Land of the Lost
Elo Perdido
- de 07/09/1974 a 03/09/1976.
- 3 temporadas (43 episódios).
- Kayro-Vue Productions e Universal Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Gilmara Sanches
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Centauro
MÍDIAS:
DVD
Elenco Principal










Outros


A Dublagem
No dia 7 de setembro de 1974, a televisão americana apresentou uma das produções mais marcantes da mistura entre ficção científica e fantasia: Land of the Lost (O Elo Perdido, no Brasil). Criada pela dupla Sid & Marty Krofft, a série unia aventura, drama e efeitos visuais ousados para a época. Produzida pela Kayro-Vue Productions em parceria com a Universal Television, teve 3 temporadas e um total de 43 episódios, sendo exibida até 3 de setembro de 1976.
No Brasil, a série foi um grande sucesso na Rede Globo e posteriormente também na antiga TVS (atual SBT), e anos depois voltou à telinha pela Rede Brasil e pela Ulbra TV.
Uma Viagem Sem Volta
A trama começa quando o guarda florestal Rick Marshall e seus filhos Will e Holly resolvem explorar um rio de barco. O que parecia ser uma simples aventura se transforma em um pesadelo quando um terremoto abre um portal no tempo, lançando-os em um mundo pré-histórico misterioso, repleto de dinossauros e enigmas.
Nesse novo ambiente, eles precisam aprender a sobreviver e compreender os segredos do lugar. Logo encontram os Pakuni, uma raça de seres meio homem, meio macaco. Entre eles, o simpático Cha-ka se torna aliado e amigo da família, ajudando-os a decifrar a língua e os perigos daquele universo.
No entanto, nem todos os habitantes eram amigáveis: os Sleestaks, criaturas verdes com aparência de lagartos, viam os Marshalls como intrusos. Essas ameaçadoras figuras tinham medo apenas de luz e fogo, o que se tornava a principal defesa da família.
A história se aprofunda com a chegada de Enik, um misterioso habitante daquele mundo, que revela que o “Elo Perdido” é, na verdade, o passado de seu próprio povo — um passado que caminhava para a degeneração e a barbárie. Ele vivia em busca de um meio de retornar à sua era, tentando manipular o Pylon, uma pirâmide dourada capaz de abrir portais no tempo.
Após um acidente nas tentativas de abrir o portal, Rick consegue voltar para casa, mas acaba trazendo seu irmão Jack para o Elo Perdido em seu lugar. Jack então assume a proteção de Will e Holly, vivendo novas aventuras e enfrentando novos perigos.
O Poder das Vozes
A dublagem original brasileira foi realizada pelo estúdio BKS, sob direção de Sérgio Galvão, e é até hoje lembrada com carinho pelos fãs pela qualidade da interpretação e pelo cuidado em transmitir emoção.
Com o lançamento de Elo Perdido em DVD no Brasil entre 2007 e 2008, a distribuidora optou por realizar uma redublagem completa, já que o áudio original dos anos 70, produzido pela BKS, não conservado ao longo dos anos. A nova versão foi realizada no estúdio Centauro, sob direção de Gilmara Sanches, reunindo um elenco renovado para reinterpretar os personagens icônicos.
Na nova dublagem, o heroico Rick Marshall, interpretado por Spencer Milligan, ganhou a voz de César Marchetti, que buscou manter o tom de liderança e coragem característico do personagem. Will Marshall (Wesley Eure) foi dublado por Yuri Chesman, trazendo jovialidade e um toque moderno ao papel, enquanto Holly Marshall (Kathy Coleman) recebeu a voz delicada e ao mesmo tempo determinada de Tess Amorim. Na segunda fase, Jack Marshall (Ron Harper) foi vivido por Luiz Antônio Lobue, que imprimiu firmeza à figura do tio protetor.
Entre os personagens não humanos, Cha-ka (Philip Paley) foi interpretado por Thiago Keplmair, que manteve a energia divertida da criatura, e Enik (Walker Edmiston) ganhou uma voz mais pausada e grave com Sidney Lilla, reforçando seu ar misterioso.
Apesar do cuidado técnico, a nova dublagem dividiu opiniões. Muitos fãs, acostumados à interpretação carregada de emoção da versão original da BKS, sentiram falta da familiaridade e do peso dramático que a dublagem clássica transmitia. Para parte do público, a redublagem soou “limpa demais”, perdendo um pouco da espontaneidade que tornara a série marcante na TV brasileira. Ainda assim, para novas gerações que tiveram o primeiro contato com a produção através dos DVDs, essa versão foi a porta de entrada para um universo que atravessa décadas.
Um Mundo Eternizado na Memória
Elo Perdido permanece como um dos maiores clássicos televisivos dos anos 70, lembrado tanto por seu enredo inventivo quanto pelo charme de seus efeitos especiais artesanais. Sua mistura de ficção científica, aventura e mistério continua fascinando gerações, seja pelo clima de descoberta, seja pela nostalgia da dublagem brasileira que deu vida a Rick, Will, Holly e aos habitantes desse mundo que o tempo esqueceu.








