Entrevistas

Entrevista: Sumára Louise a voz da Sabrina em As Panteras.

Entrevista realizada por Izaías Correia

Sumára Louise, nasceu no Rio de Janeiro no dia 24 de junho. Iniciou a carreira de dubladora em 1973 quando foi convidada para dublar um filme nacional. Sua voz encantou a todos e Sumára passou a trabalhar na Herbert Richers. Sobre o início da carreira de dubladora ela resume: “O que é para ser, não importa o caminho percorrido será.”

Em 1977, passou no teste para a personagem Sabrina no seriado As Panteras, seu primeiro grande momento como dubladora. É responsável por emprestar sua voz a estrelas do cinema como: Meryl Streep, Glenn Close, Elizabeth Taylor, Anjelica Huston, Betty Midler e Jaqueline Bisset.

Em 1979, começa também a dirigir a dublagem, esteve nessa função em séries como: Miami Vice, A Gata e o Rato (onde também atuou dublando Cybill Shepherd) e Os Waltons. Também participou do seriado da Rede Globo O Bem Amado, onde interpretou a personagem Cremilda Gouveia, sua única experiência em frente às câmeras.

“O desafio de a cada dia fazer uma personagem diferente… foi determinante para a minha escolha. E escolhi a dublagem!”

Sumára Louise

Dublagem Brasileira – A série As Panteras foi uma verdadeira febre também no Brasil. Havia algum tipo de assédio aos dubladores na época?


Sumára Louise – Sim, embora menor do que hoje com a chegada da Internet, claro. Como exemplo, posso citar duas cartas que recebi naquela época. Uma, de um menino, internado num hospital com câncer, que dizia textualmente que antes de morrer, queria “conhecer” a voz da Sabrina. Um dos momentos mais emocionantes que vivi na minha vida. Tenho a certeza de que ele, em sua passagem, estava feliz e realizado, tendo ido diretamente para o colo de Deus, que em sua sabedoria consegue entender estas coisas.

E a outra de um homem que se dizia, um rico fazendeiro de Mato Grosso, que escrevia não querer nem saber como eu era fisicamente mas, exigia que a minha voz aceitasse casar com ele! (risos). Claro que respondi ao fazendeiro declinando do convite e atendi a carta do menino..

DB – Pessoalmente gosto muito do seu trabalho com a Cybill Shepherd, pra mim a voz da atriz não é outra que não a sua, e acho que outros “infanautas” também pensam assim! Dá um certo ciúme ouvir algumas atrizes que possuem a sua voz como oficial no Brasil, dubladas por outras profissionais?

SL – Não, por mais incrível que possa parecer. Entendo que, primeiro: não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo e segundo: as colegas que eventualmente dublaram atrizes que normalmente dublo, sempre tiveram a ética de me comunicar que o estavam fazendo, além de confirmarem comigo que eu, realmente, não tinha podido aceitar a escalação.

Lembram da ética? Vários dubladores a têm, não é uma exclusividade minha. Cabe falar sobre as atrizes dubladas pelas colegas de São Paulo. Vejo com o maior respeito e admiração, porque sei, na própria pele, o quanto é difícil dublar tais atrizes e tenho certeza de que se lembrarão dos meus trabalhos com aquela atriz e dublarão confiantes de que elas estarão à altura do profissionalismo com que os executei, honrando o que fazemos e respeitando nosso trabalho como dubladores, e isto para mim é o que importa!

DB – A Tempestade é uma das suas personagens de destaque hoje. Ela é interpretada pela Jane Kelly nos filmes e no desenho clássico dos mutantes. Para o fã de dublagem entender: como é realizada a escolha dos elencos?

SL – Cabe um esclarecimento antes desta resposta, propriamente: Eu sempre dublei a Tempestade, desde o primeiro filme/desenho. O que ocorre é que, com a minha saída da Herbert Richers, fui substituída pela Jane Kelly.

Quando da chegada do X-Men Evolution, a Warner, que sabia do fato, determinou que eu voltasse a dublar a Tempestade, o que foi um imenso prazer para mim.

