Fabulous Funnies
Brucutu e Sua Turma
- de 09/09/1978 a 01/09/1979.
- 1 temporada (13 episódios, 2 segmentos).
- Filmation Associates.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Monjardim
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal






Sobrinhos do Capitão








Bruxa Hilda


Sluggo & Nancy


Outros
A Dublagem
Baseada na clássica tira de jornal Alley Oop, criada em 1932 por V.T. Hamlin, a série Brucutu e Sua Turma (The Alley Oop Show) foi produzida pela Filmation e estreou na televisão americana em 1978.
O desenho transportava para a telinha as aventuras de um simpático homem das cavernas, suas amizades com dinossauros e personagens de um reino fictício da Idade da Pedra. A proposta era unir humor leve, situações absurdas e uma estética colorida típica da Filmation.
Além das histórias do protagonista Brucutu, o programa incluía segmentos com Os Sobrinhos do Capitão e A Bruxa Hilda, o que tornava a atração um pequeno bloco de esquetes animadas. Essa diversidade de personagens ajudava a cativar o público infantil, sempre em busca de novidade e personagens excêntricos. Foram ao todo 13 episódios, cada um com dois segmentos, exibidos entre 1978 e 1979.
As Vozes da Caverna: Um Elenco de Peso
A versão brasileira foi realizada pelo estúdio Herbert Richers com direção de Mário Monjardim, que também participou dublando dois personagens: Sabichão e Erwin (no segmento da Bruxa Hilda). O papel principal ficou nas mãos de Milton Luis, que deu ao Brucutu uma voz cheia de energia e carisma, alinhando-se ao tom espirituoso do personagem original. Waldyr Sant’anna dublou Foozy, o amigo de Brucutu que falava apenas por rimas, enquanto Glória Ladany emprestou elegância à Rainha Oompa.
No segmento da Bruxa Hilda a protagonista foi interpretada por Edna Mayo com sua habitual veia cômica, e Orlando Prado completou dublando Gaylord.
Em Sluggo e Nancy a dupla de protagonista recebeu as vozes de Ênio Santos e Marisa Leal; já em Os Sobrinhos do Capitão, Edna Mayo empresta seu falsete infantil ao jovem Fritz, ao lado de Adalmária Mesquita dublando outro garoto, o Hanz. O capitão é feito por Hélio Alves e Shnel recebeu a voz de Ronaldo Magalhães.
O elenco, repleto de veteranos e talentos em ascensão, soube captar o tom nonsense da produção americana, adicionando à versão brasileira uma espontaneidade bem carioca.
Pré-História na Telinha Brasileira
Brucutu e Sua Turma foi exibido no Brasil nos anos 1980, em horários infantis das tardes de domingo ou inserido em blocos de desenhos nas manhãs das emissoras. Não teve a mesma recorrência de outros produtos da Filmation, mas conquistou um público fiel que se divertia com as situações ingênuas e os personagens caricatos.
O universo animado de Brucutu apresentava uma estrutura de humor pastelão, repleto de tropeços, perseguições e falas engraçadas, tudo embalado pelo estilo de animação econômica típico da Filmation — com movimentos reciclados, planos estáticos e cenários repetitivos, mas com muito charme.
O Legado de Brucutu: Memória Cômica da Era das Cavernas
Apesar de não ter tido muitas reprises nas décadas seguintes, Brucutu e Sua Turma permanece como uma lembrança simpática para quem cresceu assistindo desenhos nos anos 80. Seu legado se manteve mais na memória afetiva do que nas vitrines da cultura pop — o personagem Alley Oop ainda vive nas tiras de jornal americanas, mas o desenho animado teve vida curta.
No Brasil, a dublagem ajudou a fortalecer a personalidade dos personagens, conferindo identidade própria à adaptação nacional. Como tantas produções da Filmation, Brucutu e Sua Turma é lembrado não apenas pela animação em si, mas pelo valor nostálgico que carrega — um relâmpago cômico direto da Idade da Pedra para as manhãs da televisão brasileira.























