Freakazoid!
Freakazoid!
- de 09/09/1995 a 01/06/1997.
- 2 temporadas (24 episódios, 47 segmentos).
- Warner Bros. Animation.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Marlene Costa/ Ângela Bonatti
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
VHS Televisão/ Streaming
Elenco Principal























Aparições Recorrentes





















Outras Aparições






Outras Aparições
Exibido originalmente entre 1995 e 1997, Freakazoid! é aquele tipo de desenho que parece ter saído direto do cérebro de alguém após uma overdose de café, Looney Tunes e cultura pop dos anos 90.
Criado por Bruce Timm e Paul Dini com produção executiva de Steven Spielberg, o programa foi uma verdadeira montanha-russa de nonsense, sátira e referências mil, unindo super-heróis e insanidade como poucos desenhos se atreveram. No Brasil, ele não só ganhou público fiel como também teve uma dublagem que se tornou parte essencial do seu charme irreverente.
Entre Roteiros Malucos e Doses de Genialidade: A Produção
Freakazoid! surgiu da mesma onda criativa que trouxe Animaniacs e Pinky e o Cérebro. Misturando elementos de paródia, ação e humor surreal, o show acompanhava as aventuras (ou desventuras) de Dexter Douglas, um adolescente nerd transformado em Freakazoid, um herói com poderes digitais e total ausência de sanidade.
O resultado? Um personagem imprevisível, explosivo e absolutamente hilário, sempre quebrando a quarta parede e debochando de tudo, inclusive da própria Warner Bros.
O Delírio Chega ao Brasil
A série chegou ao Brasil no fim dos anos 90 e encontrou terreno fértil entre os fãs de animações que buscavam algo além do convencional. Foi exibida por aqui em diversos canais, entre eles a Globo, o SBT e depois em plataformas de streaming.
A edição em VHS também contribuiu para consolidar a presença do personagem entre os brasileiros. Seu humor veloz e cheio de camadas fez com que adultos e crianças se divertissem em níveis diferentes — um verdadeiro presente para quem gosta de humor referencial.
Dublagem que é Pura Loucura (no melhor dos sentidos)
A versão brasileira de Freakazoid! é um dos grandes triunfos da dublagem nacional, e seria injusto falar da série sem exaltar esse trabalho. Feita pelo estúdio Herbert Richers, com direção de Marlene Costa, Ângela Bonatti e Ilka Pinheiro, a dublagem abraçou com gosto o espírito lunático da série e devolveu isso em performances brilhantes, criativas e absolutamente desvairadas.
Posteriormente, o episódio 2.07, “Escultural”, recebeu a redublagem feita pelo estúdio Cinevídeo, desta vez sob a direção de Oziel Monteiro. Essa redublagem foi exibida no HBO Max.
Guilherme Briggs foi o grande responsável por dar voz ao Freakazoid em sua forma transformada. E o que ele faz ali é uma aula de timing cômico, versatilidade e improviso. Briggs não apenas traduziu as falas — ele encarnou o personagem, criando bordões, brincadeiras e uma interpretação que rivaliza (e em muitos momentos supera) o original.
Do outro lado da identidade secreta, Manolo Rey trouxe o tom nerd e certinho para Dexter Douglas, equilibrando perfeitamente a loucura que viria em seguida.
O elenco ainda conta com grandes nomes como Mauro Ramos (Carvernoso), Isaac Bardavid (Steff), Vera Miranda (Sargento Cosgrove) e Jomeri Pozzoli (Cerebelo), todos entregando performances que parecem ter saído de um teatro de absurdos bem ensaiado. A narração de Leonel Abrantes também é outro destaque, funcionando como um contraponto sério que ironicamente só reforça o caos da trama.
E não podemos esquecer as aparições especiais dos personagens de Animaniacs e Pinky e o Cérebro, que foram mantidas com as vozes originais brasileiras — Alexandre Moreno, Hércules Franco, Marisa Leal e companhia — criando um universo coeso e deliciosamente insano, com o selo Spielberg de maluquice animada.
Um Legado Maluco e Maravilhoso
Apesar de sua curta duração, Freakazoid! se tornou cult. No Brasil, muito desse sucesso deve-se à dublagem, que entendeu como poucos o espírito da obra e teve liberdade para adaptar, brincar e se soltar. Até hoje, fãs relembram as falas de Briggs, as situações nonsense e os momentos de metalinguagem que pareciam estar anos à frente do seu tempo.
Freakazoid! não foi só um herói digital — foi um caos calculado que encontrou na dublagem brasileira o parceiro perfeito para causar confusão, gargalhadas e saudade. É um daqueles casos em que a voz virou identidade, e o absurdo virou arte.































