The Fairly OddParents
Os Padrinhos Mágicos
- de 30/03/1991 a 26/07/2017.
- 10 temporadas (172 episódios - 294 segmentos)
- Frederator Incorporated.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Monjardim/ Hélio Ribeiro/ Jorge Vasconcellos
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Delart/ Som de Vera Cruz
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal















Aparições Recorrentes











































A Dublagem
Letra do Tema de Abertura em Português
Timmy é um garoto bom
Mas tem que aturar
O pai, a mãe e a Vicky,
Nele querem só mandar
Vicky: Pra Cama!!!
Escuridão e o medo então
Vão logo se afastar
Seus peixinhos lá estão
E seus desejos vão
Já já realizar
Eles são seus padrinhos, Padrinhos Mágicos
Wanda: Asinhas e varinhas
Cosmo: E o resto as coroinhas
Padrinhos, Padrinhos Mágicos
Sensação, feijão, corpão, carrão!
Timmy: Quadrada, enjoada que nem suco de goiaba
Serpentina, bolo e mate, batatinha e chocolate!
Padrinhos, Padrinhos Mágicos
Tudo bem se um garoto tem padrinhos mágicos!
Vicky: Tô sabendo!
A Dublagem
Criado por Butch Hartman e lançado em 2001 pela Nickelodeon, The Fairly OddParents – que por aqui ficou conhecido como Os Padrinhos Mágicos – rapidamente se transformou em uma das animações mais populares do início dos anos 2000.
O desenho desembarcou no Brasil, inicialmente no Fox Kids, e logo se tornou presença constante na televisão brasileira com seu humor afiado, personagens cativantes e enredos que transitavam entre o nonsense e a crítica social.
Entre desejos e confusões
A origem da série remonta a 1998, quando Hartman apresentou à Nickelodeon o curta Fairy GodParents, dentro do programa Oh Yeah! Cartoons. O sucesso garantiu espaço para novos episódios até 2001, quando o canal aprovou uma série própria.
A trama gira em torno de Timmy Turner, um garoto de 10 anos que sofre com a negligência dos pais e a tirania de sua babá, Vicky. A vida do menino muda quando ele recebe como padrinhos-fadas o estabanado Cosmo e a sensata Wanda, capazes de realizar qualquer desejo – desde que não violem as regras do mágico Da Rules.
Entre aventuras em Dimmsdale, encontros com alienígenas, visitas a mundos alternativos e vilões caricatos, o desenho manteve seu ritmo criativo por dez temporadas, exibidas entre 2001 e 2017.
Ao longo dos anos, a série ganhou especiais, filmes em live-action, spin-offs e até crossovers com Jimmy Neutron, consolidando-se como uma das franquias mais importantes da Nickelodeon.
Entre canais e plataformas
No Brasil, Os Padrinhos Mágicos teve uma exibição marcada por diferentes fases e emissoras. Depois da estreia no Fox Kids no dia 5 de abril de 2002, o desenho continuou firme no Jetix onde foi exibido de 2004 a 2009. Em seguida também foi atração do Nickelodeon, Disney Channel e Disney XD.
Na TV aberta, passou primeiro pela Globo, depois pelo SBT, onde integrou o tradicional Bom Dia & Cia, e mais tarde foi exibido também pela Band, dentro do bloco Show de Desenhos e no Band Kids.
Com o avanço do streaming, a série encontrou nova vida em plataformas como Paramount+ (desde 2021), Pluto TV (2022) e até a Netflix (2023), garantindo que novos públicos pudessem conhecer ou revisitar Dimmsdale e suas loucuras mágicas.
Vozes que marcaram gerações
A dublagem de Os Padrinhos Mágicos é lembrada até hoje como uma das mais cuidadosas e queridas do público brasileiro. O trabalho começou no estúdio Delart, no Rio de Janeiro, responsável pelas oito primeiras temporadas, e depois passou à Som de Vera Cruz, que cuidou das duas últimas.
Timmy Turner, no Brasil, passou por três vozes ao longo dos anos. Na estreia, quem deu vida ao menino de boné rosa foi Alexandre Drummond, responsável por toda a 1ª temporada até o episódio 3.11 da segunda. Porém, com a chegada da puberdade, Alexandre não conseguiu manter o timbre infantil característico do personagem. A partir do episódio 3.13, a função passou para Thiago Farias, que se tornaria a voz mais icônica e duradoura de Timmy, permanecendo do fim da 2ª temporada até a 8ª. Thiago conseguiu manter o frescor infantil mesmo crescendo, tornando-se a referência para toda uma geração. Quando decidiu abandonar a carreira de dublador para seguir a engenharia, na 9ª temporada, foi substituído por Luiz Sérgio Vieira, que manteve a voz de Timmy até o final da série, na 10ª temporada. Curiosamente, Alexandre chegou a fazer testes para reassumir o papel nessa transição, mas não conseguiu recriar sua voz original, consolidando Luiz Sérgio como o derradeiro Timmy brasileiro.
