The Greatest American Hero
O Super-Herói Americano
- de 18/03/1981 a 03/02/1983.
- 3 temporadas (45 episódios).
- Stephen J. Cannell Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Potiguara Lopes
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
MAGA
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Aparições Recorrentes







Outros


A Dublagem
Em 18 de março de 1981, a rede ABC lançava nos Estados Unidos uma série que prometia ser diferente de tudo que já havia sido visto no gênero de super-heróis.
Criada por Stephen J. Cannell, famoso por sucessos como Esquadrão Classe A, a produção unia sátira, comédia e aventura em um formato leve e carismático.
A série, intitulada originalmente The Greatest American Hero, ficou no ar até 3 de fevereiro de 1983, rendendo 3 temporadas e 45 episódios. Embora curta, sua proposta inovadora a transformou em um clássico cult, lembrado até hoje por fãs de super-heróis e da televisão dos anos 80.
Entre alienígenas e trapalhadas: a história da série
O enredo girava em torno de Ralph Hinkley (William Katt), um professor comum que, durante uma viagem com o agente do FBI Bill Maxwell (Robert Culp), é surpreendido pela chegada de uma nave alienígena. Os extraterrestres entregam a ele uma roupa vermelha que confere poderes sobre-humanos, acompanhada de um manual de instruções.
O problema é que Ralph perde o manual logo no início, e a partir daí precisa aprender a lidar com os poderes de forma desastrada. Entre as habilidades estavam voar (quase sempre de forma desajeitada), superforça, invulnerabilidade, invisibilidade, visão de raio-X defeituosa e até um curioso dom de “sentir” pessoas ao tocar em objetos delas.
Ao lado de Maxwell — um agente do FBI mais atrapalhado do que eficiente — e de sua noiva e futura esposa, a advogada Pam Davidson (Connie Sellecca), Ralph se vê obrigado a enfrentar desde pequenos criminosos a espiões internacionais, sempre tentando equilibrar a vida de herói improvisado com suas responsabilidades como professor de jovens problemáticos.
Um dos maiores legados da série foi sua canção de abertura: “Believe It or Not”, composta por Mike Post e Stephen Geyer e interpretada por Joey Scarbury. A música rapidamente estourou nas rádios americanas, chegando ao 1º lugar nas paradas da Billboard em 1981.
Durante a segunda temporada, o sobrenome do personagem principal chegou a ser alterado de Hinkley para Hanley em alguns episódios. O motivo foi trágico: em 1981, John Hinckley Jr. tentou assassinar o presidente americano Ronald Reagan. Para evitar associações negativas, os produtores optaram pela mudança temporária.
A trajetória no Brasil
O Super-Herói Americano desembarcou no Brasil em maio de 1983, exibido pela TVS aos domingos, às 20h. Na época, o seriado revezava espaço no horário nobre com outras atrações populares, como Show da Lucy, Esquadrão Classe A, O Homem que Veio do Céu e Tarzan.
Após um ano no ar, o herói trapalhão saiu da grade, mas retornou em 1986, já no SBT, e dessa vez alcançou ainda mais sucesso, permanecendo na programação até 1988. O público parecia ter adotado de vez o professor Ralph e suas quedas espetaculares ao tentar voar.
Silvio Santos ainda tentou trazer o seriado de volta em 1991, agora nas manhãs de domingo. Mas a experiência não repetiu o êxito das exibições anteriores e a série acabou ficando pouco tempo no ar.
A dublagem, peça essencial dessa trajetória, foi realizada nos próprios estúdios da emissora e teve como diretor Marcelo Gastaldi, que também emprestou sua voz ao protagonista Ralph Hinkley. Sua atuação conferiu um charme inconfundível ao personagem, tornando a versão brasileira uma das mais queridas pelos fãs.
Vozes que deram asas ao herói trapalhão
Se o sucesso de O Super-Herói Americano conquistou o público brasileiro, muito disso se deve à dublagem impecável realizada pelo estúdio MAGA, sob a direção de Potiguara Lopes. Foi ali que o carisma do herói atrapalhado Ralph Hinkley ganhou uma interpretação que se tornaria inesquecível.
Marcelo Gastaldi, responsável por dublar o protagonista, conseguiu capturar com perfeição o tom ingênuo e bem-intencionado do personagem. Sua voz, já tão familiar ao público da época por trabalhos icônicos em outras produções, deu a Ralph uma humanidade que fazia rir e, ao mesmo tempo, torcer por ele.
Ao lado dele, Antônio Moreno trouxe toda a esperteza e ironia de Bill Maxwell, o agente do FBI que, mesmo atrapalhado, empurrava Ralph para situações ainda mais complicadas. A química entre as vozes de Gastaldi e Moreno reforçava a parceria improvável da dupla.
A advogada Pam Davidson, interpretada por Márcia Gomes, ganhou uma dublagem delicada, mas firme, equilibrando a emoção do núcleo principal. Já os personagens secundários — como Les Carlisle com a voz de Carlos Campanille, Tony Villicana dublado por Ézio Ramos, e Rhonda Blake interpretada por Leda Figueiró — foram essenciais para dar vida ao grupo de alunos e amigos que orbitavam o mundo de Ralph.
Ainda se destacaram Aníbal Munhoz como Cyler Johnson e Eudes Carvalho como Poco Rodriguez, ambos trazendo frescor e autenticidade para os jovens coadjuvantes. E, para completar o pacote sonoro, a leitura do título ficou nas mãos de Felipe Di Nardo, cuja voz anunciava a chegada do episódio e já deixava o público preparado para mais uma aventura divertida.
Essa dublagem transformou Ralph Hinkley em um herói ainda mais próximo do público, provando que, às vezes, uma boa voz pode ser tão importante quanto uma capa para fazer um herói voar.














