Elenco de Dublagem - Séries

Sekai Ninja Sen Jiraiya - ジライヤ

Jiraiya: O Incrível Ninja

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:

Líbero Miguel/ Nair Silva

ESTÚDIO DE DUBLAGEM:

Álamo

MÍDIAS:

Televisão, DVD e VHS

Elenco Principal

Outros

Ninja Jiraiya

Ninja Jiraiya
Ninja Jiraiya
Ninja Jiraiya
Ninja Jiraiya

Nós queremos um herói pra defender
E que busque a força dentro do seu coração
Ele é a força, pra nos defender

Acreditamos numa nova era
Em que o poder do amor vai sempre existir
Ele é a força, pra nos defender

E vive a emoção e luta pela vida
Acreditar que o bem vai dominar

Jiraiya, vive o momento
Jiraiya, é nossa proteção
Assim é Ninja Jiraya

Existem amigos sob opressão
O mal terrível vem com todo seu terror
Sem sua alma vive a chorar
Aumente a força você pode superar
Os nossos dias contam tudo o que já vivemos
Apontar o amanhã que vai nascer

Jiraiya
Não há mistério Jiraiya
Nossa história já mudou
Lute ninja Jiraiya
Lute ninja Jiraya

A Dublagem

Em 1989, no auge da febre tokusatsu no Brasil, os telespectadores da Rede Manchete foram apresentados a uma série que fugia completamente dos padrões vistos até então.

Entre armaduras metálicas e policiais espaciais, surgiu um herói humano, sem superpoderes, armado apenas com disciplina, coragem e a lendária Espada Olímpica: Jiraiya – O Incrível Ninja.

Produzida pela Toei Company e exibida originalmente entre janeiro de 1988 e janeiro de 1989 no Japão, Sekai Ninja Sen Jiraiya (A Guerra Mundial Ninja Jiraiya) quebrou paradigmas dentro da franquia Metal Hero. Aqui no Brasil, porém, chegou com uma aura ainda mais única: apresentado como “Ninja Olimpíada Jiraiya” em algumas chamadas, devido ao clima olímpico de 1988, o título caiu como uma luva para a empolgação da criançada. Rapidamente, o ninja vermelho conquistou seu espaço definitivo na memória afetiva da televisão brasileira.


 

O ninja que desafiou os padrões da Toei

Diferente de seus antecessores da linha Metal Hero, Jiraiya não era um ciborgue nem um guerreiro espacial. A produção da Toei apostou em algo inédito: trazer para o centro da narrativa a milenar tradição dos ninjas japoneses.

A trama gira em torno de Toha Yamaji, um jovem adotado pelo mestre Tetsuzan Yamaji, sucessor do clã Togakure. Essa família tem a missão ancestral de proteger o segredo de Pako, uma cápsula alienígena soterrada na Terra séculos atrás. Pako tornou-se o “Tesouro do Século”, cobiçado por ninjas malignos e pelo clã rival liderado por Oninin Dokusai, o temido vilão que dividiu a tabuleta com a inscrição reveladora de seu paradeiro.

Com a irmã Kei e o irmão mais novo Manabu ao seu lado, Toha recebe a armadura e a espada sagrada que o transformam em Jiraiya. O jovem, agora herdeiro do legado, enfrenta a Família dos Feiticeiros e guerreiros do chamado Império Ninja.

A cada episódio, um novo desafiante surgia, criando uma verdadeira guerra mundial dos ninjas, com estilos e origens diferentes.
A série ainda inovou ao apresentar um herói sem poderes sobrenaturais, cuja força vinha do treinamento e da coragem. Essa mudança deu um ar mais humano ao personagem, tornando-o identificável para o público jovem. E, quando a trama caminhava para seu clímax, a revelação de Deus Jirai, o guardião cósmico, elevava a mitologia da série a outro patamar.


 

A trajetória brasileira: da Manchete à Band

No Brasil, Jiraiya estreou em 2 de outubro de 1989 na Rede Manchete, trazido pela distribuidora Top Tape. O sucesso foi imediato: em meio ao brilho de Jaspion e Changeman, o ninja vermelho apresentou uma proposta diferente e conquistou fãs com sua mistura de artes marciais, lendas japonesas e drama familiar.

