Monchhichis
Os Miquinhos
- de 10/09/1983 a 03/12/1983.
- 1 temporada (13 episódios,).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Gualter de França
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Telecine
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal










Aparições Recorrentes








Outros




A Dublagem
Poucos desenhos da Hanna-Barbera são tão lembrados por quem cresceu nos anos 80 quanto Os Miquinhos, uma animação que, mesmo com apenas 13 episódios, conquistou uma geração inteira de crianças com sua mistura de ficção científica, comédia e fofura.
Lançada nos Estados Unidos em setembro de 1983, a série teve vida curta — sua exibição original terminou em dezembro do mesmo ano — mas bastou para garantir seu espaço no coração do público brasileiro. E isso se deve, em grande parte, à dublagem nacional, que tratou o material com cuidado e talento, criando versões carismáticas de personagens que, de outra forma, talvez tivessem se perdido no tempo.
Viagem interplanetária com humor e ternura
Os Miquinhos (no original, Monchhichis) nasceu como uma tentativa da Hanna-Barbera de transformar uma linha de brinquedos japoneses em sucesso animado. Os personagens, pequenos seres peludos com aparência de macacos, vivem em um mundo mágico e futurista, com árvores tecnológicas e vilões atrapalhados.
A narrativa simples girava em torno das aventuras de Bonitinho, Kyla, Tiquita, Turin e outros habitantes da vila Monchhichi, enfrentando ameaças de criaturas como Ruim, Sujinho e Malzinho, lideradas pelo maquiavélico Id — sempre com soluções criativas, mensagens positivas e uma estética que misturava fantasia com ficção científica.
Visualmente colorido, ritmado por trilha sonora alegre e com um tom leve, o desenho era perfeito para os blocos infantis da época.
A chegada ao Brasil e o Clube da Criança
No Brasil, a série estreou em 1984 na programação da TV Manchete, dentro do lendário Clube da Criança, comandado por Xuxa Meneghel. Era o cenário ideal para os Miquinhos: a vibração jovem, o apelo visual e o espírito de novidade do programa combinavam com o mundo dos pequenos alienígenas. A dublagem brasileira foi realizada no estúdio Telecine, no Rio de Janeiro, sob a direção de Gualter de França.
Embora o desenho não tenha tido tantos episódios quanto outras animações do mesmo período, sua presença constante na TV durante os anos 80 e início dos 90 fez com que se tornasse parte do imaginário nostálgico de toda uma geração.
Uma dublagem encantadora e cheia de carisma
A dublagem de Os Miquinhos é um caso clássico de como vozes bem escolhidas podem elevar uma obra. Élcio Romar emprestou a voz a Bonitinho com um tom juvenil e ao mesmo tempo sereno, perfeito para o protagonista da turma. Neuza Tavares, como Kyla, trouxe doçura e firmeza, enquanto Miriam Thereza, além de interpretar Tiquita, também ficou responsável pela leitura das placas. Ricardo Schnetzer, em início de carreira, interpretou Turin com energia, e Antônio Patiño completou o time como o Mágico da vila. Alguns personagens como Ruim (com Orlando Prado) e Id (com Hélio Alves) tinham vozes marcantes que davam sabor à galeria de vilões.
O trabalho da Telecine era, como sempre, impecável no que se propunha: respeitar o ritmo original da série, adaptar os diálogos com naturalidade e entregar uma versão que soasse brasileira sem perder o encanto universal. O resultado foi uma dublagem que manteve o humor leve e a inocência do original, reforçando o carisma dos personagens e tornando-os ainda mais próximos do público infantil da época.
Além da curta duração
Mesmo com apenas uma temporada e 13 episódios, Os Miquinhos deixou sua marca. Seu legado não está apenas na lembrança afetiva de quem assistia às manhãs da Manchete, mas também na maneira como a dublagem brasileira foi capaz de transformar uma produção voltada originalmente ao marketing de brinquedos em uma pequena joia da TV infantil.
Ainda hoje, fãs procuram episódios perdidos, discutem os dubladores em fóruns especializados e compartilham trechos dublados nas redes sociais. É mais uma prova de que, quando a dublagem é feita com cuidado, mesmo uma série pequena pode se tornar imensa no coração de quem a viu — e ouviu.











