F/X: The Series
F/X: A Série
- de 09/09/1996 a 25/05/1998.
- 1 temporada (17 episódios, 2 segmentos).
- CTV.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
José Santana
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal














A Dublagem


A Dublagem
No final dos anos 1990, a televisão viveu uma explosão de séries de ação e suspense que misturavam tecnologia, drama policial e carisma de protagonistas improváveis. Entre elas, F/X: A Série — baseada no cultuado filme homônimo dos anos 1980 — chegou como uma produção canadense que apostava alto em um conceito irresistível: e se um mestre dos efeitos especiais de Hollywood passasse a usar seu talento para capturar criminosos?
Produzida no Canadá e exibida originalmente pela CTV entre 9 de setembro de 1996 e 25 de maio de 1998, a série trouxe Cameron Daddo como o engenhoso Rollie Tyler e Kevin Dobson como o veterano detetive Leo McCarthy. O resultado foi uma mistura entre thriller policial e show de truques cinematográficos, marcada pelo estilo dinâmico e pelo charme noventista.
Truques, Perseguições e Crimes
F/X: The Series se passa em Nova York (ainda que filmada quase integralmente em Toronto), e acompanha Rollie Tyler, um especialista em efeitos visuais que acaba colaborando com a polícia de Nova York em casos complexos.
Usando truques de filmagem, pirotecnia e ilusões dignas de Hollywood, Rollie ajuda o detetive McCarthy a capturar criminosos de maneiras tão engenhosas quanto perigosas.
A primeira temporada manteve a estrutura de casos da semana, sempre intercalando ação com uma boa dose de humor e tecnologia prática — em uma era em que CGI ainda engatinhava. O contraste entre a mente criativa de Tyler e a postura tradicional de McCarthy dava à série um ritmo ágil e leve.
Com a morte do personagem de Dobson no final da primeira temporada, a série reformulou-se em 1997: entrou em cena a detetive Mira Sanchez (Jacqueline Torres), uma policial determinada que substitui McCarthy como parceira de Rollie. A presença feminina trouxe um novo tom à narrativa, reforçado pela participação de Christina Cox como Angie Ramirez, coadjuvante recorrente e responsável por momentos de alívio cômico e tensão emocional.
Destaque na Sessão Aventura
No Brasil, F/X: A Série desembarcou oficialmente pela Rede Globo, como uma das novidades da programação de férias da emissora. Em 6 de janeiro de 1998, a série estreou na tradicional Sessão Aventura, ocupando o horário de Malhação — que, na época, entrava em recesso.
A Globo programou um bloco temático de produções internacionais, exibindo Nikita, Conan, As Aventuras de Sinbad e Amor e Liberdade. Às terças-feiras, era a vez de F/X: A Série, atraindo o público com cenas de ação urbanas e o charme dos bastidores de efeitos visuais.
A Dublagem Brasileira
A dublagem brasileira de F/X: A Série foi realizada nos estúdios Herbert Richers, no Rio de Janeiro — sinônimo de qualidade e reconhecimento para as produções da época. A direção ficou a cargo do experiente José Santana, cuja voz marcante também pode ser ouvida na leitura dos títulos de abertura, emprestando um ar solene e cinematográfico à introdução da série.
O elenco de vozes contou com nomes competentes: Marcus Jardym deu vida ao protagonista Rollie Tyler, transmitindo com precisão o misto de sagacidade e sensibilidade do personagem. Adriana Torres dublou Angie, imprimindo autoridade e humanidade.
Entre os demais personagens, Iara Riça se destacou como Mira Sanchez, entregando uma performance vibrante e dinâmica, enquanto Clécio Souto e Jorge Vasconcellos emprestaram vozes a policiais e coadjuvantes da trama, Francis e Leo. A dublagem manteve o tom sério, mas com um ritmo ágil, adaptando expressões e gírias sem descaracterizar a ambientação nova-iorquina da série.
O trabalho da Herbert Richers se consolidou como um exemplo do equilíbrio entre fidelidade e naturalidade, algo essencial para o sucesso das séries estrangeiras na televisão aberta brasileira dos anos 90.
Truques e Memória Televisiva
Embora F/X: A Série tenha durado apenas duas temporadas (40 episódios), sua mistura de efeitos práticos, narrativa policial e humor técnico a transformou em um marco cult entre os fãs do gênero. A série antecipou o fascínio que produções futuras teriam pelo “bastidor da tecnologia”.
No Brasil, a lembrança permanece viva entre os nostálgicos da Sessão Aventura, que viam em F/X um exemplo da ousadia da TV aberta em trazer produções internacionais sofisticadas para o público da tarde.
Hoje, revisitar a série é retornar a um tempo em que o crime era resolvido com engenhosidade prática, efeitos pirotécnicos e um toque de charme noventista — tudo embalado pela magia da dublagem brasileira.






