T.J. Hooker
Carro Comando
- de 13/03/1982 a 28/05/1986.
- 5 temporada (92 episódios).
- Spelling-Goldberg Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Garcia Neto/ Alberto Perez
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal



Aparições Recorrentes


Outros
A Dublagem
Quando Carro Comando (T.J. Hooker) estreou na televisão americana em 1982, o público foi imediatamente fisgado pelo carisma de William Shatner, eternamente lembrado como o Capitão Kirk de Jornada nas Estrelas. Agora, ele vestia o uniforme azul da polícia, comandava uma viatura e mergulhava nas ruas perigosas de uma cidade fictícia, em histórias repletas de ação, drama e lições de vida.
No Brasil, a série chegou com um pacote completo: aventura, personagens marcantes e, principalmente, uma dublagem que transformou o programa em um clássico da TV.
Patrulhando as Ruas: O Enredo e os Personagens
Produzida pela Spelling-Goldberg Productions — mesma produtora responsável por sucessos como As Panteras e Casal 20 — a série somou cinco temporadas, com um total de 92 episódios, exibidos entre março de 1982 e maio de 1986 nos EUA. Sua mistura de perseguições eletrizantes, diálogos afiados e um elenco carismático a fez sobreviver na memória dos fãs até hoje.
No centro da trama estava o sargento T.J. Hooker (William Shatner), um policial veterano, durão e inabalável, que não hesitava em colocar-se em perigo para proteger inocentes e capturar criminosos. Hooker era o mentor de novos recrutas, como o jovem e entusiasmado oficial Vince Romano (Adrian Zmed), sempre disposto a provar seu valor.
Completando a equipe estava a oficial Stacy Sheridan (Heather Locklear), determinada e destemida, e o experiente oficial Jim Corrigan (James Darren), um policial de métodos diretos. A série não se resumia a prender bandidos — explorava também dilemas éticos, dramas pessoais e a relação de confiança entre parceiros de farda.
Giro na Viatura: A Chegada e a Trajetória no Brasil
No Brasil, Carro Comando estreou na Rede Globo em março 1983, inicialmente apenas para cobrir as férias de Jô Soares, chegando a exibir as duas primeiras temporadas. Rapidamente, a série conquistou audiência, no entanto, em 1984, a Globo encerrou sua transmissão.
Em maio de 1985, o SBT assumiu o volante e passou a exibir Carro Comando nas noites de terça-feira, em uma faixa dedicada a séries policiais e de ação, como Serpico. Foi nessa fase que muitos fãs acompanharam a série até seu final, em 1988.
Nos anos 90, a Rede Record comprou os direitos e colocou a atração nas tardes diárias, onde permaneceu até 1995, dividindo espaço com outras produções estrangeiras. A série ainda retornaria em reprises no canal por assinatura Sony, garantindo sobrevida e apresentando Hooker a novas gerações.
Vozes que Dirigem a Aventura: A Dublagem Brasileira
Se Carro Comando ficou marcado no Brasil, parte disso se deve à dublagem realizada pelo estúdio Herbert Richers. Sob a direção inicial de Garcia Neto, as primeiras temporadas ganharam um trabalho de voz preciso, com interpretações que equilibravam firmeza e emoção.
Marcos Miranda deu vida ao sargento Hooker, transmitindo autoridade e empatia. Carlos Marques foi o parceiro ideal como Vince Romano, e Dário de Castro trouxe credibilidade ao oficial Corrigan.
Orlando Drummond, com seu inconfundível timbre, marcou presença como Capitão Sheridan, adicionando imponência e respeito ao papel.
Quando o SBT assumiu a série e novos episódios foram enviados para dublagem, a direção passou assim para Alberto Perez. Algumas mudanças no elenco ocorreram: Vera Miranda assumiu a voz da oficial Stacy Sheridan que antes era de Fátima Mourão e Glória Ladany passou a fazer a Fran no lugar de Sônia de Moraes.
A dublagem de Carro Comando tornou-se um exemplo de como a adaptação brasileira pode preservar a essência de uma produção estrangeira, ajudando a construir vínculos afetivos com o público.
O Legado de Carro Comando
Mesmo tendo saído do ar há décadas, Carro Comando ainda é lembrado com carinho por quem viveu a era de ouro das séries policiais na TV aberta. O carisma de William Shatner, as perseguições coreografadas, a química entre os personagens e a dublagem cuidadosa ajudaram a criar um produto atemporal.
Hoje, a série sobrevive em memórias, vídeos resgatados na internet e coleções particulares de fãs. Para muitos, ouvir a voz firme de Marcos Miranda como Hooker ou o tom marcante de Orlando Drummond como Capitão Sheridan é como voltar no tempo — para uma época em que, toda semana, a patrulha de Carro Comando estava pronta para mais uma missão.



















