Spin City
Spin City - Limpando a Barra
- de 17/09/1996 a 30/04/2002
- 6 temporadas (145 episódios).
- DreamWorks Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Alfredo Martins
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Double Sound
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


















A Dublagem
Quando chegou ao Brasil, a sitcom americana Spin City já carregava prestígio internacional. Produzida entre 17 de setembro de 1996 e 30 de abril de 2002, a série da DreamWorks Television e Ubu Productions, em associação com a Paramount Television, retratava os bastidores da prefeitura de Nova York de maneira leve, irônica e com um elenco de peso.
No Brasil, a série foi exibida em diferentes emissoras de TV aberta e também em canais por assinatura, sempre com boa recepção do público. Sua dublagem, realizada pela Double Sound, ajudou a transformar os personagens em figuras próximas dos brasileiros, garantindo uma identificação imediata com o humor político da produção.
A engrenagem política e o coração da série
O enredo de Spin City se passa dentro do gabinete do fictício prefeito Randall Winston, vivido por Barry Bostwick. Winston é carismático, mas desajeitado, e muitas vezes alheio à gravidade das crises que cercam sua administração. Quem realmente fazia a máquina funcionar era o vice-prefeito Mike Flaherty, interpretado por Michael J. Fox. Mike é o cérebro por trás da prefeitura: rápido, carismático, conciliador e capaz de apagar qualquer incêndio político antes que se transformasse em escândalo.
Ao redor dele orbitava uma equipe excêntrica e hilária. O assessor de imprensa Carter Heywood (Michael Boatman) trouxe discussões progressistas e diversidade para a série, sendo um dos primeiros personagens gays tratados com naturalidade em uma sitcom. Paul Lassiter (Richard Kind) era o relações públicas ingênuo, sempre metido em confusões, enquanto Stuart Bondek (Alan Ruck) destoava com seu humor ácido e comportamento politicamente incorreto. Nikki Faber (Connie Britton), por sua vez, equilibrava o grupo com sensatez, inteligência e uma pitada de romantismo.
Essa combinação de personalidades criava um equilíbrio perfeito entre crítica política e comédia de costumes. Porém, após quatro temporadas, Michael J. Fox precisou deixar a série devido à luta contra o Mal de Parkinson. A produção então se reinventou: Heather Locklear entrou como a sofisticada estrategista de mídia Caitlin Moore, e logo depois, Charlie Sheen assumiu o protagonismo como o impetuoso Charlie Crawford, trazendo uma energia mais debochada e irreverente, que mudou o tom da narrativa.
Da estreia internacional à recepção brasileira
No Brasil, a série desembarcou primeiramente na TV Globo, e mais tarde reprisada em canais como Sony Entertainment Television e outras grades de TV paga.
O público brasileiro, acostumado a sitcoms mais familiares como Friends e Seinfeld, encontrou em Spin City uma comédia política diferente, com humor afiado e situações absurdas envolvendo a gestão pública. A tradução do título já reforçava o tom: políticos tentando “se safar” de escândalos e limpar sua própria barra diante da opinião pública.
Também foi exibida no Multishow onde recebeu o nome de Limpando a Barra.
Vozes que marcaram: a dublagem brasileira
A versão brasileira de Spin City foi dublada no estúdio Double Sound, sob direção de dublagem de Alfredo Martins. O trabalho dos dubladores foi decisivo para aproximar o público dos personagens.
Manolo Rey deu voz a Mike Flaherty, imprimindo carisma e energia na medida certa, refletindo o ritmo acelerado do personagem de Michael J. Fox. Márcio Seixas, um dos nomes mais icônicos da dublagem brasileira, trouxe a gravidade cômica perfeita ao prefeito Randall Winston, contrastando com as trapalhadas do governante. Já Guilherme Briggs transformou Paul Lassiter em uma figura ainda mais divertida, acentuando seu tom ingênuo e desastrado.
Outro destaque foi Eduardo Dascar, que emprestou sua voz a Carter Heywood, transmitindo a firmeza e ao mesmo tempo a vulnerabilidade do personagem. Hélio Ribeiro, como Stuart Bondek, manteve o sarcasmo intacto, enquanto Silvia Goiabeira deu leveza e naturalidade a Nikki Faber. Com a chegada de novos personagens, Mariangela Cantú encarnou a sofisticação de Caitlin Moore, e Marco Ribeiro fez de Charlie Crawford um protagonista vibrante, carregando o sarcasmo característico de Charlie Sheen para o público brasileiro.
Essa sinergia entre vozes e personalidades ajudou a manter a essência cômica da série, mostrando mais uma vez a força da dublagem nacional em traduzir não apenas diálogos, mas tons, ritmos e atmosferas.
O impacto de uma sátira política
Mesmo após o fim de sua exibição em 2002, Spin City deixou uma marca no gênero das sitcoms. Foi uma das primeiras a misturar de forma tão explícita a política e o humor, antecipando em tom leve. Além disso, representou um marco na carreira de Michael J. Fox, que se despediu das grandes produções regulares de TV com uma performance aclamada, mas também mostrou a versatilidade de Charlie Sheen em assumir o comando de uma sitcom de prestígio.
No Brasil, Limpando a Barra permanece na memória dos que acompanharam sua exibição na TV aberta e na TV por assinatura, sobretudo por seu elenco afinado e pela dublagem de alto nível que manteve viva a graça dos diálogos.
Mais do que uma comédia sobre bastidores políticos, Spin City foi uma série sobre relações humanas em meio ao caos do poder, onde crises, vaidades e amizades se misturavam em ritmo acelerado — algo que, traduzido pelas vozes brasileiras, ganhou vida própria e conquistou um público fiel.










