The Real Adventures of Jonny Quest
As Incríveis Aventuras de Jonny Quest

- de 26/08/1996 a 16/04/1997.
- 2 temporadas (52 episódios).
- Hanna-Barbera Cartoons.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
VTI - Rio
MÍDIAS:
Televisão e DVD
Elenco Principal












Aparições Recorrentes
























Outros






A Dublagem
Explorar ruínas antigas, enfrentar monstros mitológicos ou invadir realidades virtuais exige mais do que coragem — exige um time de vozes que dê vida às aventuras com emoção e credibilidade.
Quando As Incríveis Aventuras de Jonny Quest chegou ao Brasil, a missão da dublagem era clara: reconectar a nova geração a um universo clássico da Hanna-Barbera sem perder o espírito da série original. A tarefa não era fácil, mas o resultado é lembrado até hoje como uma das versões mais marcantes da franquia.
Uma reformulação ambiciosa
Lançada originalmente nos Estados Unidos em 1996 como The Real Adventures of Jonny Quest, a série foi idealizada como uma grande atualização do universo criado em 1964 por Doug Wildey. Com 52 episódios, a nova animação dividiu-se entre duas equipes criativas: a primeira, comandada por Peter Lawrence, que apostava em enredos de mistério e exploração científica com forte base realista; e a segunda, formada por Cosmo Anzilotti, John Eng, Davis Doi e Larry Houston, que inclinou os roteiros para o lado da ficção científica e aventuras em ambientes virtuais.
A principal inovação visual foi a introdução do QuestWorld, um ciberespaço tridimensional gerado por animação computadorizada — ousado para os padrões técnicos da época. Com distribuição da Turner Entertainment e apoio de uma massiva campanha de marketing, a série estreou simultaneamente em diversos canais como Cartoon Network, TBS e TNT, sendo exibida até 21 vezes por semana nos Estados Unidos.
Sua chegada ao Brasil: do culto ao canal aberto
No Brasil, As Incríveis Aventuras de Jonny Quest estreou no Cartoon Network em meados de 1996, sendo posteriormente reprisada no Tooncast e exibida também em TV aberta pela Rede Globo. Embora a série tenha dividido opiniões lá fora, por aqui encontrou um público fiel — tanto entre os nostálgicos da versão de 1964, quanto entre os jovens fascinados pelo visual digital do QuestWorld e pela nova integrante do grupo, Jessie Bannon. A presença de um elenco de vozes coeso e experiente contribuiu para que essa nova fase fosse bem recebida pelos espectadores brasileiros.
A dublagem: vozes que desenham aventuras
A dublagem brasileira da série foi produzida pela VTI Rio, um dos estúdios mais tradicionais do país, com histórico sólido em adaptações para televisão e home video nos anos 1990. Sob uma direção ainda pouco documentada, a VTI reuniu um elenco talentoso que conseguiu transpor para o português a emoção, o ritmo e os conflitos dos episódios com fidelidade e personalidade.
O protagonista Jonny Quest ganhou a voz de Luiz Sérgio Vieira, que interpretou o personagem com uma entonação vibrante e espirituosa, transmitindo tanto a inteligência precoce quanto a ousadia característica do jovem herói.
Ao seu lado, Marcos Souza emprestou sua voz a Hadji, equilibrando serenidade e sensibilidade com uma presença vocal marcante que reforçava a sabedoria precoce do personagem indiano. O cientista e pai, Dr. Benton Quest, foi interpretado por Júlio Cézar Barreiros, cuja voz grave e pausada dava o peso emocional necessário ao personagem, sempre dividido entre a razão científica e o cuidado paterno.
O guarda-costas e mentor Race Bannon teve a voz forte e segura de Gutemberg Barros, que trouxe virilidade e firmeza ao personagem, sem abrir mão de nuances emocionais nas cenas mais sensíveis. Já a estreante Jessie Bannon, a filha de Race e novidade do elenco principal, foi dublada por Adriana Torres, que com leveza e energia imprimiu um tom moderno e cativante à personagem, tornando-a uma presença importante na dinâmica da equipe.
Por razões até hoje pouco esclarecidas, os cinco episódios finais da série não foram dublados na VTI, mas sim no estúdio Double Sound, também sediado no Rio de Janeiro. A direção ficou a cargo de Anderson Coutinho, e embora tenha havido mudança no ambiente técnico e possivelmente em algumas vozes de apoio, a continuidade do tom geral da série foi respeitada, permitindo que a dublagem se encerrasse com coesão e respeito ao trabalho iniciado.
Múltiplas vozes, uma mesma aventura
A franquia Jonny Quest é, sem dúvida, um dos marcos da animação clássica e uma das primeiras tentativas sérias de unir ação, ciência e espionagem no formato cartoon. E ao longo de suas três encarnações — a original dos anos 1960, o revival de 1985 e a versão modernizada de 1996 — a dublagem brasileira sempre teve papel fundamental para preservar o espírito aventureiro da série, criando memórias afetivas fortes para quem cresceu ouvindo essas vozes nas manhãs de TV aberta ou nas tardes de Cartoon Network.
A versão de 1996, em especial, destaca-se por ter sido uma ponte entre gerações. Ao trazer um novo visual e incluir o QuestWorld, ela expandiu o universo da série sem apagar sua essência. As interpretações feitas por Luiz Sérgio Vieira, Adriana Torres e demais colegas mostram como uma boa dublagem é capaz de não apenas traduzir, mas de interpretar — entregando ao público brasileiro uma leitura rica, viva e duradoura de uma animação que já era icônica.
Embora a série não tenha se sustentado em termos de audiência nos EUA, no Brasil seu impacto foi amplificado justamente pelo trabalho de dublagem — que soube tornar próximas as aventuras que se passavam nos confins do planeta… ou no coração digital de uma rede virtual futurista.












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