Elenco de Dublagem - Desenhos Matérias

A Pup Named Scooby-Doo

O Pequeno Scooby-Doo

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:

Mário Monjardim

ESTÚDIO DE DUBLAGEM:

Herbert Richers/ Telecine

MÍDIAS:

Televisão e DVD

Elenco Principal

Aparições Recorrentes

Outros

Herbert Richers

Telecine

A Dublagem

Quando a Hanna-Barbera apresentou ao mundo A Pup Named Scooby-Doo — no Brasil, O Pequeno Scooby-Doo — em 1988, o espetáculo ganhou corpo ao retratar as versões mais jovens de Scooby e sua turma em novas aventuras.

A série trouxe leveza, humor irreverente e um charme nostálgico, conquistando fãs dos desenhos clássicos e atraindo o público infantil com uma proposta totalmente refrescante.


 

Mistério em versão mirim

Produzida entre 1988 e 1991, com quatro temporadas e 27 episódios, O Pequeno Scooby-Doo surgiu como a oitava encarnação da franquia, apresentando Scooby e seus amigos ainda crianças, já integrados à agência Mistérios S.A.

Com roteiro desenvolvido por Tom Ruegger e direção de nomes como Don Lusk, a animação era recheada de humor leve, gags caricatas e referências metalinguísticas ao universo Scooby clássico. Esse estilo “babificação”, bem-humorado e com música, era uma tendência da época, cativando tanto o público que cresceu com o original quanto os novos fãs.

Aqui, Scooby-Doo, Salsicha, Fred, Daphne e Velma vivem aventuras divertidas em sua cidade — investigando mistérios sobrenaturais, casas assombradas e fogindo de monstros e fantasmas, mantendo a essência do original.


 

Chegada e trajetória no Brasil

A série desembarcou oficialmente no Brasil nos anos 90, começando sua trajetória em canais como Cartoon Network e SBT. Na TV aberta, foi exibida também  pela Globo, geralmente em blocos infantis, consolidando-se como uma opção diferente para a criançada.


 

As vozes que deram vida à Mistérios S.A. no Brasil

A dublagem brasileira de O Pequeno Scooby-Doo começou no estúdio Herbert Richers, sob a direção de Mário Monjardim, que também multiplicou seu talento emprestando a voz ao “Salsicha” mirim. Orlando Drummond continuou como a voz imortal de Scooby-Doo, mesmo em sua versão infantil — um gesto de consistência que agradou aos fãs fiéis. Em um elenco repleto de novos rostos, Mário Jorge de Andrade deu voz a Fred, enquanto Mônica Rossi e Carmen Sheila foram responsáveis por Daphne e Velma, respectivamente. Personagens complementares, como Ruivo Hering, ficaram sob interpretação de Nizo Neto, e apoiadores como os “Black” foram dublados por Jomeri Pozzoli, com Selma Lopes interpretando a típica senhora gentil — toda essa riqueza vocal manteve a série em sintonia com seu legado.

Com a mudança da dublagem para o estúdio Telecine após a segunda temporada, algumas vozes tradicionais retornaram às origens: Orlando Drummond permaneceu como Scooby, mas Salsicha teve a voz reatribuída a Orlando Prado, e Fred virou Cleonir dos Santos, enquanto Juraciara Diácovo e Nair Amorim assumiram os papéis de Daphne e Velma. A nova configuração reduziu o distanciamento entre esta versão infantil e a série clássica, reforçando a familiaridade dos personagens.


 

Mistério, humor e saudade

Apesar de ser uma versão derivada, O Pequeno Scooby-Doo deixou uma marca significativa. Ele consolidou a tendência de revitalizar personagens clássicos em versão infantil, mesclando humor e aventura num formato moderno. Para o público brasileiro, a dublagem — em especial a fase da Herbert Richers com Monjardim e Drummond, seguida pela fusão com as vozes consagradas da Telecine — imortalizou essa fase da Mistérios S.A. no coração de quem cresceu vendo-os na TV.

Avatar photo
Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *