Lost
Lost
- de 22/09/2004 a 23/05/2010.
- 6 temporadas (121 episódios).
- Bad Robot Productions e Touchstone Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Jorge Andrade
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão e DVD
Elenco Principal

































Aparições Recorrentes




























A Dublagem
A série Lost, produzida por Bad Robot Productions e Touchstone Television, estreou em 22 de setembro de 2004 nos Estados Unidos e rapidamente se tornou um fenômeno global.
Combinando elementos de ficção científica, drama e suspense, a produção acompanha os sobreviventes do voo Oceanic 815 após um acidente misterioso em uma ilha no Pacífico Sul. No Brasil, a série estreou na Rede Globo trazendo consigo uma dublagem com desafio de traduzir não apenas diálogos, mas emoções complexas e nuances dramáticas.
Trama Complexa e Personagens Inesquecíveis
Lost é muito mais do que uma história sobre um acidente aéreo. Desde o primeiro episódio, a série se destaca por sua narrativa altamente serializada, combinando o drama da sobrevivência na ilha com elementos sobrenaturais e mistérios intrincados.
O enredo se desdobra em seis temporadas, totalizando 121 episódios, explorando tanto os acontecimentos no presente quanto flashbacks e flashforwards que revelam a vida dos personagens antes e depois do acidente.
Os sobreviventes são compostos pelo cirurgião Jack Shephard, que assume naturalmente o papel de liderança, enquanto Kate Austin, Sawyer, John Locke, Hurley, Sayid e outros enfrentam desafios que testam não apenas sua sobrevivência física, mas também suas convicções morais e emocionais.
Com o passar das temporadas, a trama introduz a organização misteriosa DHARMA Initiative, fenômenos temporais e entidades enigmáticas, como o “Homem de Fumaça” e Jacob, que ampliam ainda mais a complexidade da história. Cada episódio é estruturado para aprofundar a personalidade dos personagens, criando ligações emocionais fortes com o público.
Chegada e Trajetória no Brasil: da Globo à Netflix
No Brasil, Lost estreou com grande expectativa na Globo no dia 5 de fevereiro de 2006, exibindo o primeiro episódio em formato duplo em um domingo e alcançando 29 pontos no IBOPE.
A série passou a ser exibida nas madrugadas de segunda a sexta, mantendo uma audiência sólida nas temporadas seguintes, mesmo em horários menos tradicionais. A quarta temporada contou com episódios especiais exibidos em domingos, alcançando 14 pontos de média, enquanto a quinta e a sexta temporadas seguiram em horários variados na madrugada, mantendo a fidelidade do público.
Além da Globo, a série também teve espaço em canais de TV paga, como o AXN, onde chegou no dia 7 de Março de 2005. O canal exibiu as primeiras temporadas entre 2005 e 2009, garantindo alcance para um público mais segmentado e ávido por drama e suspense.
Com o tempo, Lost tornou-se acessível em plataformas de streaming como Netflix que trouxe a série no dia 15 de agosto de 2024, consolidando sua presença junto a novas gerações de espectadores e permitindo revisitar toda a complexidade narrativa da produção. Na plataforma ficou até 14 de agosto de 2025.
A Redublagem e a Unificação das Vozes
Após a exibição das duas primeiras temporadas de Lost com dublagem original na Álamo, a série passou a ser redublada pela Herbert Richers, sob a direção de Mário Jorge Andrade.
Essa mudança ocorreu em razão de negociações com o sindicato de dubladores e ajustes contratuais feitos pela Disney, que buscava uniformizar a dublagem das temporadas para a distribuição em televisão e DVD.
A Herbert Richers cuidou das temporadas subsequentes até o encerramento de suas atividades em 2009, momento em que a responsabilidade pela dublagem foi transferida para a Delart. Apesar da mudança de estúdio, a equipe de vozes permaneceu intacta, garantindo continuidade e coerência na interpretação dos personagens. A direção permaneceu nas mãos de Mário Jorge Andrade, mantendo o padrão de qualidade e a fidelidade ao tom original da série.
Posteriormente, para unificar as vozes das duas primeiras temporadas com as temporadas posteriores, a Disney contratou a TV Group Digital para uma redublagem das primeiras temporadas. Esse trabalho manteve o mesmo elenco de vozes, mas contou com a direção de Rita Lopes e a co-direção de Diego Marques e Vagner Fagundes.
A redublagem garantiu uma experiência consistente para os espectadores, eliminando diferenças sutis na interpretação e na sonoridade das vozes entre os estúdios, consolidando Lost como uma série de referência em termos de qualidade de dublagem no Brasil.
Nesse trabalho, Philippe Maia, como Jack Shephard, trouxe à vida o médico líder dos sobreviventes com um equilíbrio impressionante entre autoridade e fragilidade emocional; Sylvia Salustti, dublando Kate Austin, destacou-se por sua capacidade de alternar entre momentos de ação, vulnerabilidade e emoção contida. Sua interpretação trouxe veracidade ao conflito interno da personagem, equilibrando o espírito independente de Kate com suas ligações afetivas complexas; Guilherme Briggs, como James “Sawyer” Ford, imprimiu o sarcasmo e o humor irônico característicos do personagem, mas também revelou seu lado mais sensível nas cenas dramáticas; Mauro Ramos, na voz de John Locke, transmitiu a aura mística e o mistério que envolve o personagem. Ramos equilibrou a paciência e a determinação de Locke com momentos de tensão.
Outros destaques dessa versão incluem: Samir Murad, como Sayid Jarrah, numa interpretação contida e estratégica, transmitindo a inteligência, disciplina e conflitos internos do personagem sem exageros. Já Cláudio Galvan, na voz de Hugo “Hurley” Reyes, conseguiu unir humor e sensibilidade, conferindo leveza ao personagem.
Impacto cultural e repercussão duradoura
Lost permanece como uma das séries mais influentes da televisão contemporânea. Além de conquistar milhões de espectadores, a série foi premiada com Emmy, Globo de Ouro e SAG Awards, sendo reconhecida por sua narrativa inovadora e personagens complexos.
A dublagem brasileira contribuiu significativamente para a recepção da série no país, criando identificação e empatia com o público local, seja com vozes da Álamo ou da Herbert Richers.
Mesmo anos após seu fim, a série continua a ser estudada, debatida e revisitada, com sua dublagem brasileira servindo como referência de qualidade e fidelidade em tradução audiovisual, provando que a magia de Lost transcende idiomas e gerações.


















