SilverHawks
SilverHawks
- de 08/09/1986 a 05/12/1986.
- 1 temporada (65 episódios).
- Rankin/Bass Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal
















Outros


A Dublagem
Quando SilverHawks estreou nos Estados Unidos, em 8 de setembro de 1986, ninguém imaginava que aqueles heróis metálicos, meio humanos e meio máquina, se tornariam parte da memória afetiva de uma geração inteira de fãs de desenhos animados.
Produzido pela Rankin/Bass Productions, o mesmo estúdio responsável por ThunderCats, o desenho seguiu a fórmula de aventura intergaláctica com um grupo de heróis enfrentando vilões carismáticos em batalhas épicas pelo espaço. Com apenas uma temporada, mas impressionantes 65 episódios, a série provou que quantidade nem sempre é necessária para conquistar longevidade cultural.
Entre as Estrelas e o Crime Espacial – A Premissa
Os SilverHawks eram ciborgues com habilidades especiais, como voar em asas de prata ou lutar com nervos de aço. Meio humanos, meio máquinas, sacrificaram seus corpos para suportar as longas viagens espaciais até a Galáxia de Limbo, onde tinham a missão de proteger o Universo do terrível Monstro Estelar. No quartel-general orbital, o Ninho dos Falcões, ficavam de prontidão até surgir uma ameaça. O líder QuickSilver, ex-chefe da Força Interplanetária H, usava armadura prateada clara com canhões laser nos ombros e tinha como parceiro o Falcão Biônico. O Comandante Stargazer, um velho policial espacial com implantes mecatrônicos, havia capturado o Monstro Estelar anos antes e o mantido preso no Planeta Penal 10.
O Coronel Bluegrass era o piloto e vaqueiro da equipe, comandando a nave Maraj, equipada com o sistema autônomo “Belezinha”. Os gêmeos Emily e Will Hart, únicos a trocarem seus corações por próteses de aço inoxidável, tinham poderes telepáticos e um elo psíquico. CopperKid, único não humano, era um gênio matemático do Planeta dos Mímicos, comunicando-se por tons e assobios. Outros membros incluíam Hotwing, mágico e ilusionista de armadura dourada; Moonstryker, que se impulsionava no espaço com hélices na cintura; Flashback, vindo do futuro com seu falcão Backlash; e Condor, um “lobo solitário” de passado misterioso e aliado antigo de Stargazer.
Os inimigos eram liderados pelo Monstro Estelar, um mafioso espacial que, ao invocar seu poder, transformava-se numa criatura imponente com armadura vermelha e disparava o raio Estrela de Luz. Entre seus aliados estavam Lagartão, homem-cobra; Da Pesada, armamentista; Madame Melodia, antagonista musical de Bluegrass; Serrível, robô dourado com serras letais; Tornado, manipulador de elementos naturais; Molecular, mestre das transformações e invisibilidade; Minotauro, robô capaz de aumentar de tamanho; Trapaceiro, inventor mercenário; e Risonho, uma obesa múmia-robô pugilista.
A Chegada ao Brasil – O Céu Ficou Mais Brilhante
No Brasil, SilverHawks desembarcou em 1988, conquistando espaço no programa infantil Oradukapeta, exibido pelo SBT. Rapidamente, caiu no gosto das crianças, migrando para a programação da tarde no Show Maravilha.
Sua exibição original na TV aberta durou até 1989, mas o público não esqueceu. O retorno aconteceu no Bom Dia & Cia em 2001 e no Sábado Animado em 2004, além de passagens pela TV por assinatura no Warner Channel entre 1996 e 1997. A cada reaparição, reacendia a nostalgia dos fãs que tinham acompanhado suas aventuras na década de 80.
A Dublagem Brasileira – O Metal Ganhando Voz
A dublagem brasileira de SilverHawks, realizada pelo estúdio Herbert Richers, foi fundamental para dar identidade e carisma à série. O elenco de vozes escolhido conseguiu traduzir o espírito aventureiro e futurista da produção, mantendo o ritmo acelerado e a atmosfera espacial que a história exigia.
Garcia Neto, como o Comandante Stargazer, trouxe um tom de autoridade serena, transmitindo a experiência e liderança necessárias para guiar a equipe. Francisco José, no papel de Quicksilver, deu ao protagonista um equilíbrio perfeito entre heroísmo e proximidade, fazendo com que o líder dos SilverHawks soasse confiável e carismático.
Outro destaque foi Mário Jorge de Andrade interpretando Bluegrass, que com seu jeito descontraído, adicionava leveza e simpatia às missões. A força física e determinação de Steelwill ganharam vida na voz de Júlio Chaves, enquanto Carmen Sheila, como Steelheart, transmitiu firmeza e coragem, quebrando o estereótipo de personagens femininas frágeis e trazendo representatividade. O Monstro Estelar, ameaçador vilão da trama, ganhou a voz marcante de Sílvio Navas, que reforçou seu lado imponente e intimidador.
Os antagonistas também tiveram interpretações memoráveis. Newton Apollo como Molecular explorou bem as nuances ardilosas do personagem, Ionei Silva deu vida ao excêntrico Lagartão, e Antônio Patiño emprestou sua voz grave e cortante a Serrível, criando uma presença assustadora. Até mesmo personagens mais extravagantes, como Trapaceiro (Marcos Miranda) e Tornado (Paulo Flores), receberam caracterizações vocais únicas, evitando que soassem genéricos.
A diversidade de timbres e estilos, somada ao cuidado na adaptação dos diálogos, fez com que a dublagem brasileira de SilverHawks fosse mais do que uma simples tradução — ela tornou-se parte essencial da experiência para o público brasileiro.
Heróis que Brilham Até Hoje
Embora tenha tido apenas uma temporada, SilverHawks permanece vivo na cultura pop. Colecionáveis, relançamentos em DVD e exibições nostálgicas mantêm o interesse pela série, que continua sendo lembrada como um dos grandes clássicos da animação dos anos 80.
Para muitos fãs brasileiros, a conexão emocional com o desenho está profundamente ligada ao trabalho da dublagem nacional, que ajudou a transformar aqueles heróis de prata em ícones duradouros.
Em um universo onde o crime nunca dorme, os SilverHawks seguem voando — ao menos na memória de quem um dia sonhou em ter asas de metal e combater vilões entre as estrelas.













































