Robotboy
Roboboy
- de 01/11/2005 a 27/09/2008.
- 2 temporadas (52 episódios, 104 segmentos).
- Alphanim LuxAnimation.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Ettore Zuim
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Som de Vera Cruz
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal



















Aparições Recorrentes


Texto de abertura em português
– Caro Professor Moshimo, como vai a sua mais nova invenção?
Tommy Turnbull
– Caro Tommy, tenho medo que caia em mãos erradas. Eu gostaria que ficasse em um bom lugar, onde aprendesse a ser um menino de verdade.
A Dublagem
Robotboy (no Brasil, Roboboy) foi uma coprodução internacional entre Reino Unido, França e Estados Unidos, desenvolvida por Jan Van Rijsselberge e produzida pela Alphanim (atual Gaumont Animation) em parceria com LuxAnimation e o canal France 3. O estúdio Cartoon Network Studios também esteve envolvido, principalmente para a distribuição.
A primeira temporada (2005–2006) contou com direção de Charlie Bean, conhecido por trabalhar em O Laboratório de Dexter. Já a segunda (2007–2008) ficou sob os cuidados de Bob Camp (de Ren & Stimpy) e Heath Kenny.
No total, foram 52 episódios divididos em 104 segmentos, exibidos originalmente entre 1º de novembro de 2005 e 27 de setembro de 2008.
A História
A série acompanha Robotboy, a criação mais avançada do cientista Professor Moshimo. Temendo que sua invenção fosse roubada pelo vilão Dr. Kamikazi e por seu assistente desastrado Constantine, Moshimo decide confiar o pequeno robô a Tommy Turnbull, um garoto de 10 anos que vive em San Francisco e é um grande fã do inventor.
Enquanto se esconde dos vilões, Robotboy aprende sobre amizade, emoções e humanidade ao lado de Tommy, do atrapalhado mas leal Gus e da destemida Lola. O robô possui a habilidade de se superativar, transformando-se em uma versão de combate muito mais poderosa — recurso fundamental para enfrentar os planos malignos de Kamikazi.
O tom da série mistura ação, comédia e emoção, sempre explorando a dualidade de Robotboy: ser uma arma de destruição em potencial ou simplesmente um menino comum.
Exibição no Brasil e no Mundo
No exterior, a série estreou em 2005 no Cartoon Network do Reino Unido e chegou aos Estados Unidos em janeiro de 2006. Também foi exibida pela France 3, além de diversos canais na Europa e América Latina.
No Brasil o Cartoon Network trouxe a série ainda em 2005 onde ficou por quatro anos. Na TV aberta a Rede Globo exibiu episódios dentro do TV Xuxa e do bloco Festival de Desenhos.
As Vozes Brasileiras
No Brasil, Robotboy ganhou vida no estúdio Som de Vera Cruz, no Rio de Janeiro, sob direção de Ettore Zuim. A equipe de vozes conseguiu equilibrar o tom divertido e, ao mesmo tempo, heroico da série.
O pequeno robô azul foi interpretado por Gabriel Borba, que transmitiu tanto a inocência infantil quanto a força de sua superativação. Seu melhor amigo, Tommy Turnbull, ficou a cargo de Luciano Monteiro, com uma interpretação que ressaltava a lealdade e a coragem do garoto.
O inseparável Gus foi vivido por Erick Bougleux, que trouxe a dose exata de humor e exagero ao personagem guloso e atrapalhado. Já a corajosa Lola ganhou vida com Hannah Buttel, em uma atuação equilibrada entre determinação e sensibilidade.
Entre os adultos, o sábio Professor Moshimo foi dublado por Jorgeh Ramos, enquanto o vilanesco Dr. Kamikazi recebeu a voz caricata e imponente de Isaac Schneider, sempre acompanhado pelo atrapalhado Constantine, interpretado por José Luiz Barbeito.
A família de Tommy também teve destaque: Caio César Cardoso como o irmão Donnie e Maíra Góes como a mãe, Debbie. E ainda houve espaço para novas criações, como a Robogirl, que contou com a voz marcante de Luisa Palomanes.
Até Hoje Lembrado
Apesar de não ter alcançado o mesmo status de fenômeno de outros desenhos da época, Robotboy marcou os anos 2000 como uma mistura de ação futurista e lições de amizade. Muitos fãs lembram dele como uma espécie de “primo europeu” de Astro Boy e até uma versão ocidentalizada de Mega Man, mas com personalidade própria.
A série também foi um exemplo da globalização das animações na década de 2000: criada na Europa, com direção americana e exibida mundialmente, provou que boas histórias conseguem ultrapassar fronteiras.




