The Lone Ranger
As Novas Aventuras do Cavaleiro Solitário
- de 13/09/1980 a 30/01/1982.
- 2 temporadas (28 episódios).
- Filmation Associates.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Arakén Saldanha
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
BKS
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Outros


“As Novas Aventuras do Cavaleiro Solitário!
Com a voz possante quebrando o silêncio e dando ao cavalo a velocidade do raio, Cavaleiro Solitário!
Seu amigo Tonto, com o olhar penetrante, descobre e segue qualquer pista!
Com a máscara imprimindo em seu rosto a força dos invencíveis e montado no lendário Silver, está de volta o Cavaleiro Solitário!”
A Dublagem
Entre os heróis do Velho Oeste, nenhum é tão lembrado quanto o Cavaleiro Solitário — e no Brasil, sua voz também foi eternizada por um time de dubladores que marcou gerações. Produzido pela Filmation entre 1980 e 1982, As Novas Aventuras do Cavaleiro Solitário trouxe de volta o justiceiro mascarado e seu fiel companheiro Tonto em histórias animadas e repletas de ação, adaptadas para o público infantil.
Justiça na Trilha: O Enredo de As Novas Aventuras do Cavaleiro Solitário
Na vastidão do Velho Oeste americano, onde a lei nem sempre chega a tempo e a injustiça cavalga solta, surge uma figura mascarada, montada em seu fiel cavalo branco, Silver, e com um único propósito: proteger os inocentes e restaurar a ordem. Este é o Cavaleiro Solitário, um homem sem identidade revelada, guiado apenas por seu código de honra.
Ao seu lado está Tonto, seu inseparável companheiro nativo-americano, dotado de uma sabedoria intuitiva, habilidades de rastreamento e lealdade inabalável. Juntos, eles enfrentam foras-da-lei, corruptos, criaturas misteriosas e até ameaças sobrenaturais que surgem em suas jornadas pelas pradarias, desertos e vilarejos esquecidos.
Diferente de adaptações mais sombrias ou adultas, essa versão da Filmation (1980–1982) trouxe histórias leves, com foco na aventura e lições de moral voltadas ao público infantil. Cada episódio apresentava um conflito central, geralmente envolvendo injustiças sociais ou ameaças locais, que eram resolvidas com coragem, inteligência e trabalho em equipe — quase sempre sem o uso da violência gratuita.
O Cavaleiro Solitário jamais tira sua máscara, jamais busca fama ou recompensa, e sempre desaparece após garantir a justiça, deixando para trás o eco da sua assinatura de guerra:
“Hi-yo Silver, avante!”
Um Eco do Oeste: Herói com passado trocado
Curiosamente, o Cavaleiro Solitário foi, por muito tempo, confundido com o Zorro pelos brasileiros. Isso se deve à primeira adaptação televisiva dos anos 50, que chegou ao país com o título alterado e visual semelhante. A confusão permaneceu até que a Filmation lançou esta versão animada no início da década de 1980, resgatando o nome correto.
No Brasil, o desenho passou a fazer parte dos blocos infantis da Rede Globo, como o Balão Mágico e o Xou da Xuxa, compartilhando espaço com o próprio Zorro — o que só aumentava a ironia. Mais tarde, seria reprisado pela TV Record, mantendo viva a figura do herói de chapéu branco montado em Silver.
Justiça com sotaque paulista: A dublagem da BKS
A dublagem nacional foi feita nos estúdios da BKS, em São Paulo, sob direção do próprio Arakén Saldanha, que também emprestou sua voz ao personagem Tonto. Sua atuação conferiu força e uma entonação peculiar ao parceiro indígena do herói, marcando o personagem com identidade própria.
Já o protagonista Cavaleiro Solitário foi dublado por Carlos Campanille, num registro forte e firme, que transmitia a nobreza do justiceiro com carisma e autoridade. A narração da abertura, feita também por Arakén, virou assinatura do desenho — seu tom grave e declamatório dava solenidade à chegada do herói:
Legado nas areias do tempo
Embora menos lembrado que outros personagens da Filmation, o Cavaleiro Solitário encontrou no Brasil um público cativo. As reprises nas manhãs e tardes dos anos 80 e início dos 90 deixaram sua marca, especialmente pela dublagem segura e caprichada que a BKS entregou.
Na memória de muitos fãs, é impossível ouvir o grito de “Hi-yo Silver, avante!” sem lembrar das vozes que ecoavam pela tela da TV. É mais uma prova de que os estúdios brasileiros foram fundamentais para transformar simples desenhos em grandes heróis da nossa infância.







