M.A.N.T.I.S.
M.A.N.T.I.S. – O Vingador
- de 26/08/1994 a 14/09/1997.
- 1 temporada (22 episódios).
- Universal Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
José Santana
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal








Outros




A Dublagem
Antes que super-heróis negros se tornassem presença consolidada nas telonas, M.A.N.T.I.S. já estava lá — de armadura tecnológica, consciência social afiada e carisma de sobra. Criada por nomes de peso como Sam Hamm (Batman, 1989) e Sam Raimi (Homem-Aranha, Evil Dead), a série foi ao ar entre 1994 e 1995, com uma temporada composta por 22 episódios.
No Brasil, foi exibida pela TV Globo com o subtítulo O Vingador, integrando o famoso pacote da Sessão Aventura, e se destacou não apenas por sua proposta ousada, mas também pela dublagem impecável feita nos estúdios da Herbert Richers.
Um herói com propósito e tecnologia de ponta
M.A.N.T.I.S. (sigla para Mechanically Augmented Neuro-Transmitter Interception System) acompanha a história do Dr. Miles Hawkins, um cientista brilhante e bilionário que sofre um atentado durante um protesto e fica paraplégico. Frustrado com o sistema de justiça e as limitações impostas por sua condição, ele desenvolve uma armadura neurotecnológica que lhe devolve a mobilidade — e muito mais: superforça, agilidade, sensores e habilidades sobre-humanas. A partir disso, Miles decide combater o crime como o vigilante M.A.N.T.I.S., enfrentando desde criminosos comuns até ameaças de ficção científica.
Diferente de outras séries da época, M.A.N.T.I.S. abordava temas como racismo, desigualdade social, corrupção política e experimentação científica com um viés mais sério. A produção não tinha o brilho visual de um blockbuster, mas apostava em roteiros sólidos, personagens bem construídos e um protagonista que fugia completamente dos arquétipos brancos e musculosos que dominavam o gênero até então.
Estreia no Brasil com clima de novidade e relevância
No Brasil, a série estreou pela TV Globo no dia 4 de janeiro de 1995, exibida nas tardes de quarta-feira dentro da Sessão Aventura, ao lado de outras atrações como Thunder: Missão no Mar, Cobra e Models Inc. e Operação Acapulco.
O Vingador chamou atenção não apenas por sua estética futurista, mas por apresentar um herói negro num papel de destaque e seriedade raros na TV aberta da época. Era uma proposta ousada, num horário recheado de séries de ação mais convencionais — e que acabou criando um impacto silencioso, mas duradouro, em muitos jovens brasileiros.
No mesmo ano a série foi transferida para as manhãs de domingo onde ficou até o ano seguinte.
A dublagem brasileira: sobriedade, talento e intensidade dramática
A versão nacional foi dublada nos estúdios da Herbert Richers, com direção de José Santana, que também fez a leitura de placas nos episódios. O protagonista Miles Hawkins, vivido por Carl Lumbly, recebeu a voz firme, profunda e expressiva de Alfredo Martins, que transmitia com precisão tanto a autoridade do cientista quanto o drama interno do personagem. Sua interpretação foi essencial para que o público sentisse o peso das decisões de Hawkins — algo que, sem o cuidado certo, poderia parecer distante ou frio.
Ao seu lado, Márcio Simões emprestava sua já consagrada versatilidade ao personagem John Stonebrake, amigo e assistente técnico de Hawkins. Simões deu ao papel o tom exato entre racionalidade científica e cumplicidade emocional. Já o jovem Taylor Savage, vivido por Chris Gartin, ganhou vida na voz energética e vibrante de Marco Antônio Costa, equilibrando rebeldia e idealismo juvenil. Completando o núcleo principal, a Tenente Leora Maxwell, interpretada por Galyn Görg, teve a dublagem marcante de Teresa Cristina, que soube compor a personagem com força e sensibilidade.
Uma proposta corajosa que marcou sua época
M.A.N.T.I.S. não foi uma série fácil. Enfrentou mudanças de tom, interferência de estúdio e até críticas por parte do público americano, que talvez não estivesse pronto para ver um herói negro, intelectual e comprometido com justiça social como figura central de uma ficção científica.
Ainda assim, conquistou uma base fiel de fãs e, no Brasil, ganhou contornos ainda mais dignos graças à dublagem de qualidade, que traduziu com respeito e emoção o conteúdo original.
Mesmo com apenas uma temporada, O Vingador deixou um legado — não só como um dos primeiros super-heróis negros da televisão, mas como uma das produções mais instigantes exibidas na Sessão Aventura. Para quem assistiu à série nas tardes da Globo, aquele traje escuro, os voos noturnos da armadura e a voz firme de Alfredo Martins continuam ecoando como símbolo de um tempo em que a TV aberta, com a ajuda da dublagem, era capaz de nos apresentar heróis que realmente pareciam humanos.