Quanto à Tempestade, em filme, a Sheila Dorfman dubla a Helen Berry, então, neste caso, a escolha foi dublar com a voz da atriz e não com a voz da personagem.

Agora, quanto à escolha de vozes, varia muito de cliente para cliente. Cada um usa seus próprios critérios, embora, para todos, indiquemos que aquele ator ou atriz tem vozes catalogadas. Às vezes isso é aceito, outras não, ocorrendo então as trocas de vozes tão criticadas pelos fãs, que muitas vezes nos questionam sobre isso, embora, como expliquei, tudo depende do cliente.

Cabe acrescentar, que com a multiplicação dos eventos que contam com a participação de dubladores, a participação dos fãs, seja por e-mail, seja em comunidades, seja por site, mudou a cabeça de alguns distribuidores, que procuram respeitar estas vozes já consagradas.

Sumára Louise, uma voz lindíssima.

DB – Há sempre situações engraçadas ou curiosas de alguém conhecê-la pela voz?

SL – Todo dia, toda hora, em qualquer lugar, em qualquer situação. (risos) Acho que já dá pra escrever um livro narrando a variedade de situações que já passei por conta da minha voz.

Uma vez, logo após a compra do meu apartamento, havia uma Assembleia de moradores convocada e eu compareci. Havia muitas pessoas, mais de cem e eu fiquei lá atrás, no fundo do salão. A determinado tempo, a questão em pauta não avançava e eu pedi uma questão de ordem. Era o auge da série A Gata e o Rato, um sucesso extraordinário e a Assembleia inteira virou-se para ver quem tinha pedido a questão de ordem, porque, como estavam todos de costas para mim, minha voz soou como se fosse na televisão, já que não estavam vendo meu rosto, exatamente como na TV, e todos se viraram, já apontando para mim, dizendo: é a Gata! É a Gata!

Resultado: até hoje, 16 anos depois disso, ainda sou chamada, carinhosamente, de Gata, pelos queridos vizinhos do meu condomínio!

DB – Você também trabalhou na TV na série O Bem Amado, essa experiência contribuiu para seu amadurecimento como atriz de alguma forma?

SL – Todo trabalho como atriz, é um acréscimo, de fato. Eu tinha muita facilidade, por exemplo, em “dar” o texto na intenção certa mas, precisava unir a intenção com o olhar, coisa que não me era exigida na dublagem.

Aprendi a me posicionar para a câmera, a esperar a câmera estar em mim, a obedecer a marcação de luz, a entender o que o diretor queria, mas, o mais difícil para mim, foi decorar o texto. Explico: na dublagem, interpretamos a cena, lendo o texto e imediatamente, descartamos o que lemos. Não havia atentado para este fato, só mesmo quando fiz O Bem Amado. Meu cérebro estava acostumado a ler e descartar, ler e descartar, como que para dar espaço para a leitura do texto do loop seguinte, e na TV eu precisava decorar e não descartar!Não fosse Lutero Luiz (meu “marido ” na série,) Lima Duarte, Dolabella e Paulo Gracindo (outro que tinha dificuldade em decorar!), eu estaria perdida, com certeza.

Com a continuidade do trabalho, meu cérebro, este ser supremo que todos temos, assimilou o que era para ser feito e consegui superar a dificuldade.

DB – Esse foi o motivo para se dedicar como atriz apenas à dublagem?

SL – É difícil explicar, já que adorei fazer TV. Mesmo porque, tive a sorte de participar de uma programa escrito por Dias Gomes, com um elenco estelar, com altíssima qualidade técnica mas, trabalhar com a voz, sempre foi desafiante.

A determinado tempo, depois de 5 anos fazendo O Bem Amado, tive que escolher: ou permanecia fazendo novelas ou voltava para a dublagem. Conciliar as duas atividades no meu caso, que dublava papéis que exigiam muitas horas de estúdio, era impossível!

O desafio de à cada dia fazer uma personagem diferente, a possibilidade de chorar, rir, gritar, dar à luz, cair num abismo, sentir medo, pavor, ser feliz, me angustiar, enfim, dublar atrizes tão diferentes entre si e tão diferentes de mim mesma, foi determinante para a minha escolha. E escolhi a dublagem!

