VR Troopers
VR Troopers
- de 03/09/1994 a 21/02/1996.
- 2 temporada2 (92 episódios).
- Saban Entertainment.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Gemini Media
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal






























Outros


A Dublagem
Quando a febre dos Power Rangers atingiu o mundo nos anos 90, a Saban Entertainment quis expandir seu universo de heróis live-action com uma nova proposta: VR Troopers (Virtual Reality Troopers). Estreou nos EUA em 1994, adaptando cenas de três séries japonesas da franquia Metal Hero (Metalder, Spielvan, e na segunda temporada Shaider).
Misturando Séries, Tecendo Aventura
A ideia central de VR Troopers era aproveitar a onda de tecnologia, realidade virtual e efeitos especiais incipientes nos anos 90, misturando isso com ação, monstros virtuais e heróis adolescentes.
Ryan Steele, Kaitlin Star e J.B. Reese são três jovens que recebem trajes especiais para se transformarem nos VR Troopers, liderados pelo Professor Hart, numa missão de impedir que o maligno Grimlord use a realidade virtual para invadir o mundo real com monstros e ameaças digitais.
A produção, como nas demais séries da Saban, recortou sequências de três produções japonesas distintas, costurando-as com tomadas gravadas nos EUA — o que exigiu adaptações de enredos, figurinos, inimigos e até de vilões para fazer a junção funcionar para o público americano (e, portanto, para o brasileiro).
Na primeira temporada, Metalder e Spielvan foram os materiais usados; na segunda, Shaider foi incorporada, criando misturas improváveis entre universos, vilões, e poderes. Apesar disso, a série teve duas temporadas completas, totalizando 92 episódios.
Chegada e Trajetória no Brasil
No Brasil, ganhou público ao ser exibida pela Rede Globo a partir de 18 de setembro de 1995, depois reprisada em 1997-98 no programa Angel Mix. A dublagem brasileira, feita pela Herbert Richers, tornou os personagens e efeitos – por vezes híbridos entre realidade virtual e cenas japonesas – mais próximos do público nacional.
A série ganhou espaço no Brasil num momento em que a TV aberta buscava heróis, efeitos fantásticos e séries de ação para atrair o público juvenil.
Apesar de seu sucesso relativo, VR Troopers nunca teve o mesmo marketing de Power Rangers no Brasil, mas firmou uma base de fãs leal. Produtos licenciados apareceram — brinquedos, figurinhas, VHS — mesmo que não com a mesma abrangência.
Vozes Brasileiras
A dublagem da Herbert Richers, dirigida por José Santana, foi responsável por dar vida aos heróis em português quando a série passou na Globo.
Com o retorno de VR Troopers ao catálogo brasileiro via streaming, a Gemini Media foi responsável por realizar uma redublagem completa da série, trazendo novos nomes de peso da dublagem nacional. A proposta foi atualizar o áudio para padrões modernos, mas sem perder a essência heroica e aventureira da série original da Saban.
Na liderança do trio, Peterson Adriano ficou encarregado de interpretar Ryan Steele, conferindo ao protagonista uma voz firme e decidida. Sua atuação equilibra juventude e liderança, reforçando os dilemas pessoais do personagem e sua coragem nas batalhas contra Grimlord. Ao seu lado, Marcelo Garcia assumiu o papel de J.B. Reese, entregando um timbre mais analítico e técnico, adequado ao perfil racional do personagem, além de transmitir a segurança de um verdadeiro parceiro de combate.
Para dar vida à intrépida Kaitlin Star, a escolha foi Fernanda Crispim, que imprimiu energia e sensibilidade em sua interpretação. A dubladora trouxe à personagem uma determinação natural, mas também momentos de humanidade que a tornam ainda mais próxima do público.
Entre os veteranos, o respeitado Alfredo Martins emprestou sua voz ao Professor Horatio Hart, transmitindo autoridade e serenidade como mentor da equipe. Do outro lado, o vilão Karl Ziktor/Grimlord ganhou nova força com Ronaldo Júlio, que imprimiu imponência e malícia, garantindo um contraste marcante com os heróis.
A redublagem da Gemini Media se destaca por respeitar o material original, mas também por atualizar o ritmo e a clareza vocal, trazendo frescor para novos espectadores e mantendo o carinho dos fãs antigos. Foi uma produção que demonstrou o cuidado em renovar a série sem perder sua identidade.
Porque Troopers Ainda Vive na Memória
VR Troopers deixou sua marca significativa. Para muitos telespectadores brasileiros, foi uma porta de entrada para universos de ficção científica mais visuais, para o tokusatsu misturado com realidade virtual, e para o gosto pelo “herói de sábado/tarde”.
Recentemente, o retorno da série pelos quadrinhos — como parte do universo expandido de Power Rangers Prime — mostra que há nostalgia e demanda. A própria cultura dos stickers, pôsteres, VHSs usados, e lembranças pessoais falam mais alto do que dados de audiência.
VR Troopers tornou-se parte de uma geração que cresceu com heróis híbridos, feitos de cenas japonesas e produção americana, e cuja principal vitória foi não se esquecer.










