Jem
Jem e As Hologramas
- de 06/10/1985 a 02/05/1988.
- 3 temporadas (65 episódios).
- Hasbro Inc. e Sunbow Entertainment.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Lúcio de Freitas
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Elenco
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal























Aparições Recorrentes


















Outros




Tema de Jem e As Hologramas
Adaptação: Mário Lúcio de Freitas
Ela é emocionante, u u u u ú….Jem
É elegante, u u u u ú
Vem na magia, fama e paixão
Jem! é pura emoção
Realmente pura emoção
o uou Jem! contagiante, chocante
Meu nome é Jem
E não há ninguém
Igual a Jem
(O nosso grupo é muito melhor
Nós somos as Desajustadas
Que é sempre o maior)
Oh uou Jem! contagiante, chocante
Meu nome é Jem
E não há ninguém
Igual a Jem.
A Dublagem
Na esteira do sucesso dos desenhos animados com temática musical e protagonismo feminino, Jem e As Hologramas desembarcou no Brasil no final da década de 1980, conquistando o público com suas cores neon, tramas recheadas de rivalidades pop e uma trilha sonora digna das paradas de sucesso.
Criado como parte de uma estratégia da Hasbro para promover sua nova linha de bonecas, o desenho se tornou um fenômeno cult. No Brasil, a estreia ocorreu no SBT e ficou marcado por uma dublagem que criou versões das canções.
“Hora do Show Enegria”
Jem e As Hologramas foi criado por Christy Marx e produzido por Sunbow Entertainment em parceria com a Hasbro. A série misturava drama adolescente, ficção científica e competições musicais em um universo onde tecnologia e glamour caminhavam lado a lado.
A trama acompanha Jerrica Benton, uma empresária que se transforma na estrela pop Jem graças ao supercomputador Synergy, que projeta hologramas capazes de disfarçar sua identidade. Ao lado de sua banda, As Hologramas, Jem enfrenta não apenas os dilemas da vida dupla, mas também a rivalidade com o grupo punk As Desajustadas (Misfits), liderado pela impetuosa Urânia.
Cada episódio trazia ao menos duas canções originais, acompanhadas de videoclipes animados estilizados, o que tornava o desenho ainda mais envolvente para o público infantojuvenil.
Música e Aventuras nas Tardes do SBT
A estreia brasileira de Jem e As Hologramas aconteceu em 1988 no SBT, dentro do programa Carrossel, sendo depois alocado para o infantil Mariane em 1990, e posteriormente exibido no Show Maravilha em 1992. Sua presença era marcante na programação vespertina da emissora, mantendo um horário fixo de segunda a sexta-feira. O desenho se destacava entre outras animações da época pela mistura de musicalidade e moda, conquistando sobretudo o público feminino jovem.
Nos anos 2000, o canal por assinatura Fox Kids exibiu um compacto com os cinco primeiros episódios, mas optou por uma redublagem diferente da versão original exibida no SBT. A decisão de manter as músicas em inglês e alterar o elenco original causou estranheza e frustração em fãs mais nostálgicos.
Não Há Ninguém Igual a Jem em Português
A dublagem original brasileira de Jem foi realizada pelo estúdio paulista comandado por Mário Lúcio de Freitas, que também dirigiu a versão musical nacional.
No início dos anos 2000, Jem voltou a aparecer discretamente na TV brasileira através do extinto canal por assinatura Fox Kids, que exibiu um especial com os cinco primeiros episódios da série, agrupados em formato de longa-metragem. No entanto, para surpresa dos fãs mais nostálgicos, essa versão não utilizou a dublagem clássica dos anos 80 feita pelo SBT. Em vez disso, optou-se por uma redublagem completa, realizada pelo estúdio Mastersound, de São Paulo.
A redublagem seguiu um caminho diferente da versão anterior: as músicas foram mantidas em inglês, sem adaptação em português, o que causou certo impacto negativo entre os admiradores da série — afinal, as canções eram uma das maiores marcas do desenho. A ausência das versões nacionais, que haviam sido adaptadas e cantadas com esmero na primeira dublagem, tornou essa nova versão menos envolvente para quem cresceu ouvindo os refrões traduzidos.
Apesar disso, o novo elenco trouxe boas performances. Denise Simonetto voltou a dublar Jem nas falas, mantendo uma ponte com a dublagem original. O restante do elenco foi renovado: Cristina Rodrigues (Aja), Alessandra Araújo (Shana), Márcia Regina (Kimber), Ézio Ramos (Eric Raymond), Fábio Vilalonga (Rio), Cecília Lemes (Pizzazz), Sandra Mara Azevedo (Roxy), Fátima Noya (Stormer) e Lúcia Castello Branco (Synergy) deram voz aos personagens com competência.
Embora tecnicamente correta, a redublagem não conseguiu resgatar o brilho emocional da versão do SBT. Sem as músicas em português e sem a direção musical de Mário Lúcio de Freitas, a série perdeu parte do charme que a tornara memorável para a audiência brasileira. Ainda assim, a nova dublagem permitiu que uma nova geração tivesse contato com o universo de Jem, ainda que em uma versão mais distante da original vibrante e cantada
Luzes e Cores na Memória
Jem e As Hologramas deixou uma marca indiscutível na cultura pop oitentista. Foi uma das primeiras séries infantis a tratar o universo feminino com mais protagonismo e empoderamento, criando personagens complexas e fortes, além de estimular o gosto musical em uma era pré-MTV para o público infantil.
A dublagem brasileira teve papel essencial em sua consagração por aqui, com canções que muitos ainda sabem de cor. Com o passar do tempo, Jem passou a ser cultuada por fãs de todas as idades, sendo resgatada em versões em DVD, adaptações em quadrinhos e até um (infame) longa-metragem em live-action.
No Brasil, ainda é lembrada com carinho como uma das séries mais estilosas, criativas e musicalmente afinadas da década de 80. Um verdadeiro ícone cor-de-rosa que continua a brilhar, com sua frase imortal: “Meu nome é Jem, e não há ninguém igual a Jem!”.