Maddie Hayes (A Gata e o Rato), trabalho memorável na Herbert Richers.

DB – Você possui uma imagem para alguns fãs de dublagem, graças à postura sempre firme e combativa em favor dos direitos dos dubladores, de uma pessoa “severa e intocável”. Fale um pouco mais da Sumára família e amiga. Quem é essa Sumára?

SL – Penso que duas coisas são determinantes em mim: a moral e a ética! São essas duas palavras que me tornam “severa e intocável”, como dizem. Mas, sem elas, meu trabalho estaria comprometido, minha cidadania também, minha família se desintegraria.

Tudo para mim está calcado em moral e ética! Assim criei meu filho, assim cresci como pessoa, assim fiz amigos , assim me relaciono com os colegas e com os patrões.

A Sumára família, é mãe orgulhosa do Marcello, avó da linda Mônica e sogra da querida Lina. A família para mim é fundamental, é base e sustento da minha força e garra.

A Sumára amiga, é daquelas de se contar meeeeeesmo (risos) Para tudo, para o sim e para o não também, se preciso for!

Tive a sorte e a felicidade de ser filha de um pai que teve tudo para ser corrompido e, de quem ouvi ainda muito menina, numa reunião que presenciei escondida no topo da escada de minha casa, dizer: “Eu não preciso assinar, já dei minha palavra!”

Até hoje me lembro desta reunião, cheia de personagens importantes da política, das finanças e do governo do país, sentados à mesa lá de casa.
Tive a sorte de ter uma mãe que era dedicada à família, uma rainha em casa, uma dama com os empregados e uma cúmplice de meu pai.

Então, os alicerces da moral e da ética foram moldados muito cedo em mim, pelo que agradeço aos meus pais e à Deus todos os dias e estão presentes e refletidos em cada atitude que tomo.

E a dublagem, para mim, é sagrada! Eu a defendo, implacavelmente, porque entendo que fazemos um trabalho primoroso, embora nem sempre em condições ideais, que nosso talento é colocado à prova em cada cena e que temos admiráveis seres humanos trabalhando nela, que sustentam suas famílias dublando por intermináveis horas! Para mim, são como verdadeiros artífices da arte de atuar e, de resto, para mim, não importa o tamanho da tempestade ou o quanto apavorante ela possa ser, calcada nos meus fundamentos, sabiamente, me curvarei dando passagem a sua fúria e quando pensarem que finalmente conseguiram me quebrar, quando a tempestade passar, estarei de pé novamente!

Então, acho que além de “severa e intocável”, acrescentaria que sou determinada! (risos)

DB – Hoje os pesquisadores de dublagem sentem falta de um registro de elencos das produções antigas, e tudo tem que ser buscado na memória, ou revendo as produções, essas também difíceis de conseguir. Por que não havia um registro escrito na época?

SL – Porque, no pensamento do nosso povo, não é incutido o respeito pela memória. Não nos ensinam isso na escola, não nos ensinam mais a respeitar a bandeira e as instituições. Não nos ensinam a memória de nossos artistas, de nossa história, de nossa língua!

Em se tratando de dublagem, então, esta “arte menor”, no dizer dos primeiros mundistas? Mas, hoje alguns poucos já se preocupam. Poucos mas eficazes e o site InfanTv está aí mesmo para confirmar o que digo!

DB – Esse regaste da memória da nossa dublagem está sendo dificultado pelo lançamento de algumas produções em DVD sem dublagem em português ou redublados. Haveria uma solução pra essa prática mudar?

SL – Claro! Começa pelo direito autoral sendo respeitado em nosso país e pelo respeito à nossa Constituição!

Isto sendo assegurado, que é o fundamento da ANAD, as regras serão debatidas, em todos os detalhes e passarão a vigorar, depois de 40 anos de luta!

Em memória dos dubladores que já não estão mais entre nós mas, cujas vozes até hoje nos fazem relembrar nossa infância!