No caso de Cosmo, o bastão foi passado diretamente para Guilherme Briggs, que ficou responsável pelo personagem da 1ª até a 10ª temporada. O detalhe curioso é que o papel inicialmente seria de Mário Monjardim, diretor das primeiras fases da dublagem, mas ele preferiu entregá-lo a Briggs, que transformou o personagem em uma das interpretações mais lembradas de sua carreira.
Wanda, por sua vez, ganhou voz pela atriz Nair Amorim, que a interpretou de forma constante ao longo de todas as temporadas. A única exceção conhecida foi em um momento isolado na 8ª temporada (episódio 8.02), durante uma canção, em que outra intérprete assumiu brevemente.
Com a chegada de Poof, o bebê-fada introduzido na 6ª temporada, a escalação brasileira ficou nas mãos de Ana Lúcia Menezes, que manteve a voz da 6ª até a 9ª. Após sua saída, na 10ª temporada, a função passou para Renan Vidal.
Entre os coadjuvantes, algumas vozes também marcaram época. A.J., por exemplo, foi interpretado durante toda a série por Charles Emmanuel, que acompanhou o personagem desde o início. Já Chester, o amigo pobre de Timmy, foi vivido por Erick Bougleux da 1ª até a 9ª temporada, com uma breve participação de Guilherme Briggs em uma canção especial. Outros destaques incluem Ana Lúcia Menezes como Trixie Tang (até a 7ª temporada), Carmen Sheila como a apaixonada Tootie (da 2ª à 7ª), além de interpretações memoráveis de Élida L’Astorina como a Sra. Turner e Luiz Carlos Persy como o Sr. Turner – com uma curiosa substituição de Élida na 8ª temporada, quando a atriz precisou se ausentar por viagem, sendo momentaneamente substituída por Telma da Costa.
Vale lembrar ainda que, nas transmissões brasileiras feitas pelos canais da Disney, os episódios vinham com créditos de dublagem e até mesmo com o logo da Buena Vista International no final da 1ª temporada – algo exclusivo do Brasil e que não aconteceu no restante da América Latina. Isso indica que, ao menos nos primeiros anos, a Disney teve envolvimento direto na dublagem nacional ao lado da Nelvana e da Delart.
Mesmo com as inevitáveis trocas, o trio formado por Timmy, Cosmo e Wanda manteve a essência da série. A união do carisma de Alexandre, Thiago e Luiz Sérgio para o protagonista, a irreverência de Briggs como Cosmo e a firmeza de Nair como Wanda fez com que a versão brasileira se tornasse um caso raro: muitos fãs consideram a dublagem nacional até mais divertida e icônica do que a original em inglês.
A Canção de Abertura
O tema de abertura de Os Padrinhos Mágicos é uma canção que aparece em praticamente todos os episódios e filmes da série, funcionando como a introdução oficial da história. A música resume a premissa básica: a vida nada fácil de Timmy, seus pais distraídos, a terrível babá Vicky e, claro, a presença de seus padrinhos mágicos. Um detalhe marcante é o encerramento da sequência, em que a cabeça de Vicky sempre se transforma em algum objeto diferente, geralmente ligado ao episódio exibido.
A composição foi assinada por Ron Jones em parceria com o criador da série, Butch Hartman, enquanto a versão em português ficou a cargo dos Estúdios Delart. Já a 9ª temporada trouxe novidades: a abertura foi redesenhada em alta definição (HD) e ganhou a inclusão do personagem Poof, marcando uma nova fase na apresentação do desenho.
O coral brasileiro está perfeito e contribui para eternizar na mente dos fãs a abertura brasileira. Uma nova versão foi idealizada para a décima temporada.
Uma animação que continua encantando
O sucesso de Os Padrinhos Mágicos não se limita ao período de sua produção. A série se tornou referência no uso de humor rápido, personagens exagerados e críticas sociais disfarçadas em piadas infantis. No Brasil, o mérito da dublagem elevou ainda mais a obra, tornando-se parte essencial da experiência dos fãs.
Os personagens ganharam camadas únicas com as vozes brasileiras: a inocência agridoce de Timmy, a palhaçada inconfundível de Cosmo e a firmeza maternal de Wanda foram traduzidas de maneira tão eficaz que muitos espectadores sequer imaginam assistir à série em outro idioma.
Mesmo após o encerramento em 2017, Os Padrinhos Mágicos segue vivo – seja em reprises na TV, no streaming, em memes da internet ou no coração de quem cresceu pedindo um desejo secreto aos seus próprios padrinhos mágicos. Mais do que uma animação, a série deixou um legado de criatividade, humor e dublagem de excelência que até hoje inspira gerações.
















