Foofur
Foofur
- de 13/09/1986 a 18/02/1988.
- 2 temporadas (26 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Mastersound
MÍDIAS:
VHS
Elenco Principal














Outros


A Dublagem
Quando Foofur desembarcou no Brasil, trouxe junto um sopro de novidade: um bloodhound azul, magrelo e gentil que, com sua turma, transformava uma antiga mansão no cenário de aventuras com humor miolo-mole e comentários marotos sobre “gente grande” tentando mandar nos bichos.
A estreia veio acompanhada de uma dublagem feita no Brasil pela Herbert Richers, que ajudou o público infantil a adotar Foofur e companhia em tempo recorde.
Uma mansão, uma matilha e um humor à la HB
Produzido pela Hanna-Barbera em parceria com a SEPP International, Foofur foi ao ar nos EUA pela NBC entre 1986 e 1988 — fase em que o estúdio investia em comédias de turma com identidades visuais fortes.
A criação é associada ao cartunista Phil Mendez (o mesmo nome por trás de Kissyfur), e a premissa é cristalina: Foofur herda (de forma meio torta) uma mansão em Willowby, percebe que casa grande demais não enche a alma, e resgata os amigos do canil para viverem juntos — sempre driblando humanos enxeridos e encrencas do cotidiano.
O charme está nos tipos: Louis, o bulldogue durão de bom coração; Annabell, a sheepdog romântica; Hazel e Fritz-Carlos, casal “de fino trato” com nariz empinado; Fencer, um gato entusiasta das artes marciais; e Rocki, a sobrinha esperta do protagonista.
Cada episódio costura pequenas confusões domésticas com perseguições cartunescas e “golpes de gênio” improvisados — a fórmula clássica HB com ritmo de sitcom, reforçada por trilhas leves e piadinhas que funcionam tanto para criança quanto para quem está de olho nas entrelinhas.
“Deu teto”: a chegada e a trajetória de Foofur no Brasil
A estreia brasileira aconteceu nas férias de julho de 1989, dentro do Xou da Xuxa na Rede Globo, vitrine que catapultou diversos desenhos.
O horário e o empacotamento ajudaram a série a pegar — a ponto de voltar em fita VHS alguns anos depois, rebatizada como Foofur e seu Bando pela distribuidora Mundo Mágico (selo infantil da extinta Mundial Filmes), já com nova dublagem.
No finzinho da década, o desenho reapareceu na RedeTV! (1999–2000), acompanhando a fase de formação da emissora e mantendo viva a lembrança do cão azul entre a garotada que acordava cedo nos fins de semana.
As Vozes da Mastersound
O desenho estreou no Brasil com dublagem da Herbert Richers, mas quando saiu em VHS recebeu uma redublagem feita pela Mastersound, com o relançamento sob o título de Foofur e seu Bando.
Foofur (na voz brasileira dessa fase) veio um pouco mais “ligado na tomada”, o que fazia sentido para fitas que as crianças veriam repetidamente; Louis ganhou contornos de melhor amigo falastrão; Hazel e Fritz-Carlos reforçaram o ar afetado; Pepe, o chihuahua fofoqueiro, virou o “vizinho inconveniente” perfeito.
Essa versão também modernizou algumas adaptações e enxugou referências locais, priorizando diálogos diretos — uma escolha comum em lançamentos de vídeo voltados a consumo contínuo. Para quem viu primeiro na Globo, a troca soava diferente; para quem conheceu pela fita, o registro da Mastersound é a memória afetiva — e é curioso como ambos os elencos preservam a doçura do protagonista e o espírito de “família improvável numa casa grande demais”.
Na Mastersound Foofur foi dublado com uma voz grave por Renato Márcio, enquanto Louis teve a dublagem de Fábio Moura. Já a personagem Hazel recebeu o talento de Tânia Gaidarji na sua interpretação.
Por que Foofur ficou?
Foofur não teve a onipresença de outros títulos da Hanna-Barbera, porém deixou uma marca afetiva sólida por três razões. Primeiro, a figura do “cão azul gentil” que resiste a despejos e impostores sem perder a elegância; é fácil torcer por alguém que prefere arrumar a casa (e a turma) a “ganhar no grito”. Segundo, a série ajudou a consolidar, no Brasil, a ponte Globo–VHS–manhãs de outra emissora, um ciclo de vida típico dos desenhos oitentistas que prolongou a memória de muita gente. Terceiro, as duas dublagens ofereceram portas de entrada diferentes e igualmente válidas — a da TV, mais “brincalhona de auditório”; a do vídeo, mais objetiva e ritmada — reforçando o arquétipo do grupo que é família porque escolheu ser família.
Não à toa, Foofur segue aparecendo em listas e guias nostálgicos, e volta e meia ressurge em catálogos digitais mundo afora, mantendo vivo esse cantinho azul da Hanna-Barbera.











