The Little Rascals
Os Batutinhas
- de 25/09/1982 a: 01/09/1984.
- 2 temporadas (22 episódios, 35 segmentos).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Francisco Borges
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Álamo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal












Outros




Outros


A Dublagem
Baseado na icônica série Our Gang, de 1922, conhecida no Brasil como Os Batutinhas, o desenho animado produzido em 1982 pela Hanna-Barbera Productions em parceria com a King World Productions trouxe de volta o grupo mais travesso da vizinhança.
Dessa vez, em vez de preto e branco e cenários da época da Grande Depressão, as crianças foram transportadas para um universo dos anos 80, recheado de televisores, computadores e até uma casa na árvore, que virou o novo ponto de encontro da turma.
Desenhados a partir de fotografias dos atores originais por Iwao Takamoto e Bob Singer, os personagens ganharam vida em um estilo que preservava suas características clássicas, mas ao mesmo tempo atualizava sua estética para a geração que crescia assistindo a desenhos aos sábados de manhã.
Aventuras em Greenpoint
Na versão animada, os garotos continuaram vivendo na fictícia cidade de Greenpoint, mas agora com tramas adaptadas ao mundo contemporâneo da década de 80. Além das travessuras já conhecidas, o grupo usava invenções malucas, lidava com os avanços tecnológicos e se envolvia em confusões que só poderiam ser resolvidas com amizade — ou com ainda mais bagunça.
A gangue, liderada pelo ingênuo e carismático Batatinha (Spanky McFarland), se reunia em uma casa na árvore, ponto de partida para as mais variadas aventuras em Greenpoint. Junto a ele estavam seus inseparáveis amigos: o fiel Espeto (Alfalfa Switzer), o inventivo Fuligem (Buckwheat Thomas), a doce e determinada Carla (Darla Hood), além do atrapalhado Tuté (Porky).
Mas nem tudo era tranquilidade. A turma precisava lidar constantemente com os valentões do bairro, Goiaba (Tommy) e seu inseparável comparsa Zequinha (Woim), que estavam sempre prontos para atrapalhar os planos e pregar peças nos protagonistas. Esses embates entre heróis e vilões, no entanto, eram sempre resolvidos com muito humor e situações cômicas típicas da infância. Para completar, a figura imponente do Policial Ed aparecia em momentos cruciais para colocar ordem na bagunça — ainda que, muitas vezes, chegasse tarde demais, quando a confusão já estava feita. Essa combinação de amizade, rivalidade e autoridade conferia ao desenho um ritmo leve e divertido, capaz de cativar gerações.
Do Circo Alegre ao Boomerang
No Brasil, a série estreou em 1983, distribuída pela Worldvision, dentro do programa Circo Alegre, apresentado pelo Carequinha, na Rede Manchete. Por lá permaneceu até 1986, transitando por outros infantis da emissora. A série acabou se tornando presença nostálgica para toda uma geração de crianças que ligavam a TV de manhã cedo.
Com o passar dos anos, o desenho ressurgiu na programação da TV por assinatura, sendo exibido no Boomerang, que resgatava clássicos da Hanna-Barbera para o público nostálgico e novas gerações.
Vozes que marcaram: a dublagem brasileira
Se nos Estados Unidos o desenho sofreu até com processos de ex-atores da série original, no Brasil, o que ficou mesmo foi o carinho pelas vozes que deram identidade ao grupo. A dublagem brasileira, realizada com um elenco de peso, trouxe nuances que aproximavam os personagens das crianças brasileiras.
Nomes foram adaptados para soar mais familiares: Darla virou Carla, Butch se transformou em Goiaba, Woim em Zequinha, e Porky virou Tuté. Essa mudança, longe de descaracterizar, ajudou a dar mais naturalidade ao desenho dentro do nosso universo cultural infantil.
Entre os talentos por trás das vozes, tivemos Márcia Gomes dando vida a Batatinha, Orlando Vigiani como Espeto, Olney Cazarré emprestando carisma ao Fuligem, e Denise Simonetto no papel de Carla. Outros destaques foram José Carlos Guerra como o esnobe Waldo, Renato Márcio como Goiaba, Carlos Seidl como Zequinha e Mário Vilela no papel do Policial Ed.
Essa dublagem ajudou a manter o humor leve e as piadas acessíveis para o público infantil, ao mesmo tempo que preservava o charme do roteiro original. Mesmo quem assistia sem nunca ter ouvido falar da versão de 1922 conseguia se encantar pelo grupo.
O charme dos Batutinhas animados
Apesar de sua curta duração — apenas duas temporadas, exibidas entre 1982 e 1984 —, a versão animada de Os Batutinhas deixou um registro especial na memória televisiva. Por conta de questões judiciais envolvendo os direitos de imagem dos atores originais, o desenho nunca foi relançado oficialmente em DVD e nem voltou às telas nos Estados Unidos.
No Brasil, no entanto, permanece vivo na lembrança de quem cresceu nos anos 80 e 90. Entre a dublagem marcante, a ambientação nostálgica e a adaptação inteligente dos nomes e falas, Os Batutinhas provaram que travessuras de infância, sejam dos anos 20 ou dos anos 80, continuam universais.













