Goof Troop
A Turma do Pateta
- de 05/09/1992 a 05/12/1992.
- 2 temporadas (78 episódios, 1 especial).
- Walt Disney Television Animation.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Double Sound
MÍDIAS:
Televisão e VHS
Elenco Principal















Outros




A Dublagem
Antes de virar ícone de memes e emojis, Pateta já era símbolo de otimismo desastrado — e ninguém captou tão bem esse espírito quanto a dublagem brasileira de A Turma do Pateta. Exibida nos anos 90 e lembrada com carinho até hoje, a série animada da Disney conquistou uma geração com seu humor leve e familiar, e com um elenco de dubladores que deu alma e sotaque às histórias de pai e filho mais carismáticos da televisão.
A Produção
Goof Troop, no título original, estreou em setembro de 1992 como parte do esforço da Walt Disney Television Animation para revitalizar personagens clássicos em formatos modernos. Com 78 episódios e um especial, a série focava no cotidiano de Pateta e seu filho adolescente Max, que se mudam para uma nova cidade e acabam vizinhos do ranzinza Bafo — e de sua peculiar família.
A dinâmica familiar, os conflitos leves e o contraste entre o jeito estabanado de Pateta e o pragmatismo de Max renderam histórias que misturavam comédia pastelão e momentos de ternura. Foi uma série pensada para a televisão, mas que acabou influenciando diretamente a criação de longas como Pateta: O Filme (1995), hoje cultuado.
Sua Chegada ao Brasil
No Brasil, a série chegou pelas mãos do SBT, dentro do Disney Club, onde foi exibida de 1997 a 2000, ganhando sobrevida em atrações como Bom Dia & Cia, Sábado Animado e Festolândia. Também passou pela tela da Rede Globo, geralmente nas madrugadas do Festival de Desenhos, e fez parte da grade da TV paga, tanto no Disney Channel quanto no canal temático Disney Weekend.
A série também chegou ao home vídeo em 1998, por meio de fitas VHS. Hoje, está disponível via streaming no catálogo da Disney+, onde reencontra velhos fãs e conquista novos.
A Dublagem: Vozes de uma turma inesquecível
A dublagem brasileira, realizada no estúdio Double Sound, foi decisiva para o sucesso de A Turma do Pateta. Na versão nacional, Anderson Coutinho foi responsável por trazer o Pateta à vida com uma voz simpática e afável, fiel ao original, mas com um tempero brasileiro irresistível. Seu trabalho conseguia transitar entre o cômico e o paternal com uma fluidez rara.
Diego Rastichong, como Max, trouxe a energia certa do adolescente dividido entre orgulho e constrangimento pelo pai. A química vocal entre pai e filho era palpável e tornava cada episódio uma jornada emocional.
O elenco de apoio foi igualmente marcante: Pietro Mário incorporou um Bafo carismático e explosivo, com um grave imponente e cômico ao mesmo tempo. Christiano Torreão como BJ (Bafo Jr.) e Ana Lúcia Menezes como Matraca conseguiram imprimir personalidade aos personagens com vozes vibrantes e naturais. Emília Rey, como Peg, ofereceu equilíbrio maternal à caótica casa dos Bafo-de-Onça.
A trilha vocal era costurada por detalhes como as leituras de título e placas feitas por Carlos Gesteira, que ajudavam a reforçar o ritmo e estilo do programa. Mesmo com uma produção mais recente para os padrões da dublagem brasileira da época, a equipe entregou um trabalho afinado, de tom familiar e atemporal.
Até Hoje Lembrado
Mesmo sem o mesmo status de clássicos como Darkwing Duck ou Duck Tales, A Turma do Pateta deixou um legado afetivo profundo. Para muitos, foi a primeira experiência com a ideia de uma família monoparental vista com empatia e humor. O desenho abordava temas como amizade, diferenças, paternidade e confiança — sempre com leveza.
A dublagem brasileira transformou essa animação em um produto local de alma própria. As vozes de Pateta, Max, Bafo e companhia tornaram-se referência para uma geração que hoje revisita a série não só pela nostalgia, mas pela qualidade de um trabalho que, mais de 30 anos depois, ainda funciona perfeitamente.
Turma do Pateta foi mais do que um spin-off tardio da Disney: foi um lembrete de que coração e gargalhadas andam juntos — e que uma boa dublagem pode fazer toda a diferença na construção da memória afetiva de um desenho animado.








