Uchū Keiji Shariban - 宇宙刑事シャリバン
Sharivan, o Guardião do Espaço
- de 04/03/1983 a 24/02/1984.
- 1 temporada (51 episódios).
- Toei Company.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Álamo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal



















Outros
A Dublagem
Uchū Keiji Sharivan (宇宙刑事シャリバン), lançado no Brasil como Sharivan, o Guardião do Espaço, é a segunda série da trilogia dos Policiais do Espaço, produzida pela Toei Company em parceria com a TV Asahi. Foi exibida no Japão entre 4 de março de 1983 e 24 de fevereiro de 1984, totalizando 51 episódios.
A produção trouxe como protagonista o ator Hiroshi Watari, um dos membros mais jovens do grupo Japan Action Club (JAC), reconhecido por sua habilidade em artes marciais e disposição para dispensar dublês nas cenas de ação. Watari conquistaria o público em outras obras, como Spielvan (no papel principal) e Jaspion (interpretando Boomerman).
Do guardião da floresta ao policial do espaço
Den Iga, jovem guarda florestal, conhece o policial espacial Gyaban enquanto este investigava atividades criminosas na Terra. Após ajudar o herói contra a organização Maku e ser ferido mortalmente, Den é levado ao Planeta Bird, onde recebe tratamento avançado e decide se unir à Polícia do Espaço.
De volta à Terra, assume a identidade de Sharivan, portando a armadura ativada pelo Raio Solar de sua nave Grand Bus. Armado com sua Espada Laser e o ataque Choque Fatal Sharivan, além da pistola Tiro Relâmpago, enfrenta a organização interdimensional Madd com o apoio da oficial Lili.
O personagem Den Iga foi introduzido ainda em Space Cop Gavan, retornando transformado em Sharivan no episódio final daquela série, antes de ganhar sua própria produção.
Exibição no Brasil
Sharivan chegou ao Brasil no auge da febre dos tokusatsus. Sua estreia aconteceu na Rede Bandeirantes, de 8 de outubro a 21 de dezembro de 1990, dentro do programa TV Criança.
Depois, passou pela Rede Record em 1993, sendo exibido a partir de 13 de maio, nas manhãs. Também foi apresentado na TV Guaíba, de 13 de setembro de 1993 a 15 de janeiro de 1994, dentro da Sessão Série, às 11h e 14h.
Em 1996, voltou pela Record no programa Tarde Criança, ao lado de outros heróis japoneses. Já em 1998, teve uma exibição regional no Rio de Janeiro, ao meio-dia, também pela Record.
O sucesso da série incentivou a Apolo Brinquedos a lançar no mercado brasileiro uma linha de bonecos articulados de Sharivan e Flashman, itens que se tornaram raridades entre colecionadores.
A dublagem brasileira
A versão brasileira de Sharivan foi realizada em São Paulo, reunindo nomes de peso da dublagem. Assim como em outras produções japonesas do período, a adaptação manteve fidelidade ao espírito original, mas trouxe fluidez e naturalidade ao português, tornando a série próxima das crianças e jovens que a assistiam.
O protagonista Den Iga/Sharivan, vivido por Hiroshi Watari, foi dublado por Élcio Sodré. Na época, Élcio já era reconhecido por sua voz marcante e interpretação vigorosa, capaz de transmitir tanto a seriedade do policial espacial quanto a humanidade do jovem Den. Sua atuação deu identidade ao herói, e mais tarde Sodré consolidaria uma carreira extensa em animes, filmes e séries, sendo lembrado como uma das vozes mais icônicas da dublagem paulista.
A oficial Lili, interpretada por Yumiko Furuya, ganhou voz com Eleonora Prado. A dubladora conseguiu equilibrar a delicadeza da personagem com sua firmeza como integrante da Polícia do Espaço, criando uma parceira à altura do protagonista.
O divertido Kojiro, papel de Masayuki Suzuki, foi dublado por Oswaldo Boaretto. Conhecido por seu talento em dar vida a personagens cômicos, Boaretto trouxe leveza e simpatia ao alívio humorístico da série, sem cair no exagero.
Outro destaque foi o retorno de Kenji Ohba como Capitão Gyaban, agora com a voz de Carlos Laranjeira. Dublador experiente, Laranjeira transmitiu a autoridade e o carisma do primeiro policial espacial, reforçando os laços entre as séries da trilogia.
O sábio Comandante Kom (Toshiaki Nishizawa) foi interpretado por Luiz Antônio Lobue, cuja voz grave e firme emprestou imponência ao líder da Polícia do Espaço. Lobue também dublou o vilão Malsaik, mostrando sua versatilidade ao alternar entre a serenidade de Kom e a crueldade do general inimigo.
Personagens de apoio também tiveram vozes memoráveis. Jorge Pires deu vida ao Sr. Shoei, enquanto Zezinho Cutolo ficou responsável por Akira. Já Alessandra Araújo dublou Tiaki, transmitindo jovialidade, e Cristina Rodrigues interpretou Mimi, presente no episódio inicial.
No núcleo dos vilões, a adaptação contou ainda com nomes consagrados. João Francisco Garcia dublou o maléfico Leider, enquanto Márcia Gomes e Patrícia Scalvi dividiram o papel da Dra. Poter em diferentes momentos. Ricardo Medrado emprestou sua voz a General Gailer, e Nair Silva dublou Akuma nº 1, com Patrícia Scalvi assumindo Akuma nº 2. Cada um trouxe intensidade e peso aos antagonistas, reforçando a ameaça que Sharivan precisava enfrentar.
Essa escalação plural de vozes, que misturava veteranos e novos talentos, deu consistência à série. Ao assistir Sharivan, o público brasileiro não apenas conhecia um novo herói japonês, mas também entrava em contato com alguns dos maiores nomes da história da dublagem nacional, muitos deles ainda em fase de ascensão.
Ainda hoje lembrado
Embora Sharivan não tenha alcançado no Brasil o mesmo patamar de popularidade de Jaspion, sua presença foi fundamental para consolidar o gênero no país. A série apresentou ao público um herói carismático, interpretado por Hiroshi Watari, e consolidou a tradição de dublagens paulistas que marcaram época.
Décadas depois, Sharivan continua lembrado não apenas por sua ação inovadora e pelo lugar que ocupa na trilogia dos Policiais do Espaço, mas também pela força de sua dublagem brasileira, que deu voz a uma geração de fãs e permanece como registro de uma era de ouro da televisão.







































