The Cattanooga Cats
A Turma da Gatolândia
- de 06/09/1969 a 05/09/1971.
- 2 temporadas (17 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Dublason Guanabara
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal








Outros


A Dublagem
Se há algo que marca gerações, é a sinergia entre uma produção divertida e uma dublagem carismática. E A Turma da Gatolândia entra nessa lista com méritos: uma explosão psicodélica dos anos 1960, trouxe música, aventura e aquela pitada de irreverência. Mas, acima de tudo, foi a dublagem da Dublasom Guanabara que ajudou a dar vida à Tropinha, elevando o humor e transformando essa galera felina em ícones nostálgicos.
A Produção: música, gírias e gatos em turnê espacial
Criada pela dupla Hanna‑Barbera, a série estreia em 1969 nos EUA como um show musical composto por quatro blocos distintos: os próprios gatos da Gatolândia, É o Lobo!, A Volta ao Mundo em 79 Dias e Zé Bolha & Juca Bala. Com memórias psicodélicas, cores vibrantes e gírias “sessentistas” como “babado” e “manda brasa”, a série era um reflexo lúdico de uma época que misturava irreverência musical com animação inteligente . E ainda que a banda Gatolândia tenha protagonizado apenas nove episódios, foi justamente a maior dose musical — clipes animados — que a tornou inesquecível.
A Chegada ao Brasil: Bandeirantes, e as noites reinventadas
A versão nacional desembarcou na TV Bandeirantes em 1972 com dublagem da Dublasom Guanabara, ainda no primeiro ano da sua trajetória brasileira . Ao longo dos anos 70 e início de 80, a série foi elemento fixo nos programas infantis da emissora, até 1984, quando foi substituída nos clássicos da manhã.
Ainda que tenha desaparecido por algum tempo, ela retornou à programação nos anos 2000 dentro do infantil Zy Bem-Bom, que revisitou produções antigas e fez renascer o encanto entre os pequenos e os nostálgicos.
A Dublagem: vozes, metáforas e identidade cultural
Aqui está o grande trunfo: o trabalho impecável da Dublasom Guanabara. Allan Lima traz ampla qualidade como narrador e no papel do Country, Judy Teixeira dá carisma à Conceição, Luiz Manuel equilibra Groove, Magalhães Graça encarna o irreverente Figura e Rita Cléos imprime personalidade à caçadora de autógrafos, Fanzoca.
A naturalidade das falas, a plasticidade nas gírias e o tom musical foram tão bem entregues que parecem ter sido escritos para o português. É curioso pensar que um estúdio carioca, ativo entre 1961 e 1976, mantinha um padrão de qualidade tão acima da média, competindo, inclusive, com grandes nomes como Herbert Richers e Cinecastro. E, mesmo com tantos blocos e roteiros distintos, a união entre narração, lucidez cultural e cadência musical fez com que a dublagem merecesse ainda mais aplausos.
Revival cultural e culto entre adultos
Embora A Turma da Gatolândia não tenha feito tanto sucesso em sua exibição original, sua dublagem deixou uma marca afetiva: o som das gírias, a sincronia musical, os jingles coloridos — tudo isso reverberou nos adultos que cresceram assistindo.
A série ganhou status cult, chegou ao Boomerang, virou referência de animação retro e continua despertando carinho entre fãs que lembram da era psicodélica, mas, principalmente, da cadência encantadora da sua versão em português. O cuidado com a adaptação, o jeito irreverente e as vozes marcantes fizeram dessa dublagem uma relíquia contemporânea.