É um trabalho difícil mas, não impossível. Como eu disse: a “tempestade” é furiosa mas, não temos medo dela! Sabemos que muita coisa estará perdida mas, muita coisa ainda existe e queremos lutar de forma que isso seja preservado. E o site de vocês e outros fãs que nos acompanham, serão decisivos neste resgate !

DB – Ao assistir a um filme em DVD pela primeira vez, que tenha a opção dublada, sua escolha é sempre a mesma? E qual é ela? (risos)

SL – (risos) O que vocês acham, sinceramente? Enfim, o que ocorre é que vejo a grande maioria dos lançamentos na opção original, por força do trabalho de diretora de dublagem. Quando vocês estão assistindo, geralmente já assisti há pelo menos 2 meses e já estamos no processo de dublagem.

DB – Tenho alguns Dvds em casa, lançados aqui no Brasil, com dublagem em espanhol e francês, e ausência da dublagem em português. Não lhe parece falta de inteligência?

SL – Somente de um tempo para cá, ao ver as estrondosas vendas e conseqüentes lucros nas vendas de DVDs no Brasil, os distribuidores se deram conta de que existimos, que assistimos filmes, que compramos DVDs e que somos um mercado potencialmente interessante.

Antes, eles sempre achavam que nós vivíamos matando as cobras que circulavam livremente em nossas ruas e que, portanto, não tínhamos nem TV. Matar cobras, ocupava todo o nosso tempo de lazer! (risos).

DB – Tenho alguns Dvds em casa, lançados aqui no Brasil, com dublagem em espanhol e francês, e ausência da dublagem em português. Não lhe parece falta de inteligência?

SL – Somente de um tempo para cá, ao ver as estrondosas vendas e conseqüentes lucros nas vendas de DVDs no Brasil, os distribuidores se deram conta de que existimos, que assistimos filmes, que compramos DVDs e que somos um mercado potencialmente interessante.

Antes, eles sempre achavam que nós vivíamos matando as cobras que circulavam livremente em nossas ruas e que, portanto, não tínhamos nem TV. Matar cobras, ocupava todo o nosso tempo de lazer! (risos).

É aquela coisa do conceito “primeiro mundista”. O conceito era de que a Tv a cabo, era privilégio de 5% da população, aquela que teve acesso a educação, a outro idioma , a uma renda melhor. Então, meia dúzia de gatos pingados, inflam o peito e dizem que preferem no original, e eles acreditaram neles!

As pesquisas, que eles alegam terem feito nunca podem nos ser mostradas. Além de acharem que “matamos cobras nas ruas”, ainda nos tomam por ignorantes. Num país com uma enormidade de analfabetos como o nosso, essa “pesquisa” só pode ser piada! E de gosto duvidoso, diga-se…

Mas, nada dura para sempre e, contrariando o enunciado da sua pergunta, eles viram que existe antena de Tv a cabo, em cada telhado das nossas casas, nas favelas, nas periferias, nas casas ao longo das estradas que levam ao interior e passaram a agir com inteligência, criando primeiro, opções como TV Pipoca e afins e, em outros casos, dublando mesmo.

Afinal, entenderam que a classe dita “desfavorecida” é muito maior que a meia dúzia privilegiada e mudaram o conceito!

Sabrina Duncan (As Panteras), um dos principais trabalhos de Sumára.

DB – Sumára, qual sua opinião a respeito da prática de buscarem atores de novelas, humoristas e outros artistas não dubladores para atuar na dublagem?

SL – Na minha sincera opinião, é um risco muito grande que eles correm, claro que amainado pelo cachê que recebem. Para mim, não são dubladores e o resultado é o pior possível, justamente porque, dublar, é uma especificidade da arte de atuar. Somente o exercício diário, a prática de anos de estúdio, faz um dublador alcançar um resultado que pode ser considerado excelente e alcançar o conceito que temos, como dublagem, no exterior.

Na verdade, eles dublam em condições especiais, com ritmo especial de produção além de, em muitos casos, usarem som guia de um dublador, como foi o caso do Bussunda (em Shrek), que usou o som guia do conceituado dublador Mauro Ramos. Enfim, nada a ver com nosso modo de trabalhar.Ao contrário dos Estados Unidos, aqui dublamos em cima da cena. Lá, os atores primeiro gravam as suas falas e depois os desenhistas criam os movimentos labiais, em cima da fala do ator! Ora, isto não é dublar!

