Code Red
Código R
- de 01/11/1981 a 12/09/1982.
- 1 temporada (19 episódios).
- Irwin Allen Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Newton da Matta
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal








Aparições Recorrentes
A Dublagem
No início da década de 1980, o produtor Irwin Allen, famoso por superproduções de desastre como O Destino do Poseidon e Inferno na Torre, decidiu levar seu estilo para a televisão com um seriado sobre a rotina de bombeiros em Los Angeles. Assim nasceu Code Red, exibida originalmente pela rede americana ABC entre 1º de novembro de 1981 e 12 de setembro de 1982.
Apesar de contar com apenas uma temporada de 19 episódios, a série chamou a atenção por sua mistura de ação, drama familiar e um olhar mais humano sobre a profissão de salvamento.
Entre incêndios e dilemas
O protagonista era o veterano Chefe Joe Rorchek (Lorne Greene), líder respeitado do Corpo de Bombeiros de Los Angeles. Experiente e íntegro, Joe comandava sua equipe com firmeza, ao mesmo tempo em que lidava com os desafios de ser pai de dois bombeiros: Ted (Andrew Stevens) e Chris (Sam J. Jones).
A série ia além da ação em incêndios e resgates espetaculares. Ela explorava também a dinâmica familiar dos Rorchek e o impacto emocional da profissão, trazendo momentos de tensão e humanidade. A presença da esposa, Ann (Julie Adams), funcionava como o elo de equilíbrio dentro da família.
Outros personagens importantes ajudavam a compor o universo de Código R, como a bombeira Haley Green (Martina Deignan), que representava uma presença feminina em um ambiente predominantemente masculino, e o pequeno Danny Blake (Adam Rich), garoto órfão adotado pela família Rorchek.
Com isso, Allen buscava oferecer não só adrenalina e realismo nas operações de combate ao fogo, mas também um retrato caloroso da vida de quem se arrisca para salvar os outros.
Do fogo de Los Angeles às tardes da Manchete
No Brasil, a série chegou em 1985 pela Rede Manchete, rebatizada como Código R. Foi exibida dentro da faixa “Cine Ação”, transmitida às 16h, conquistando fãs que buscavam alternativas às produções policiais da época.
Embora sua exibição tenha sido relativamente curta, Código R se destacou pelo dinamismo de suas cenas de ação e pela carga dramática, características que o diferenciaram de outros seriados importados.
Dando voz aos heróis
A dublagem brasileira de Código R foi realizada nos estúdios da Herbert Richers, sob direção de Newton da Matta — que também emprestou sua voz às chamadas de emergência da série.
O elenco de vozes ficou marcado pela qualidade: João Jacy deu vida ao Chefe Joe Rorchek, transmitindo a autoridade e serenidade do personagem. Seus filhos tiveram interpretações igualmente memoráveis: Garcia Júnior, então com apenas 15 anos de idade, como Ted, e Júlio Chaves como Chris, ambos equilibrando vigor juvenil e bravura.
Sônia de Moraes dublou Ann Rorchek com suavidade, enquanto Adalmária Mesquita trouxe firmeza à personagem Haley Green. O jovem Danny, interpretado por Adam Rich, ganhou voz através de Cleonir dos Santos com um falsete perfeito de criança, completando o núcleo familiar.
A Herbert Richers ainda contou com Paulo Flores no papel de Stuff Wade e Armando Casella como o Capitão Mike Benton. A leitura do título ficou a cargo de Ricardo Mariano Dublasievicz, reforçando a identidade brasileira da série.
O trabalho de dublagem foi essencial para transmitir a emoção de cada episódio, adaptando com naturalidade as situações e aproximando o público brasileiro da atmosfera de tensão e humanidade da produção.
A marca de Código R
Apesar de sua curta duração, Código R deixou sua marca como uma das poucas séries de bombeiros da época. Para muitos brasileiros, foi o primeiro contato com uma produção dedicada a retratar heróis anônimos fora do universo policial ou militar.
No exterior, a série acabou ofuscada por outros sucessos do período, mas entre os fãs de Irwin Allen e da TV dos anos 80, permanece como um título lembrado por sua proposta original e por trazer Lorne Greene, eterno patriarca de Bonanza, em mais um papel de liderança.
No Brasil, seu espaço na Manchete consolidou a imagem da emissora como uma vitrine de produções diferenciadas, abrindo caminho para que títulos menos convencionais também encontrassem seu público.




