O seriado foi exibido de ponta a ponta, totalizando os 50 episódios originais, algo raro para a época. Durante os anos 1990, voltou ao ar em reprises, chegando a ser exibido até os últimos dias da Manchete e, posteriormente, pela RedeTV!.

A popularidade não ficou restrita à década de 1990. Nos anos 2000 e 2010, Jiraiya reapareceu em emissoras como a TV Diário de Fortaleza, Ulbra TV, NGT e Rede Brasil, sempre mantendo um público fiel. Em 2020, ganhou espaço nas manhãs de domingo da Band, ao lado de Jaspion e Changeman, conquistando novamente boas audiências e repercussão nas redes sociais.

O herói também atravessou gerações através de produtos derivados: LPs lançados pela Top Tape com as músicas-tema (que ganharam versões brasileiras cantadas por Ronaldo Barcelos), quadrinhos da EBAL e até o anúncio de uma HQ oficial brasileira pela JBC, em parceria com a Toei e a Sato Company, revelado na CCXP Worlds de 2021.


 

As vozes que deram vida ao clã Togakure

Assim como em tantas séries japonesas, a dublagem brasileira foi parte essencial do sucesso de Jiraiya. A adaptação foi feita no lendário estúdio Álamo, e o elenco de vozes deu personalidade aos personagens de forma definitiva.

Na pele do protagonista Toha Yamaji, vivido por Takumi Tsutsui, estava Mauro Eduardo Lima. Sua voz emprestou juventude e determinação ao herói, transmitindo tanto o ímpeto do jovem impulsivo quanto a responsabilidade do guerreiro que carregava um legado. Já o mestre Tetsuzan Yamaji, interpretado pelo lendário ninja Masaaki Hatsumi, ganhou a voz grave e imponente de Waldir Wey, que conseguiu transmitir o peso da sabedoria e da tradição do clã.

Entre os coadjuvantes, Cecília Lemes foi marcante como a doce mas corajosa Kei Yamaji, trazendo firmeza e delicadeza em igual medida. O pequeno Manabu Yamaji, por sua vez, soava travesso e cheio de energia graças ao trabalho de Hermes Baroli, que anos depois se tornaria eternizado como o Seiya de Cavaleiros do Zodíaco.

Do lado sombrio da trama, Oninin Dokusai, vivido por Bin Hideyuki, ganhou força na dublagem de Gilberto Baroli. O ator trouxe um tom profundo e ameaçador que reforçou a grandiosidade do vilão. Já a ninja Benikiba, interpretada por Hiromi Nohara, recebeu na versão brasileira a voz intensa de Zodja Pereira, que equilibrava crueldade e sedução com maestria.

Outros personagens também ganharam vozes de peso. Francisco Bretas, Carlos Laranjeira e Eduardo Camarão emprestaram talento a diferentes ninjas do Império, cada um com entonações únicas que ajudavam a diferenciar os inúmeros guerreiros que surgiam a cada episódio. O resultado foi um mosaico de interpretações que mantinha a riqueza da série sem jamais soar repetitivo.

Com um elenco afinado e interpretações memoráveis, a dublagem brasileira de Jiraiya não apenas traduziu os diálogos: ela recriou a experiência, tornando o ninja vermelho um herói com alma e sotaque brasileiros.


 

A memória do ninja de Jiraiya

Décadas depois de sua estreia, Jiraiya segue sendo um dos títulos mais amados da chamada “era de ouro” da Manchete. Sua proposta diferente, trazendo a cultura ninja ao centro da narrativa, fez dele uma produção única dentro da franquia Metal Hero.

No Brasil, consolidou-se como um fenômeno duradouro, sempre lembrado com carinho em reprises, relançamentos e eventos de cultura pop.
O personagem chegou a cruzar gerações, reaparecendo em Shuriken Sentai Ninninger (2015) e permanecendo como ícone vivo da Toei.

Mas, para o público brasileiro, nada supera as tardes diante da Manchete, acompanhando Toha, Kei e Manabu contra Dokusai e sua trupe.
Mais do que um herói de armadura vermelha, Jiraiya se tornou símbolo de perseverança, disciplina e coragem. E, seja como Ninja Olimpíada ou Incrível Ninja, continua a ser lembrado como aquele que fez da guerra mundial dos ninjas uma parte eterna da nossa televisão.

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Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

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