Então, não tenho nada contra, propriamente, só lamento que se exponham à isso, porque o resultado é sempre abaixo do que eles poderiam fazer, se exercessem também esta faceta da arte de atuar.

Também não acredito que a voz de tal ou qual ator, leve à um aumento de bilheteria e atenda a expectativa de público pretendida pelos grandes distribuidores, como é alegado. A Disney, por exemplo, sempre teve retorno com seus filmes dublados, mpor aquelas vozes ditas “anônimas” . Devemos lembrar que a canção de Cinderela, dos anões e tantas outras, foram versadas por Braguinha, por Telmo de Avelar, artistas brasileiros, e que tais canções vivem em nossa memória até hoje. Mas, como aqui tudo que o americano faz é copiado, fica explicado.

DB – De que forma isso pode ser evitado?

SL – Não há como evitar, tendo em vista que todos são atores, portanto, podem dublar. Quer dizer, alguns podem, porque não me consta que o pessoal do Pânico tenha registro de ator. Aliás, este caso já foi devidamente denunciado no Ministério do Trabalho, em São Paulo (Leia mais aqui).

Há que mudar o conceito. Valorizarmos o que temos, termos orgulho de ser brasileiros, ter respeito por todas as categorias.Sempre me questiono, quando vejo levas e mais levas de estrangeiros chegando no nosso país, “O que vieram ver? O que temos, que eles não tem?”. Precisamos nós, olharmos e vermos o que os turistas vêm ver.

As nossas belezas, a nossa cultura, a miscigenação, a nossa alegria. Quando enxergarmos com esses olhos, quando aprendermos a nos dar valor como povo, nos respeitaremos mais, com certeza!

DB – Há muitos jovens que sonham em ser dubladores. Quais as dificuldades que irão encontrar para entrar na profissão?

SL – As mesmas que encontrariam em qualquer outra profissão, tendo em vista que os governos não estão, via de regra, interessados no crescimento do país, que só se dá com investimento em produção e, conseqüentemente, em aumento de vagas de trabalho.

Antes, os governantes pensam e querem o próprio crescimento, então…

DB – Hoje dá para um profissional viver só da dublagem, ou só os mais veteranos conseguem?

SL – Em começo de carreira, não. com certeza. Isso porque, como expliquei, um dublador leva no mínimo 4 anos para assimilar a técnica e, estar apto para protagonizar um filme ou uma série. Diferentemente da TV, por exemplo, onde se prioriza o “rostinho bonito” e o talento é relegado para as calendas gregas.

Considerando o estreitamento do mercado, justamente pela priorização da legenda, mesmo os veteranos tiveram uma grande redução em seus rendimentos.

DB – Estão surgindo muitos cursos de dublagens, alguns oferecendo inclusive DRT, até que ponto esses cursos são confiáveis?

SL – Desculpe mas, até hoje, eu não entendo como isso possa ser possível.

Em princípio, sempre alerto à quem me procura, para ter cuidado com propaganda enganosa, com promessas mirabolantes, com DRT banalizado, como alguns cursos apregoam.

Enfim, os Sindicatos, tanto do Rio de Janeiro, quanto de São Paulo, estão atentos e acompanhando estes casos.

DB – Sumára, muito obrigado pelo papo. Gostaria que você deixasse uma mensagem para os visitantes do site.

SL – Foi um prazer imenso, aliás, tem sido um prazer imenso debater, esclarecer, polemizar com os fãs e sermos apoiados por eles.

Vocês, decididamente, nos tiraram dos estúdios escuros e herméticamente fechados, direto para a luz do dia e fizeram com que as pessoas vissem que, por trás daquelas vozes, existem pessoas, de carne e osso, com defeitos e qualidades, com erros e acertos mas, pessoas.Jamais poderemos agradecer tanto carinho, suficientemente. Obrigada à todos.

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Izaías Correia
Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

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