Criminal Minds
Mentes Criminosas
- de 22/09/2005 a 19/02/2020
- 18 temporadas (352 episódios).
- ABC, CBS e Paramount.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Hércules Franco, Manolo Rey, Gabriella Bicalho e Marisa Leal
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Delart e TV Group Digital
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal












Aparições Recorrentes













A Dublagem
Em setembro de 2005, a televisão americana apresentou ao público uma série policial com uma abordagem diferente: em vez de focar no “quem fez”, a pergunta era “por que fez?”. Assim nasceu Mentes Criminosas (Criminal Minds), que mergulhou fundo na psicologia dos assassinos e nos traumas dos agentes que os caçam. A Unidade de Análise Comportamental (BAU), um time de elite do FBI sediado em Quantico, passou a ser a lente pela qual a violência da América era dissecada episódio a episódio.
Produzida pela ABC Studios em parceria com a CBS Television Studios e a Paramount, a série teve um percurso de sucesso que durou 15 temporadas regulares, retornando depois com o revival Criminal Minds: Evolution, já em sua 18ª temporada em 2025. Ao longo de quase duas décadas, acompanhamos as missões da BAU, seus dramas pessoais, e as ameaças — humanas ou quase sobrenaturais — que assombram o século XXI.
A Anatomia do Mal
A trama gira em torno de agentes especialistas em traçar perfis criminais — os “profilers” — que entram nas mentes dos criminosos mais cruéis, tentando prever seus próximos passos. No coração da equipe, personagens icônicos foram moldados com profundidade rara em dramas policiais.
Dr. Spencer Reid (Matthew Gray Gubler), com seu QI de 187, memória eidética e formação em diversas áreas, tornou-se o favorito dos fãs e o verdadeiro “Mulder” da série — uma mente brilhante entre os métodos mais convencionais. Já Aaron “Hotch” Hotchner (Thomas Gibson), o líder estoico e firme, carregava o peso da responsabilidade de cada decisão.
Jason Gideon (Mandy Patinkin), mentor e criador do time, teve uma trajetória trágica e breve, abrindo espaço para o veterano David Rossi (Joe Mantegna), cofundador da UAC e um dos pilares emocionais da série. Derek Morgan (Shemar Moore), Jennifer “JJ” Jareau (A. J. Cook), Penelope Garcia (Kirsten Vangsness) e Emily Prentiss (Paget Brewster) também compõem o núcleo clássico, cada um trazendo empatia, coragem e inteligência emocional ao time.
Ao longo das temporadas, outros nomes se somaram à equipe: Alex Blake (Jeanne Tripplehorn), Kate Callahan (Jennifer Love Hewitt), Luke Alvez (Adam Rodriguez), Tara Lewis (Aisha Tyler) e Matt Simmons (Daniel Henney), trazendo novas camadas e especializações à UAC.
Com roteiros que mesclavam terror psicológico, investigações criminais e desenvolvimento de personagens, a série também foi corajosa ao lidar com temas como abuso, luto, dependência química, estresse pós-traumático e saúde mental.
Do Quântico às Madrugadas: A trajetória de Criminal Minds no Brasil
A jornada de Criminal Minds na televisão brasileira foi marcada por uma evolução gradual, mas sólida — da madrugada discreta à consagração como um dos maiores sucessos do canal AXN. No Brasil, a série ganhou dois títulos distintos conforme a emissora: foi exibida como Criminal Minds no canal fechado AXN, e como Mentes Criminosas na Rede Globo.
A estreia oficial da série por aqui aconteceu em 2005 pelo AXN, que desde então manteve exibição regular e se tornou o lar definitivo da unidade de análise comportamental. Tanto que, em janeiro de 2020, a emissora celebrou o início do fim com a estreia da 15ª e última temporada — apenas cinco dias após a exibição original americana pela CBS, reforçando a importância da série no catálogo do canal. Não por acaso, Criminal Minds é considerada até hoje a série de maior audiência do AXN no Brasil.
Na TV aberta, a entrada se deu mais tarde, de forma estratégica. A Rede Globo incluiu Mentes Criminosas em sua programação a partir do dia 4 de janeiro de 2012, como parte de uma reformulação da faixa “late night”, durante as férias do Programa do Jô.
A série passou a ser exibida nas madrugadas de quarta-feira, em sequência com outras produções inéditas como Hawaii Five-0 e Agentes Fora da Lei. O episódio de estreia escolhido foi “Agressivo ao Extremo”, introduzindo ao público da Globo o trabalho tenso e fascinante da Unidade de Análise Comportamental do FBI.
Quando retornou à grade da Globo em 26 de fevereiro de 2018, dessa vez trazia um visual renovado: o logotipo padronizado com a exibição americana, mas traduzido para o português — marcando uma tentativa mais alinhada com o branding internacional da série. Embora nunca tenha ocupado um horário nobre na emissora, Mentes Criminosas conquistou um público fiel, mesmo em exibições tardias, graças ao seu ritmo envolvente e ao apelo psicológico dos enredos.
A Voz da Mente Criminosa
A versão brasileira de Mentes Criminosas também se destacou pela qualidade das vozes que acompanharam os agentes da BAU ao longo das investigações. A dublagem da série passou por duas fases distintas, ambas mantendo um padrão de excelência vocal e direção cuidadosa para captar o tom denso e psicológico das histórias.
Na primeira etapa, a dublagem foi realizada pelo estúdio Delart, com direção dividida entre três profissionais experientes: Hércules Franco, Manolo Rey e Gabriella Bicalho. Esta fase abrange a maior parte das temporadas originais e consolidou as vozes que o público brasileiro passou a associar aos personagens: Thadeu Mattos como o sensível Dr. Spencer Reid, Jorge Lucas na liderança firme de Aaron Hotchner, Duda Ribeiro como o carismático Derek Morgan e Aline Ghezzi na interpretação afetuosa e extrovertida de Penelope Garcia.
A segunda etapa da dublagem, já nas temporadas mais recentes e no revival Criminal Minds: Evolution, ficou a cargo do estúdio TV Group Digital, com direção de Marisa Leal, que também dubla Emily Prentiss na versão brasileira. Essa fase manteve a continuidade das vozes sempre que possível, respeitando a construção emocional de cada personagem ao longo dos anos.
Com um elenco afiado e direções que souberam equilibrar técnica e emoção, a dublagem brasileira foi essencial para o sucesso da série no país. O trabalho das duas casas de dublagem permitiu que o público acompanhasse não só os casos, mas também os dilemas internos de cada membro da equipe, com sensibilidade e respeito ao texto original.
Repercussão
Mentes Criminosas não foi apenas um procedural policial — foi uma imersão psicológica. A série gerou dois spin-offs (Suspect Behavior e Beyond Borders), além de uma versão documental, The Real Criminal Minds, com casos reais. E, em pleno 2025, segue ativa com Criminal Minds: Evolution, provando que o interesse por entender o mal nunca sai de moda.
A permanência de Reid como o único personagem desde o episódio piloto até quase o final da série consolidou sua imagem como ícone da franquia. Seus dilemas pessoais — vício, luto, genialidade — e sua humanidade silenciosa o tornaram mais do que um gênio: ele é a alma da série.
Mentes Criminosas se despede e se reinventa, mas sempre deixa a mesma reflexão: o que define um monstro — e quem está disposto a enfrentá-lo?






