológico animado precisava de um felino com mais ginga, malandragem e um penteado de respeito. Assim nasceu Trapaleão (The Hair Bear Bunch! no original), um leão que, junto com sua turma, vivia aprontando todas dentro de um zoológico.
No Brasil, a série chegou rapidamente, dublada pela Herbert Richers, e conquistou crianças com suas piadas rápidas, gírias e aquele clima de “espertalhões que sempre levam a melhor”. Produzida originalmente em 1971, a animação teve 1 temporada com 13 episódios, mas sua curta duração não impediu que se tornasse memorável.
A Vida no Zoológico Nunca Foi Tão Divertida
A história girava em torno de Trapaleão, um leão jovem e cheio de estilo, líder de um grupo formado por Jamanta, Pesado, Risonho, Biela, Xuxú e Zelda. Eles viviam no zoológico Wonderland, onde bolavam planos para escapar e se divertir pela cidade, sempre usando truques e disfarces para não serem pegos pelo zelador Mr. Peevly e seu assistente Botch.
Com humor que mesclava travessuras e situações absurdas, o desenho seguia a fórmula clássica da Hanna-Barbera: personagens marcantes, repetição de cenas para otimizar a produção e dublagens que faziam toda a diferença para a identidade da série.
O Desfile do Leão Malandro no Brasil
Trapaleão estreou na televisão brasileira no final dos anos 70, inserido nas manhãs e tardes dedicadas às animações da Hanna-Barbera. Como muitas produções do estúdio, foi reprisado diversas vezes ao longo da década de 80 em diferentes emissoras, tornando-se parte daquele pacote de desenhos que pareciam “sempre ter estado lá”.
Apesar de ter apenas 13 episódios, a exibição espaçada e a reciclagem criativa de histórias ajudaram a manter o personagem presente na memória de quem cresceu naquela época.
As Vozes que Deram Alma à Turma do Trapaleão
A dublagem brasileira foi feita pela Herbert Richers, reunindo tanto nomes consagrados quanto vozes menos conhecidas, mas muito usadas na época. O Trapaleão recebeu a interpretação de Sílvio Navas, que imprimiu o tom perfeito de adolescente dos anos 50, cheio de gírias e preocupado com sua juba impecável. Na reta final, Isaac Bardavid assumiu o personagem, mantendo o carisma e o ar malandro.
O jacaré Biela ganhou vida com Waldir Fiori, reforçando o lado atrapalhado e brincalhão do personagem. Risonho foi interpretado pelo ótimo Ionei Silva, enquanto Xuxú foi dublada por Anilza Leoni em um de seus raros trabalhos na dublagem. Já Zelda contou com a voz de Adalmaria Mesquita. Silas Martrins emprestou sua voz ao Jamanta.
Esse cuidado nas escolhas das vozes ajudou a criar um clima único, onde cada personagem tinha um ritmo próprio, mas todos funcionavam em conjunto, como uma verdadeira “gangue de zoológico”.
A marca de um Leão com Estilo
Mesmo sendo uma série curta, Trapaleão deixou sua marca entre os fãs da Hanna-Barbera. Seu humor simples, mas eficaz, e a mistura de personagens excêntricos criaram uma dinâmica que ainda hoje é lembrada com carinho.
A dublagem brasileira foi crucial para que o público se identificasse, transformando gírias e trejeitos em elementos marcantes. É por isso que, mesmo décadas depois, muita gente ainda se lembra do leão de topete que enganava o zelador e voltava para sua jaula como se nada tivesse acontecido.
No fim das contas, Trapaleão é a prova de que, na TV, não é o tamanho da série que conta – e sim o tamanho da simpatia que ela conquista.











